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Briefing realizado pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, Moscovo, 19 de agosto de 2021

1622-19-08-2021

Começa a fase final do concurso “Líderes da Rússia” na secção “Internacional”


No dia 21 de agosto, começa a fase final do concurso “Líderes da Rússia” na secção “Internacional”

O concurso de gestores "Líderes da Rússia" tem sido realizado por incumbência do Presidente da Federação da Rússia desde 2017. 

O objetivo da secção “Internacional” é atrair pessoal qualificado de todo o mundo para mostrar a abertura e as vantagens do nosso país a pessoas de outros países e o interesse da Rússia em apoiar a população russófona residente no estrangeiro. Este ano, a secção teve mais de dez mil inscrições de 150 países. A maioria dos concorrentes estrangeiros são nacionais de países estreitamente ligados à Rússia por laços históricos, culturais e de parentesco. Entre os prémios disputados na secção estão uma subvenção de 1 milhão de rublos para estudos e a possibilidade de obter a nacionalidade russa ou permissão de residência na Federação da Rússia.

A fase final será disputada por 179 participantes de 29 países que obtiveram a melhor pontuação na fase remota do concurso. Os participantes farão testes de avaliação em cenários que replique situações reais de gestão e permitam avaliar as suas competências profissionais. 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, fará um discurso em vídeo para os participantes. A sua mensagem será mostrada a todos os participantes e estará disponível no nosso sítio web.  


Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, visitará Hungria


O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, irá, no dia 24 de agosto, a Budapeste para uma visita de trabalho, a convite do Ministro das Relações Económicas Externas e dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó. 

Os Ministros pretendem dar continuidade à discussão das questões candentes das relações bilaterais, com enfoque na implementação dos acordos alcançados entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, bem como trocar opiniões sobre questões internacionais, incluindo o combate às consequências da pandemia do coronavírus, as relações da Rússia com a UE e a NATO, a situação na Ucrânia e em Nagorno-Karabakh.

Está prevista a intervenção do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, numa reunião dos embaixadores e representantes permanentes húngaros em organizações internacionais.


Ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, fará visita à Áustria


O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, fará uma visita de trabalho a Viena nos dias 25 e 26 de agosto. No âmbito desta visita, o ministro russo encontrar-se-á com o Chanceler Federal Ada Áustria, Sebastian Kurz, o Ministro dos Assuntos Europeus e Internacionais, Alexander Schallenberg, os ativistas e participantes do Fórum russo-austríaco "Diálogo de Sochi" e a comunidade empresarial austríaca e visitará a sede da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

O Ministro russo pretende abordar as questões-chave da agenda bilateral, em particular, perspetivas e principais opções do desenvolvimento das relações comerciais, económicas, culturais, humanitárias e intersociais, com enfoque na implementação dos acordos anteriormente alcançados, bem como as questões prementes da agenda internacional. 


Ministro do Exterior, Serguei Lavrov, visitará Itália


O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, fará uma visita de trabalho à Itália.

Durante a visita que acontecerá nos dias 26 e 27 de agosto, Serguei Lavrov terá uma reunião com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional da Itália, Luigi Di Maio, e será recebido pelo Presidente do Conselho de Ministros da República Italiana, Mario Draghi.

As partes realizarão uma detalhada troca de opiniões sobre questões prementes da agenda internacional e regional, incluindo a cooperação no G-20 e outros formatos internacionais, as relações com a UE e a NATO, a situação na Ucrânia, no Afeganistão, os processos de paz na Líbia e na Síria e a situação na região mediterrânica.

O estado atual e as perspetivas das relações bilaterais nas áreas política, comercial, económica, cultural e humanitária também serão abordados. 


Ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, fará discursos em reuniões com alunos e professores do Ginásio Evgueni Primakov e Universidade MGIMO


Como já é tradição, no dia 1 de setembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, visitará a Universidade de Relações Internacionais de Moscovo (MGIMO), subordinada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, e realizará uma reunião com os estudantes do primeiro ano e o pessoal docente. A reunião tem na agenda não só um discurso de boas-vindas aos estudantes do Ministro como também uma secção interativa, que se tem tornado popular e extremamente interessante nos últimos anos, pois proporciona aos estudantes a oportunidade de uma interação ao vivo com o chefe da diplomacia russa. 

Nesse mesmo dia, antes de visitar a Universidade MGIMO, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, discursará no "Ginásio Regional Evgueni Primakov”, organização educativa autónoma sem fins lucrativos, no âmbito de um evento dedicado ao Dia do Conhecimento.


Em relação à próxima abertura da 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU


A 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU abre no dia 14 de setembro. Esperamos que os principais eventos, assim como a Semana de Alto Nível (SAN) marcada para ocorrer entre os dias 21 e 27 de setembro, se realizem em regime presencial. Apesar de todas as conquistas da tecnologia, não há alternativa à diplomacia cara a cara, embora, segundo as informações recebidas, muitos líderes mundiais estejam inclinados a gravar as suas mensagens em vídeo para serem reproduzidas durante a Semana de Alto Nível. 

Continuamos a acompanhar de perto a situação epidemiológica em Nova Iorque que pode fazer ajustamentos às modalidades da Semana. A possibilidade da participação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, na discussão política geral da 76ª sessão da Assembleia Geral depende diretamente de novos desenvolvimentos na situação do coronavírus. Esta questão ainda está a ser trabalhada. Manter-vos-emos informados.

A próxima sessão da Assembleia Geral terá lugar num momento de maior acumulação de potencial de conflito no mundo e de crescentes ameaças globais que exigem decisões coletivas urgentes da comunidade internacional. Neste contexto, a Rússia fará todos os esforços necessários para dar forma a uma ordem mundial multipolar, promover uma agenda da união positiva, e procurar respostas adequadas aos desafios da atualidade.

Continuaremos a defender o reforço do papel central de coordenação da Organização Mundial nos assuntos mundiais e o estrito cumprimento da sua Carta, incluindo os princípios da igualdade soberana dos Estados, a não-ingerência nos seus assuntos internos e a resolução de conflitos por meios políticos e diplomáticos. Pretendemos dispensar especial atenção ao combate às tentativas persistentes de alguns países de minar e, de alguma forma, reformatar as normas jurídicas internacionais universalmente aceites e de impor a prática de solução de questões sem consenso, sem a participação da ONU, sob o conceito duvidoso de uma "ordem mundial baseada em regras".

Durante a sessão, vamos desenvolver um grande trabalho para promover as principais prioridades do nosso país. Trata-se de reforçar a arquitetura de controlo de armas, desarmamento e não-proliferação, de prevenir a militarização do espaço, de elaborar regras de conduta universais no espaço da informação, de combater a glorificação do nazismo e as tentativas de reescrever a história, e de ampliar a cooperação despolitizada no combate ao terrorismo e ao crime organizado.

