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Rússia suspende voos do Reino Unido, disse porta-voz Maria Zakharova em briefing em Moscovo, 24 de dezembro de 2020

2314-24-12-2020

Rússia suspende voos do Reino Unido por nova mutação do coronavírus 


A semana que está a findar não teve notícias animadoras a respeito da Covid-19:  o número de infetados no mundo continua a aumentar. Segundo os dados atualizados ao dia 24 de dezembro, o mundo ultrapassa 78 milhões de infeções e 1,7milhões de óbitos por Covid-19. A situação é de tal modo complexa que não permite aos governos abrandar as medidas restritivas, obrigando alguns países a retomar a prática de bloqueio total para conter a onda de contágio. Ao mesmo tempo, a campanha de vacinação está a ganhar ímpeto.

Merecem atenção as notícias da nova estirpe do coronavírus que surgiu no Reino Unido. A nova variante do coronavírus é mais transmissível e de desimanação mais rápida, segundo informam especialistas londrinos.

A nova mutação do coronavírus já chegou à Austrália, Dinamarca, Itália, Países Baixos, África do Sul e alguns outros países, sendo, portanto, adaptável a condições alteradas. Os virologistas não estão inclinados a atribuir à nova variante do vírus um potencial de risco mais elevado. A OMS também se abstém de avaliar grau de risco da nova cepa e comentar a situação enquanto não receber dados científicos fiáveis. Os cientistas russos receberam amostras da nova variante do vírus e estão a trabalhar intensamente para estudá-la, trocando informações com os seus colegas estrangeiros e representantes da OMS.

Enquanto isso, mais de 50 estados, entre os quais a China, Canadá, Turquia, Índia, Irão, Alemanha e outros, suspenderam ou restringiram os voos do Reino Unido. A Rússia suspendeu, a partir das 00 horas do dia 22 de dezembro, os voos de passageiros de e para o Reino Unido por uma semana, tendo estabelecido uma quarentena de 14 dias para todos os passageiros procedentes daquele país. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo insta mais uma vez os cidadãos nacionais a absterem-se, se possível, de viagens internacionais até que a situação da propagação do coronavírus se estabilize e a medirem os riscos daí decorrentes. 


Rússia ajuda Ossétia do Sul a combater Covid-19


O hospital militar móvel russo instalado na Ossétia do Sul desde os finais de outubro deste ano terminou os seus trabalhos, tendo examinado 1474 habitantes locais. O laboratório PCR do hospital realizou 2152 exames de diagnóstico. Cento e noventa e dois pacientes receberam tratamento com internamento (nenhum caso de óbito foi registado). Um hospital militar semelhante continua a funcionar na Abcásia.

A rápida e oportuna instalação dos hospitais militares móveis, o trabalho de uma equipa de defesa química, biológica e radiológica das Forças Armadas russas e de um grupo de médicos da Rússia permitiram estabilizar a situação da Covid-19 na Ossétia do Sul.

Estamos dispostos a continuar a ajudar a Ossétia do Sul a combater a infeção pelo coronavírus.

 

Rússia doou ao Nepal sistemas de teste para deteção da Covid-19


No dia 10 de dezembro, 50 conjuntos de sistemas de teste russos e reagentes para a realização de 5 mil exames de Covid-19 doados pela Rússia chegaram ao Nepal. No dia seguinte, a Embaixada russa entregou-os ao Ministério da Saúde e da População do Nepal. Estamos dispostos a continuar a cooperar com o governo nepalês no combate à pandemia.

Estes são apenas alguns exemplos. A Rússia continua a trabalhar nesta vertente e a prestar ajuda necessária, congratulando-se ao ver que, face a um problema global, os países se ajudam mutuamente.


Ministro Serguei Lavrov realiza reunião online com participantes no programa da Fundação Gorchakov "Diálogo para o Futuro"

 

No dia 25 de dezembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, realizará uma reunião por videoconferência com os participantes no programa anual científico e educativo da Fundação Gorchakov "Diálogo para o Futuro".