Como Estado fundador das Nações Unidas e membro responsável da comunidade internacional, a Rússia continuará a promover o prestígio da Organização Mundial como pedra angular do multilateralismo genuíno e o fórum universal para uma cooperação interestatal igual e eficaz. Estamos prontos a trabalhar com todos os países que partilham da mesma opinião.

Maiores informações sobre a posição russa em relação às questões agendadas para a 76ª sessão da Assembleia Geral podem ser obtidas num material especial disponibilizado no sítio web do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia. 


Ponto da situação no Afeganistão


Em complemento às declarações já feitas pelos representantes oficiais russos e em resposta às perguntas recebidas em relação à situação política no Afeganistão, gostaríamos de acrescentar o seguinte.

A chegada ao poder dos talibãs no dia 15 de agosto deste ano em Cabul é um facto consumado, uma realidade que a comunidade internacional deveria ter em conta quando começar a construir as suas relações com o Afeganistão. Apenas a província central de Panjshir, onde os afegãos de origem tadjique liderados pelo ex-vice-presidente Amrullah Saleh e o filho de Ahmad Shah Massoud arregimentaram unidades de resistência armada, permanece fora do controlo dos talibãs. O presidente Ashraf Ghani que abandonou o país e foi recentemente encontrado nos Emirados Árabes Unidos (EAU) é certamente responsável pelo que aconteceu. Nos últimos três anos, teve todas as possibilidades para levar a bom termo o processo de paz no Afeganistão e para facilitar a formação de um governo inclusivo que envolvesse todas as forças étnicas e políticas do país. No entanto, perdeu essa oportunidade. 

Registamos que os talibãs estão empenhados em repor a ordem no país, estão a demonstrar a sua vontade de dialogar com líderes políticos afegãos influentes, em particular o ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, sobre a futura organização do Estado, a declarar-se dispostos a ter em conta os interesses dos cidadãos e os direitos das mulheres.

Gostaria que prestassem atenção ao comentário feito hoje pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, durante uma conferência de imprensa. O Ministro salientou que, na altura em que todo o Afeganistão estava mergulhado numa guerra civil, defendíamos a necessidade de organizar, com urgência, no país um diálogo nacional que envolvesse todas as forças e grupos étnicos e religiosos afegãos beligerantes. Agora que os talibãs tomaram o poder em Cabul e na maioria das outras cidades e províncias do país, a Rússia continua a defender o entabulamento de um diálogo nacional que permita formar um governo representativo que, apoiado pelos cidadãos do Afeganistão, se dedicaria à busca de um acordo sobre a organização política definitiva deste país multiétnico. 

Quanto à forma como isto poderia acontecer, tal como nos últimos anos, ou seja, no âmbito da tróica alargada (Rússia, Estados Unidos, China e Paquistão) e do formato Moscovo que são universalmente reconhecidos como o mecanismo mais eficaz de apoio externo ao processo de paz no Afeganistão. A Rússia defendeu que estas negociações se iniciassem o mais rapidamente possível. O governo e o presidente do Afeganistão, que tinham acordos a este respeito, não tinham muito empenho em levá-los à prática. Já comentámos este assunto, inclusive nos nossos briefings. Consequentemente, aconteceu o que aconteceu. Esta é uma realidade com a qual devemos lidar, usando a diplomacia, conhecimentos da história e todas as ferramentas que implicam habilidades diplomáticas. Reafirmamos a nossa posição coerente em relação à necessidade de criar condições externas para apoiar, por todos os meios, um diálogo nacional no Afeganistão. Gostaria de recordar a nossa fidelidade às respectivas resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Acreditamos (como disse hoje o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov) que o formato Moscovo tem as maiores perspetivas. A situação já ganhou uma dimensão regional e causa reação dos países vizinhos mais afastados do Afeganistão. Todos os cinco países da Ásia Central, bem como a China, Paquistão, Irão, Índia, Rússia, Estados Unidos e as próprias partes em conflito participam no formato Moscovo. Até agora não foram apresentadas nenhumas propostas oficiais, mas, como Serguei Lavrov assinalou, a eficácia deste "grupo de acompanhamento" das negociações afegãs foi sempre reconhecida por todos. A Rússia está pronta a fazer com que o formato Moscovo retome os seus trabalhos, se isso for considerado conveniente. Estamos a registar todas as declarações provenientes atualmente dos talibãs em que manifestam o seu desejo de entabular um diálogo com outras forças políticas do Afeganistão. Já anunciaram uma série de reuniões com representantes das forças políticas. 

A Embaixada russa em Cabul e o seu setor consular continua a trabalhar como habitualmente, estabelecendo contactos de trabalho com os representantes das novas autoridades, principalmente para garantir a segurança dos cidadãos russos e o bom funcionamento da nossa missão. As atividades consulares enfrentam algumas dificuldades devido ao colapso do sistema estatal anterior. Por exemplo, a legalização de documentos foi suspensa por razões conhecidas (isto se deve ao colapso das estruturas do Estado e da função pública no território do Afeganistão). 

Cerca de 100 cidadãos russos, na sua maioria de origem afegã, que estudaram em diferentes épocas na Rússia ou na União Soviética, criaram família no nosso país, obtiveram a nacionalidade russa e regressaram à sua terra natal, estão inscritos no setor consular. O setor consular da Embaixada concentra-se em atender estes e outros cidadãos russos. Salientamos que a maioria dos pedidos de atendimento se refere à prestação de ajuda no seu regresso à Federação da Rússia. Todos estes pedidos serão atentamente examinados. 

Gostaria de salientar que não se trata de retirar o pessoal da Embaixada ou cidadãos russos que se encontram no Afeganistão. Estamos atualmente a trabalhar como habitualmente na organização de alguns voos fretados. Já o fizemos antes, durante a pandemia do coronavírus, utilizando a companhia aérea local “Ariana”. Uma vez que agora não existe tal possibilidade, planeamos organizar voos especiais, inclusive para cidadãos russos que desejem deixar o Afeganistão. Representantes dos talibãs garantiram-nos que não existem obstáculos a isto e deram-nos garantias de segurança.

Não temos informações de que alguém dos cidadãos russos ficou ferido durante os conhecidos acontecimentos no aeroporto de Cabul nos dias anteriores.

Acreditamos que é prematuro fazer previsões sobre as perspetivas das relações comerciais e económicas entre a Rússia e o Afeganistão sob o novo regime. Contudo, não temos razões para acreditar que não receberão um novo impulso depois de o sistema de estruturas estatais voltar ao normal e a calma se restabelecer na sociedade afegã. Todavia, outras questões estão agora na ordem do dia, iremos comentá-las assim que tenhamos informações. 


Quanto à possibilidade de retirar os afegãos que desejem 

abandonar o seu país 


Tendo em conta a situação atualmente vivida no aeroporto de Cabul e a incapacidade de alguns países ocidentais em providenciar a retirada dos seus diplomatas, militares e civis do Afeganistão, para não mencionar os afegãos que colaboraram com eles e as suas famílias e que desejam abandonar o país, mas não têm como o fazer, gostaríamos de dizer o seguinte.

A fim de evitar um agravamento da situação humanitária no Afeganistão, oferecemo-nos para retirar, por aviões civis russos, qualquer número de afegãos, incluindo mulheres e crianças, para qualquer país estrangeiro que esteja interessado em recebê-los e alojá-los.

Como os representantes das novas autoridades no Afeganistão nos garantiram, não existem obstáculos de princípio à chegada e partida de aviões russos em Cabul e a segurança dos aviões, tripulações e passageiros é garantida.


Quanto à notícia sobre submarinos russos perto da costa da Irlanda


Prestámos atenção ao artigo publicado recentemente no “Times” britânico sobre submarinos russos perto da costa irlandesa a tentarem alegadamente obter acesso à infraestrutura subaquática da Internet para fins de reconhecimento.

Consideramos este artigo como mais um fake news no âmbito da campanha de propaganda antirrussa em curso no Reino Unido. As alegações infundadas, fabricadas, como antes, ao estilo “highly likely” perseguem o único objetivo óbvio: o de criar nas pessoas comuns no Ocidente uma sensação da "ameaça russa" crescente. Podemos apenas conjeturar quanto tempo os telespectadores e os leitores britânicos a quem se destina esta mitologia serão mantidos ignorantes.

Prestámos atenção às declarações feitas pelo lado britânico ao mais alto nível de que o Reino Unido está disposto a ajudar os afegãos, a retirá-los e a apoiá-los financeiramente.  Talvez os afegãos (que o Reino Unido irá agora acolher), contem aos súbditos de Sua Majestade sobre as verdadeiras ameaças e a situação no mundo e possam quebrar o mito de que a ameaça vem alegadamente da Rússia e, por vezes, da China. 

É sintomático que os autores destas declarações procurem compensar a falta de factos concretos pelas avaliações de veteranos dos serviços de segurança britânicos que se fazem passar por peritos. 

Pedimos a Londres que se abstenha de divulgar informações distorcidas e deliberadamente falsas sobre a Rússia. Gostaríamos de salientar e recordar mais uma vez que as tentativas de elevar as determinações russofóbicas e, em princípio, a russofobia ao nível da política de Estado não têm futuro e que é importante construir um diálogo baseado no respeito mútuo e na consideração dos interesses uns dos outros.


Situação em torno da correspondente da BBC em Moscovo


Não pudemos deixar de prestar atenção aos numerosos pedidos e materiais que apelam a uma revisão da decisão alegadamente injustificada de retirar a acreditação jornalística e o visto de Sarah Rainsford, correspondente da BBC em Moscovo, afincadamente reproduzidos por organizações não governamentais estrangeiras encorajadas pelo lado britânico. 

Consideramos os materiais marcados por este tom e este vetor que não apresentam conscientemente nenhuma intenção de inteirar o público da essência da questão como tentativa consciente e cínica de enganar o público quanto aos verdadeiros responsáveis pela situação em torno da correspondente da BBC. 

Uma vez que a situação está tão "aquecida", é de recordar mais uma vez. A fim de coibir especulações, gostaria de salientar que as explicações extremamente detalhadas, publicadas no sábado passado sobre a verdadeira causa da situação está na recusa não motivada de emitir vistos a jornalistas russos praticada durante anos por Londres e sobre como sair deste impasse, são uma resposta universal a qualquer apelo deste tipo. O espanto fingido das autoridades oficiais do Reino Unido, as quais avisámos várias vezes, durante um ano e meio ou até dois anos, de que Londres oficial que humilhava os correspondentes russos, bem como a teimosa relutância de vários intermediários em compreender a quem deveriam dirigir exatamente as suas reclamações nos obrigava a dar este passo, apenas reforça a nossa opinião de que este "concerto" está a ser orquestrado. 

Numa situação em que todas as outras tentativas de acabar com a arrogância do lado britânico em relação aos media russos e o atropelo da liberdade de expressão por parte de Londres estão efetivamente esgotadas, uma medida de retaliação contra a sua compatriota parece ser a única forma de garantir os direitos dos media russos na Grã-Bretanha. Pode ser a única forma de chamar a atenção do público britânico para as ações arbitrárias praticadas por Londres contra os jornalistas. Aparentemente, o objetivo foi alcançado, uma vez que isso provocou uma reação tão veemente, só que o foco está errado. Neste caso não conseguirão apresentar esta história como perseguição aos jornalistas britânicos na Rússia. Esta é uma medida de retaliação à perseguição, durante dois anos, aos jornalistas russos no Reino Unido. Não lhes concediam vistos, não lhes prorrogavam os vistos concedidos, forçavam-nos a deixar o país sem lhes conceder os respetivos documentos sem qualquer motivo, sem uma explicação.

Cumprimos sempre as nossas promessas. Prometemos retaliar, retaliámos. Isto diz igualmente respeito ao processo inverso. Espero que isto seja ouvido em Londres: assim que os correspondentes russos comecem a receber vistos britânicos ou a ter os seus vistos prorrogados, Sarah Rainsford poderá solicitar um visto russo nos postos consulares russos. Não terá dificuldades. Mais uma vez, esta é uma via de dois sentidos. 

Aqueles que se preocupam em restaurar os direitos de alguns jornalistas, ignorando a perseguição de outros, não podem, por definição, considerar-se defensores da liberdade de expressão, dos meios de comunicação social e do pluralismo de opinião. Se se comprometer a defender, defendam todos. 


EUA e NATO desenvolvem as suas infraestruturas militares perto das fronteiras da Rússia


Continuamos a considerar que, na Europa, não existem questões político-militares insolúveis que possam exigir uma solução militar ou uma presença significativa de blocos político-militares. No entanto, a realidade e a tendência do aumento da presença da NATO nas nossas fronteiras ocidentais mostram que a Aliança tem opinião diferente. 

Como podemos ver agora, a liderança da NATO, desenvolvendo a tese propagandística sobre a necessidade de "conter Moscovo à força”, não regista ameaças reais e começa a lidar com elas após o colapso do mundo. Sabem porquê? A resposta é simples. Há anos que se preocupam em fazer com que os cidadãos dos seus países se concentrem na suposta única ameaça, a Rússia, investindo enormes recursos no alcance deste objetivo. Nesta situação, não é surpreendente que eles não tenham visto as realidades, as ameaças reais. Agora este facto tornou-se de conhecimento geral. 

A presença "rotativa" nos países bálticos e na Polónia resume-se, de facto, à presença permanente de quatro grupos de batalhões da NATO, que juntos podem ser equiparados a uma brigada de infantaria motorizada reforçada com blindados. Até em meio da pandemia da COVID-19, a Aliança realiza exercícios no seu "flanco oriental", treinando, entre outras coisas, operações de combate a um inimigo "comparável", pelo qual se subentende a Rússia. Consideramos tais manobras como provocatórias e, nas circunstâncias atuais, como, pelo menos, imprevidentes. 

Os países Bálticos estão frequentemente entre os principais apoiantes da política antirrussa, fomentando diligentemente o mito de uma possível "invasão" russa. A própria Bruxelas reconhece que, nesta região, “estão agora instaladas mais forças militares do que nunca".

A NATO continua a sua missão de patrulhamento aéreo nos países bálticos, realizando voos perto da fronteira russa. O mesmo se verifica em termos de presença naval. Os navios da NATO com mísseis guiados fazem regularmente escala no Mar Báltico perto da Região de Kaliningrado. Os pilotos dos países da Aliança, bem como as tripulações dos seus navios de guerra fazem provocações deliberadas, testando o nosso equipamento de resposta e, segundo os peritos militares, a nossa prontidão para uma resposta adequada.

Estamos preocupados com as perspetivas de uma maior presença militar americana na Polónia onde os EUA planeiam aumentar substancialmente o seu contingente de 4500 efetivos ali instalado. A infraestrutura que está a ser criada tornará possível aumentar o contingente de tropas americanas neste país para 20.000 efetivos num curto espaço de tempo. Estes planos dos EUA vão contra as disposições da Ata Fundadora, de 1997, sobre Relações Mútuas, Cooperação e Segurança entre a Federação da Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Este documento fixa o objetivo comum de reforçar a estabilidade na região euro-atlântica.

Registamos também um aumento das atividades militares perto das fronteiras meridionais da Rússia. O governo de Kiev realiza regularmente exercícios militares com roteiros agressivos e o envolvimento das forças da NATO, modernizando ativamente a sua infraestrutura militar. A declaração do Vice-Primeiro-Ministro, Aleksei Reznikov, de 10 de agosto deste ano, de que os sistemas de defesa antiaérea americanos poderiam ser instalados no território ucraniano foi mais uma prova da relutância de Kiev em cumprir o Pacote de Medidas de Minsk, cujo parágrafo 10 obriga as autoridades ucranianas como parte no conflito a retirar todas as unidades armadas, mercenários e equipamento militar estrangeiro do país. Como podemos ver, a elite política de Kiev e os seus curadores ocidentais preferem seguir o caminho da militarização da Ucrânia, tornando assim remota a perspectiva de uma resolução pacífica do conflito interno na Ucrânia. 

Tudo isto conduz inevitavelmente a uma mudança no equilíbrio de forças na Europa e provoca um deslize para outra corrida aos armamentos. Tencionamos acompanhar de perto a situação e, no caso de novas ações dos Estados Unidos e da NATO para minar os fundamentos da segurança no continente, teremos de tomar medidas necessárias para salvaguardar os nossos legítimos interesses nacionais, como a liderança do país tem afirmado em numerosas ocasiões.

Exortamos os Estados membros da Aliança a voltarem a observar o princípio da contenção militar. As nossas propostas construtivas concretas sobre a dimensão das tensões na Europa, entregues à liderança da NATO, permanecem válidas.


Rússia devolve à Ucrânia a sua nota de protesto 


No dia 17 de agosto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia devolveu sem considerar uma nota de protesto do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia emitida por ocasião da visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, à Crimeia para participar no cluster de arte Tavrida. A nota foi devolvida por ter contido uma terminologia inaceitável usada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano no intuito de pôr em dúvida a pertença da Crimeia à Rússia. 

Chegou a hora dos nossos colegas ucranianos perceberem que a República da Crimeia e a cidade de Sebastopol são unidades da Federação da Rússia. Esta questão foi definitivamente solucionada em 2014 pelos próprios habitantes da Crimeia num referendo, em conformidade com o direito das nações à autodeterminação, consagrado nos documentos da ONU, da OSCE e na própria lei ucraniana. Esta decisão, tomada após o golpe de Estado em Kiev, permitiu à população da península evitar a discriminação por parte das autoridades ucranianas. Atualmente, os seus direitos são garantidos pela Constituição da Federação da Rússia. A situação socioeconómica e humanitária na península melhorou muito. A propósito, a Rússia é o único país do mundo em cujas duas regiões a língua ucraniana tem o mesmo estatuto que na própria Ucrânia. Infelizmente, Kiev não revela a mesma reciprocidade. 

Exortamos o lado ucraniano a deixar de tentar atentar contra a integridade territorial do nosso país. Reiteramos que continuaremos a devolver notas de protesto semelhantes relativas à Crimeia e a outras unidades da Federação.


Monumentos aos colaboradores nazis no Canadá


Apesar dos protestos do público, das organizações judaicas e da comunidade russa no Canadá, o governo canadiano recusa-se a tomar qualquer medida para acabar com um fenómeno tão vergonhoso como os memoriais em homenagem aos criminosos nazis de entre os colaboradores ucranianos que serviram na 14ª Divisão SS "Galizien".

Referimo-nos aos monumentos em diferentes cidades, incluindo Edmonton, capital da província de Alberta, onde foi erguido um busto ao SS Hauptsturmfuhrer Roman Shukevich, comandante do 201º Batalhão SS "Schutzmanschaft", e aos efetivos da Divisão "Galizien”. O recente incidente ressonante quando pessoas desconhecidas escreveram à noite neste, por assim dizer, memorial as palavras "verdadeiro nazi" e "monumento nazi" avivou a polêmica sobre a inadmissibilidade de glorificar os carrascos de Hitler no Canadá, país que lutou contra o nazifascismo como integrante da coligação anti-Hitler.

Gostaríamos de salientar em especial que a maioria dos canadianos não partilha uma piedade pelos líderes dos colaboradores ucranianos que se refugiaram no Canadá no pós-guerra com o consentimento das autoridades locais. Todavia, entre os políticos, incluindo alguns membros do governo, muitos apoiam abertamente o ultranacionalismo com tonalidade russofóbica professado pelo atual regime de Kiev. Por isso, não é de surpreender que os apelos da comunidade judaica canadiana, de ONG tão conhecidas como a B'nai B'rith e os “Amigos do Centro Simon Wiesenthal”, para se livrarem dos símbolos nazis, continuem a ser uma voz a clamar no deserto.

Além disso, os meios de comunicação social e os livros de história impõem a visão "única e verdadeira" de que os colaboradores ucranianos dos nazis liderados por Stepan Bandera e Roman Shukhevych teriam lutado pela independência da Ucrânia. Enquanto isso, as autoridades oficiais igualam blasfemamente a Alemanha de Hitler à União Soviética, insultando assim a memória de 27 milhões de soviéticos que deram as suas vidas para a vitória sobre o nazismo e estragando as relações russo-canadianas.

Apelamos às autoridades canadianas, que se dizem fiéis aos direitos humanos e à democracia e desfavoráveis à xenofobia e antissemitismo, para que deem passos reais e eficazes rumo à verdade histórica. A tolerância zero para com o nazismo e aqueles que procuram justificá-lo hoje em dia é um imperativo da atualidade e homenagem aos veteranos soviéticos e canadianos que lutaram contra a máquina de guerra Hitler.


Especulações da Embaixada dos EUA em Moscovo sobre o caso Trevor Reed condenado na Rússia 


Não é a primeira vez que a missão diplomática americana em Moscovo põe em circulação informações falsas sobre cidadãos dos EUA a cumprirem penas de prisão em estabelecimentos prisionais russos por crimes cometidos na Federação da Rússia.

Neste caso, trata-se de Trevor Reed que foi condenado por ter atacado agentes e é apresentado como vítima de um "julgamento não livre e injusto". Para além de dramatizar artificialmente o caso e reclamar sem fundamento da “sanção penal premeditadamente dura” (embora nos próprios Estados Unidos a desobediência e a resistência às autoridades policiais acarrete uma pena muito mais rígida), a Embaixada americana está a induzir em erro o público das redes sociais, afirmando nas suas contas das redes sociais que o Governo russo não divulga o paradeiro do americano ao arrepio dos seus compromissos.

Falando em bons termos, isto não é verdade. O Embaixador John Sullivan publicou esta informação no dia 16 de agosto enquanto, no dia 12 de agosto, a Embaixada dos EUA havia sido oficialmente informada por uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia de que o nacional dos EUA Trevor Reed chegou à colónia penal de Mordovia para cumprir a sua pena, após ter o seu recurso negado e a sua sentença confirmada. Acabo de levar mais uma vez esta informação ao conhecimento do lado americano. Gostaria de salientar que esta informação foi oficial e devidamente fornecida aos diplomatas dos EUA.

Anteriormente, todos os pedidos de consulta da missão diplomática americana relativos à sua saúde, à organização de telefonemas com ele, e aos locais de detenção haviam sido prontamente atendidos pelas autoridades competentes. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia tenciona continuar a prestar a devida ajuda neste caso. Somos fiéis aos nossos compromissos. 

Gostaríamos que o Departamento de Estado e as autoridades americanas competentes tivessem uma atitude semelhante para com os russos presos nos EUA, particularmente Viktor Bout e Konstantin Yaroshenko em cujos casos a "dureza deliberada" é evidente. Faço lembrar que eles foram condenados às penas de prisão desproporcionadamente longas (25 e 20 anos). Os pedidos dos nossos diplomatas para lhes prestarem cuidados médicos adequados ou para os transferirem para uma unidade prisional com um regime de execução da pena mais humano ficam muitas vezes sem resposta ou são rejeitados sem consideração. Isto é inaceitável. Não pretendemos tolerá-lo.


Por ocasião da assinatura do Tratado Soviético-Alemão de Não-Agressão


O dia 23 de agosto marca o 82º aniversário da assinatura do Tratado de Não-Agressão entre a União Soviética e a Alemanha. Lamentamos que, nos últimos anos, este acontecimento se tenha tornado motivo para especulações politizadas e pseudocientíficas por parte de algumas capitais europeias que não fazem segredo do seu desejo de reescrever a história da Segunda Guerra Mundial, rever as suas causas e as suas lições para atender não tanto aos objetivos nacionais do seu país como aos objetivos políticos de um partido, de uma fação ou de representantes de um movimento. Tudo isto não corresponde a uma perspectiva de médio ou longo prazo. Está a ser feito aqui, agora, momentaneamente, sem se pensar no passado e no futuro. 

Hoje em dia, de Bruxelas vêm tradicionalmente apelos para responsabilizar igualmente os "regimes totalitários" pela eclosão daquele conflito global. O cinismo com que se tenta transferir a responsabilidade pela guerra mais sangrenta da história da humanidade, como se costuma dizer, "deitar as culpas a outros”, é de surpreender. A tese revisionista de que foi o pacto de não-agressão entre a Alemanha e a União Soviética, assinado a 23 de agosto de 1939, que "mergulhou a Europa na escuridão ", não resiste às críticas. Tem-se a sensação de que não foi no longínquo ano de 1939 que a Europa mergulhou na escuridão, mas neste momento, na escuridão da ignorância.

Vale a pena recordar que foi o nosso país e os seus diplomatas que trabalharam durante toda a segunda metade dos anos 30 para criar um sistema unificado de segurança europeia e tentaram organizar a resistência ao então ainda frágil agressor fascista. Este plano foi impedido de se materializar, sobretudo pelas potências ocidentais, que agora declaram o que eu disse.

O Acordo de Munique, assinado em setembro de 1938 pelos Chefes de Governo da Alemanha, Reino Unido, França e Itália deslocou o equilíbrio de forças a favor da Alemanha, permitindo às tropas alemãs e polacas anexar partes da Checoslováquia (os Sudetas, a região de Teshinska, etc.). A ocupação de toda a Checoslováquia em 1939 foi um resultado lógico da política das capitais ocidentais para apaziguar os apetites de Hitler e dos seus sequazes, levou ao reforço dos nazis e ao aumento das capacidades militares e da indústria de guerra da Alemanha. 

Além disso, em agosto de 1939, a Alemanha já tinha fechados acordos de não-agressão com a Polónia (Pacto de Não-Agressão, de 1934), Grã-Bretanha (Acordo Naval Anglo-Alemão, de 1935, e a Declaração de Não-Agressão, de 1938), Itália (Pacto de Aço, de 1939), Dinamarca (Pacto de Não-Agressão, de 1939), França (Declaração de Não-Agressão, de 1938), Lituânia, Letónia e Estónia (Pactos de Não-Agressão, de 1939). 

O fracasso das negociações soviético-franco-britânicas em Moscovo sobre um pacto de ajuda mútua por culpa de Londres e Paris, que não tinham sequer investido os seus representantes dos poderes necessários, e o perigo real de uma guerra em duas frentes: com a Alemanha no Oeste e com o Japão no Leste (já havia combates intensivos no rio Khalkhin-Gol) deixou a União Soviética sem escolha.

Assim, a União Soviética foi dos últimos países europeus a concluir um acordo deste tipo com a Alemanha. Este é um facto que os nossos parceiros ocidentais e os principais meios de comunicação social ocidentais não querem, por alguma razão, vê-lo nem o utilizar nas suas publicações. Graças ao acordo, vastas regiões da Ucrânia Ocidental e da Bielorrússia, antigos territórios russos tomados pela Polónia em 1921, bem como os países bálticos, foram retirados da esfera de influência alemã. A União Soviética protegeu os habitantes destes territórios, embora por um indeterminado espaço de tempo, dos horrores da ocupação alemã, da Nova Ordem Nazi e do Holocausto. Muitos dos habitantes destes territórios lutaram posteriormente no Exército Vermelho ou trabalharam nos territórios não ocupados pelos nazis, contribuindo para a Vitória comum. Gostaria de recordar que, durante a guerra, só na Lituânia os nazis e os seus colaboradores aniquilaram quase 96 por cento da população judaica.

Num artigo intitulado “75 Anos da Grande Vitória: Responsabilidade Partilhada perante a História e o Futuro" e publicado em 2020, o Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, fez uma análise profunda e uma avaliação cabal daqueles acontecimentos históricos.

As tentativas de algumas capitais europeias de deitar a responsabilidade pela Segunda Guerra Mundial para cima dos outros vão contra os factos históricos, o bom senso e as decisões do Tribunal de Nuremberga. 

A promoção de conceitos pseudo-históricos tão radicais e a aquiescência em relação aos movimentos neonazis, acompanhadas de uma guerra implacável contra os monumentos aos soldados libertadores soviéticos, principalmente nos países bálticos, na Polónia, na República Checa e na Ucrânia, insulta a memória de milhões de vítimas da Segunda Guerra Mundial e daqueles que deram as suas vidas para libertar a Europa do nazismo e pode ter consequências extremamente perigosas.


Por ocasião dos 80 anos dos Comboios do Ártico


O dia 31 de agosto marcará o 80º aniversário da chegada à URSS do primeiro Comboio do Ártico proveniente da Grã-Bretanha. Este comboio, constituído por 7 navios de transporte e 16 escoltadores, e que percorreu com segurança um percurso entre Scapa Flow Bay, nas Órcades, e o porto de Arkhangelsk, tinha o nome de código “Dervish”. 

A Rússia lembrar-se-á sempre com gratidão de como, nos primeiros meses mais difíceis da Grande Guerra Patriótica, os países aliados da coligação anti-Hitler estenderam uma mão de ajuda à União Soviética. Os acontecimentos subsequentes da guerra mostraram que a contribuição significativa dos Comboios do Ártico para o sucesso da luta conjunta contra o inimigo comum não pode ser sobrestimada.

Hoje em dia, a Rússia e o Reino Unido prestam homenagem ao heroísmo e à abnegação dos efetivos dos Comboios do Ártico. A sua façanha no Atlântico Norte está para sempre gravada em letras de ouro na história da libertação da Europa do nazismo.

No dia 12 de agosto, em Liverpool, por ocasião do 80º aniversário dos Comboios do Ártico, realizaram-se atividades comemorativos com a participação do Embaixador russo na Grã-Bretanha, Andrei Kelin, o Adido Militar junto da Embaixada russa, personalidades oficiais britânicas e representantes do corpo diplomático. A Princesa Ana, filha da Rainha do Reino Unido, enviou uma mensagem especial aos participantes. 

As atividades comemorativas terão também lugar em Arkhangelsk nos dias 29 e 31 de agosto. Entre os principais eventos previstos estão uma conferência internacional teórica e prática "Land-Lease e Comboios do Ártico: da cooperação regional à coligação global”, um comício solene "Milhas de Fogo da Vitória”, a abertura da exposição "Porto de Destino - Arkhangelsk! Por ocasião dos 80 anos da chegada do primeiro Comboio do Ártico "Dervish", bem como um festival de bandas militares intitulado “Direction Nord: Dervish”.  

A história dos Comboios do Ártico é parte inalienável das crónicas das relações russo-britânicas, um exemplo brilhante da cooperação bem-sucedida entre Moscovo e Londres, baseada no respeito mútuo, igualdade de direitos e interesses comuns.


Sobre o terramoto no Haiti


A 14 de agosto, aconteceu no Haiti, a 12 km da cidade de Saint-Louis-du- Sud, um terramoto de magnitude de 7,2 na escala Richter. Os municípios dos departamentos Sul, Grande Enseada e Nippes levaram o pior.

De acordo com as informações mais recentes, a 18 de agosto a tragédia já matou mais de 1.900 pessoas e feriu cerca de dez mil. Não há cidadãos russos entre os mortos e feridos. Pelo menos não há dados confirmados a este respeito. Acompanhamos a situação.

Pelo motivo do desastre que atingiu o país, o Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, enviou um telegrama transmitindo condolências ao Primeiro-Ministro do Haiti, Ariel Henry.

Ficamos sinceramente compadecidos com o povo haitiano neste momento difícil, compartilhamos com os familiares dos mortos a dor da perda, desejamos recuperação rápida a todos.

Da nossa parte, fazemos o possível para acelerar a eliminação das consequências do desastre: uma equipa de pilotos de helicóptero russos que trabalham no país por contrato do Programa Alimentar Mundial, está a fazer fornecimentos de cargas humanitárias e remédios às zonas mais afetadas do país.


Ponto da situação na Etiópia


Acompanhamos atentamente a situação político-militar na amiga República Democrática e Federal da Etiópia, em que recentemente veio aumentar o número de confrontos armados entre o exército e as tropas da Frente de Libertação do Povo Tigré (FLPT).

A FLPT não cessa as hostilidades, passando já a controlar várias zonas não só na região Tigré, mas também nas províncias vizinhas, Afar e Amhara, que tinham permanecido isentas do conflito. As forças Tigré tentam estabelecer o controlo sobre a rodovia estratégica que liga a Etiópia ao Djibuti, o que pode vir a piorar ainda mais a difícil situação humanitária e aumentar o fluxo de refugiados e pessoas internamente deslocadas.

Outra coisa preocupante é a atmosfera tóxica que os media internacionais geram em torno deste conflito. Consideramos que comentários irresponsáveis de certos jornalistas não favorecem a solução do conflito, mas só servem para agravar as divergências existentes, impedindo as partes de acharem soluções mutuamente aceitáveis.

Acreditamos que uma trégua anunciada por ambas as partes do conflito seria a única via razoável de pôr fim ao derramamento de sangue, de melhorar a situação humanitária, de proceder a uma estabilização social e política gradual e de possibilitar o regresso das pessoas internamente deslocadas para as suas casas.

Apelamos à comunidade internacional e às organizações regionais a apoiar os passos que o governo etíope tenta empreender para normalizar a situação na região Tigré no intuito de reinstaurar ali a paz, a vida normal das pessoas. Partimos da premissa de que são os próprios etíopes que devem desempenhar um papel decisivo na solução do conflito interno, com o auxílio essencial da comunidade africana.


Anúncio do Fórum Económico do Leste


Entre 2 e 4 de setembro, terá lugar em Vladivostok a sexta edição do Fórum Económico do Leste, evento iniciado em 2015 com o objetivo de auxiliar o rápido crescimento económico da região russa do Extremo Oriente e de ampliar a cooperação internacional na região Ásia-Pacífico.

Em virtude da realidade atual, a agenda do Fórum será virada para a busca de novas oportunidades de desenvolvimento do Extremo Oriente e da Ásia Oriental num mundo que não deixa de mudar. Trata-se dos problemas de transformação da arquitetura das relações internacionais e da divisão de trabalho internacional, de estratégias anticrise visando lidar com as pandemias e eliminar as suas consequências, de desafios do comércio global, de digitalizar um vasto leque de atividades, da nova agenda ecológica, e também de processos de «integração de integrações» (ou seja, de conjunto de processos integracionistas), inclusive no âmbito da iniciativa russa da Grande Parceria Eurasiática.

A ampla programação do Fórum prevê sessões plenárias e temáticas: «O valor e os valores da Grande Parceria Eurasiática», «Logística digital: comunicação segura e rápida entre Ásia e Europa», «Rota Marítima Norte: mais próxima, mais rápida, mais segura». Haverá conversas com os principais parceiros na região Ásia-Pacífico, eventos para o segmento jovem do Fórum, a décima edição da Conferência Internacional da APEC sobre o ensino superior.

Os líderes de vários Estados estrangeiros receberam convites para participar do Fórum.

Esperamos que este evento seja um grande passo a dar rumo à nossa estratégia de consolidar o Extremo Oriente da Rússia como um dos centros de crescimento económico na região Ásia-Pacífico.

Os media não nos deixam de pedir comentários sobre a situação em Nagorno-Karabakh, na fronteira entre o Azerbaijão e a Arménia, e no Cáucaso Sul em geral. Vou responder a todas estas perguntas em conjunto.

Pergunta: Muitos peritos dizem hoje que as trocas de tiros regulares entre o Azerbaijão e a Arménia assemelham à situação que existiu antes da guerra em Nagorno-Karabakh de outono de 2020 – e isso não deixa de preocupar. O que faz Moscovo para resolver a situação? Há negociações, porém decorrem à porta fechada. A que se deve a falta de reuniões diretas trilaterais entre a Rússia, o Azerbaijão e a Arménia, dedicadas a este assunto? Tais contatos estão previstos para os níveis alto e o mais alto? Será que os novos desafios mundiais fizeram Moscovo deixar de priorizar o problema de Nagorno-Karabakh? O assunto continua a ser uma prioridade estratégica?

Pergunta: Prosseguem as provocações das Forças Armadas do Azerbaijão na fronteira com a Arménia. Dois militares arménios morreram em um ataque contra as posições arménias de 16 de agosto. Além disso, há provas irrefutáveis de que as Forças Armadas do Azerbaijão atiravam contra municípios que ficam perto da fronteira, particularmente os povoados de Kut e Norabak da região de Gegharkunik. Como a senhora avalia a frequência destas provocações azeris, que levam vidas humanas, e também o alvejamento de municípios?

Pergunta: O Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, disse em entrevista ao CNN Turk esperar que a Rússia deixe de armar a Arménia e cumpra todas as cláusulas da declaração trilateral sobre Nagorno-Karabakh, esperando a paz. Ilham Aliev não se envergonha ao obter armamentos da Turquia, inclusive drones, mas não aprova a cooperação militar entre a Rússia e a Arménia. Como a Rússia avalia esta declaração? Já que fornecimento de armamentos é uma parte inalienável da aliança da Rússia e Arménia? Ilham Aliev já se queixou do incumprimento da declaração trilateral? De que cláusulas se trata?

Porta-voz Maria Zakharova: A parte russa não deixa de acompanhar a situação na região Transcaucasiana. Priorizamos incondicionalmente o cumprimento dos acordos trilaterais dos líderes da Rússia, do Azerbaijão e da Arménia de 9 de novembro de 2020 e de 11 de janeiro de 2021. Os contatos aos níveis alto e superior com Baku e com Yerevan são regulares. Neste verão, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, reuniu-se com o Primeiro-Ministro da Arménia, Nikol Pashinyan (a 7 de julho), e com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev (a 20 de julho). Os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa, as entidades responsáveis pela proteção da fronteira e as Embaixadas não deixam de trabalhar em conjunto. O formato dos contatos é combinado entre as partes. As decisões são tomadas para serem as mais eficientes.

Os detalhes da discussão de certas questões, por serem elas especialmente sensíveis, nem sempre se tornam de acesso público, já que isso poderia inviabilizar o resultado sustentável. Queríamos também observar a contraprodutividade absoluta da retórica de confronto e, mais ainda, hostil, às vezes usada pelos políticos dos países da Transcaucásia. Isso só atinge um ponto, afeta o essencial, que é o resultado sustentável. Os objetivos estão inscritos nos acordos mencionados.

Baku e Yerevan têm, geralmente, em alto apreço um papel estabilizador do contingente pacificador russo, que se encontra em Nagorno-Karabakh ao longo da linha de contato e do Corredor de Lachin. Graças aos nossos pacificadores, a situação na região melhorou significativamente e permanece relativamente tranquila. Os dados sobre os refugiados que estão a voltar para as suas casas colocam-se regularmente no site do Ministério da Defesa da Federação da Rússia. Certos incidentes resolvem-se rapidamente. São causados pela aguda falta de confiança nas relações entre Baku e Yerevan.

A Rússia está a favor do saneamento multilateral das relações azeri-arménias. Transmitimos a nossa posição a Baku e a Yerevan, inclusive ao nível alto e o ao mais alto. Apelamos a ambas as partes a eliminarem os fatores irritantes no campo humanitário, trocando “todos por todos” os prisioneiros de guerra e entregando os mapas de campos de minas.

O fornecimento estrangeiro de armamentos é um direito soberano da Rússia. Cooperamos nesta área tanto com a Arménia, quanto com o Azerbaijão, sempre respeitando a necessidade de manter um equilíbrio de forças na região.

Quanto às avaliações da situação na fronteira, feitas pelos media: gostaríamos de observar que o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia já apelou muitas vezes a Yerevan e a Baku a se absterem do uso da força, optando exclusivamente por meios políticos e diplomáticos enquanto instrumento de reduzir a tensão. Acentuámos a contraprodutividade da retórica de confronto nas condições atuais. Não abandonamos a premissa de que uma solução de longo prazo seria o lançamento das negociações sobre a delimitação da fronteira com a posterior demarcação. Estamos prontos para prestar auxílio consultivo a este processo.

Quanto ao Grupo de Trabalho Trilateral copresidido pelos Vice-Primeiros-Ministros da Rússia, do Azerbaijão e da Arménia – já viram que este retomou as atividades a 17 de agosto com uma sessão em Moscovo – a informação está disponível no site do Governo da Federação da Rússia. Observamos com satisfação que as partes conseguiram voltar a discutir de maneira prática o desbloqueio das ligações económicas e dos transportes no Cáucaso Sul, o que visa fomentar o desenvolvimento do potencial económico importante desta região.

Pergunta: A Rússia comenta em termos geralmente positivos a mudança do poder no Afeganistão, prognosticando a estabilização da situação no país após a chegada dos talibãs. A que se deve tal otimismo?

Porta-voz Maria Zakharova: Quero notar que os funcionários públicos russos nunca comentaram de modo positivo o facto da mudança do poder no Afeganistão. Registamos a realidade. Seria estranho não a perceber. As avaliações mencionadas contradizem à realidade. As nossas avaliações só tratavam da situação objetiva em Cabul depois de o Movimento Talibã ter passado de facto a controlar a capital. Também informámos sobre os sinais positivos transmitidos pelos líderes do Talibã a respeito dos seus planos para o futuro do país.

Como é sabido, o movimento já começou a instaurar a ordem pública, confirmando as garantias prometidas tanto à população, quanto às missões diplomáticas estrangeiras. Isso tem uma importância especial para nós, já que há cidadãos russos a viver no Afeganistão, há nossos estabelecimentos estrangeiros, há diplomatas a cumprir o seu dever profissional.

Na sua primeira conferência de imprensa oficial de 17 de agosto, o representante do Movimento Talibã anunciou a anistia geral. Foi prometido respeitar os direitos das mulheres no âmbito do sistema de direito islâmico, anunciou-se a intenção de combater a produção de drogas e de não permitir aos grupos terroristas internacionais a usar o território do Afeganistão para atividades contra terceiros países.

Pergunta: Como a senhora comenta o surto da russofobia na Ásia Central? Os recentes casos no Cazaquistão e no Quirguistão refletem a política das autoridades? Que medidas vai tomar a Rússia para defender os interesses da minoria russófona?

Porta-voz Maria Zakharova: Acompanhamos todas as informações sobre manifestações de nacionalismo, inclusive religioso e linguístico, contra os nossos compatriotas e a população russófona em Estados estrangeiros. Fazemos isso de maneira regular. Isso não substitui o trabalho praticamente diário, feito pelo MNE russo, pela Embaixada e pela Agência Federal para Assuntos da CEI, Compatriotas Residentes no Estrangeiro e da Cooperação Humanitária Internacional (Rossotrudnichestvo).

Nós temos conhecimento sobre os recentes materiais na Internet e também dos incidentes no Cazaquistão e no Quirguistão que tiveram uma grande repercussão na sociedade russa. Infelizmente, não é pela primeira vez. O MNE da Rússia e as nossas Embaixadas em Nur-Sultan e em Bisqueque reagiram rapidamente aos incidentes mencionados. Gostaria de sublinhar mais uma vez: ao dizer “reagir”, não estou a falar somente de comentários públicos, mas também de passos práticos.

A 16 de agosto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, manteve uma conversa telefónica com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Quirguiz, Ruslan Kazakbayev, apelando aos órgãos do poder do Quirguistão a reagir rapidamente a situações semelhantes para evitar a violação dos direitos e da dignidade dos nossos compatriotas. O chefe da diplomacia quirguiz assegurou ainda que as autoridades do seu país continuariam a impedir todas as manifestações de nacionalismo, a reforçar o papel da língua russa para garantir o respeito dos interesses da população de língua russa.

Em conversa telefónica entre o Ministro russo Serguei Lavrov e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Cazaquistão, Mukhtar Beskenuly Tileuberdi, de 18 de agosto, as partes confirmaram que a atividade das “patrulhas linguísticas” seria minuciosamente examinada e as autoridades cazaques, junto com a polícia, não tardariam com a sua reação, e toda manifestação de nacionalismo será combatida.

A defesa dos direitos e dos interesses dos cidadãos russos e dos compatriotas no estrangeiro é e permanece uma das prioridades da política externa da Rússia. As nossas Embaixadas prestam uma atenção especial a isso, estando dispostas para prestar auxílio necessário aos russos e aos compatriotas russos em qualquer momento.

Para qualquer Estado e povo, toda uma espécie de nacionalismo é um mal e uma vergonha que devem ser combatidos. As posturas oficiais dos países mencionados na pergunta e dos seus representantes oficiais são bem conhecidas e não deixam dúvida a respeito da mesma.

Pergunta: Os Presidentes atual e antigo dos EUA fizeram declarações contraditórias a respeito da fuga de Ashraf Ghani do Afeganistão. Como a senhora avalia as suas ações?

Porta-voz Maria Zakharova: Eu já comentei hoje a responsabilidade do governo do Afeganistão pelo diálogo interno.

Infelizmente, o governo do Afeganistão perdeu uma chance que tinha tido. O que aconteceu deve ser analisado por jornalistas, por cientistas políticos, por especialistas em direito, mas nós demos a avaliação geral: o diálogo interno afegão, com respeito dos interesses mútuos, com a compreensão da história do Afeganistão e com a consolidação da sociedade como objetivo, é um elemento sumamente importante. A posição russa é absolutamente consequente a este respeito.

Pergunta: Seria bom que a Rússia prestasse atenção muito maior à questão da obtenção de cidadania. Muitos compatriotas querem voltar a obter a cidadania russa, que tinham perdido na época em que a Rússia proibia cidadania dupla. Os filhos e os netos de muitos compatriotas que nasceram depois da queda da URSS ganhavam às vezes forçosamente cidadania diferente, mas gostariam que os seus filhos fossem cidadãos russos. A Rússia precisa de pessoas, especialmente se são patriotas.

O MNE da Rússia poderia facilitar a solução do problema da obtenção da cidadania russa (ou pelo menos a residência)? Pois na situação atual, de confronto escalado, os nossos compatriotas tornam-se frequentemente alvos de ataques e terror moral.

Porta-voz Maria Zakharova: Eu gostaria de contar sobre o quadro jurídico que usamos neste trabalho. Quanto à cidadania, o MNE da Rússia guia-se pela  Constituição da Federação da Rússia e pela Lei Federal de 2002 sobre a cidadania da Federação da Rússia. A condição essencial para a obtenção da cidadania russa é a residência permanente no território da Rússia. O regime simplificado de outorga de cidadania no estrangeiro só é aplicado a pessoas sem cidadania residentes nos países da ex-URSS e a crianças menores de idade.

O decreto n.º 622 do Presidente da Federação da Rússia, de 31.10.2018, aprovou a Conceção da Política Migratória Estatal da Federação da Rússia para 2019-2025, sendo o objetivo principal dela a chegada voluntária para a Federação da Rússia para residência permanente de compatriotas residentes no estrangeiro e de outras pessoas capazes de se integrar eficazmente na sociedade russa.

No âmbito desta Conceção, o MNE da Rússia toma parte ativa na elaboração de projetos de leis federais que visam simplificar as regras existentes e procedimentos da instituição da cidadania russa. As mudanças mais recentes incluem a anulação da exigência de recusa de outra cidadania, a simplificação da obtenção de cidadania para pessoas que fizerem o curso de ensino superior na Rússia, para especialistas qualificados nas áreas que a economia russa tem em demanda, e também para cidadãos da Bielorrússia, da Moldávia, do Cazaquistão e da Ucrânia.

O MNE da Rússia também participou na aprovação de um projeto-lei que isenta certas categorias de cidadãos da necessidade de obter autorização de residência temporária para solicitar residência permanente (e depois a cidadania).


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