Em dez anos de existência, o programa ganhou fama como importante instrumento de reforço da confiança entre o público russo e estrangeiro. Durante uma semana, serão realizadas conferências, seminários e mesas redondas com a participação de jovens especialistas estrangeiros em relações internacionais e de cientistas políticos, homens de cultura e representantes de órgãos de administração pública russos. Como já é tradição, o evento será encerrado com uma reunião com o Ministro Serguei Lavrov, onde questões da agenda internacional são discutidas de forma livre. 

Este ano, o evento será realizado pela primeira vez via internet e se insere nas comemorações dos 75 anos da Grande Vitória e do 75º aniversário da ONU. Terá a participação de delegados de 19 países da CEI, Europa e Ásia Central.

 

Ministro Serguei Lavrov reunir-se-á com o seu homólogo turco


No dia 29 dezembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Çavusoglu, é esperado para uma visita de trabalho na cidade de Sochi, a convite do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov. O governante turco participará na oitava reunião do Grupo Misto de Planeamento Estratégico no âmbito do Conselho Rússia-Turquia de Alto Nível de Cooperação. A reunião anterior foi a 29 de março de 2019 em Antália. A reunião abordará uma vasta gama de questões regionais e internacionais. As partes "acertarão agulhas" sobre a situação no Médio Oriente e no Norte de África, na Transcaucásia, na Ásia Central, na Ucrânia e na região do Mar Negro. Identificarão vias para melhorar a cooperação nas organizações internacionais.

A implementação da Declaração trilateral dos líderes da Rússia, Azerbaijão e Arménia, de 9 de novembro, sobre Nagorno-Karabakh também estará em foco.  Será dada a ênfase à minimização dos riscos de possíveis confrontos e à prestação de ajuda humanitária às partes.

As partes dispensarão especial atenção à organização do funcionamento do centro russo-turco de monitorização do cessar-fogo e das atividades militares na zona de conflito de Nagorno-Karabakh. 


Ministro Serguei Lavrov terá encontro com responsável pela política externa da Líbia


No dia 30 de dezembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, realizará uma reunião com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo do Acordo Nacional da Líbia, Mohammed Siala. O ministro líbio é esperado em Moscovo para uma visita de trabalho. 

As partes pretendem trocar opiniões sobre a situação atual dentro e em torno da Líbia, o reforço do regime de cessação das hostilidades e a promoção do processo político no quadro da Conferência de Paz de Berlim e da Resolução 2510 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com ênfase no aumento do papel da Rússia na busca de uma solução para a crise líbia. Além disso, os ministros abordarão uma série de questões práticas das relações bilaterais em diversos domínios.


Mike Pompeu acusa Moscovo de ameaçar a Região Mediterrânica


O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeu, criticou a política da Rússia para a Região Mediterrânica. Em declaração sobre o Médio Oriente feita no dia 15 de dezembro, o chefe da diplomacia americana acusou a Rússia de "semear caos" e espalhar desinformação. O discurso de Mike Pompeu está repleto de acusações do gênero e não podemos deixar de comentá-las. Se não as comentarmos, daremos um motivo para pensar que tudo do que fomos acusados é verdade. Portanto, teremos de nos debruçar sobre a declaração do governante americano. 

Para começar, gostaríamos de pedir a Mike Pompeo para se lembrar do que deu origem aos acontecimentos dramáticos na Líbia. Em 2011, os EUA e os seus aliados da NATO agrediram militarmente a Líbia, destruindo não só as infraestruturas sociais e económicas do país, mas também o seu sistema estatal. Em seguida, os EUA distanciaram-se e não participaram, durante longo tempo, na busca de soluções para a crise líbia por eles provocada. 

Tal não é caso da Rússia. Desde o início do confronto armado entre o Leste e o Oeste da Líbia, a Rússia tem participado de forma empenhada nos esforços internacionais na procura de soluções para a crise líbia em muitos fóruns multilaterais. Estamos em contacto com todas as partes líbias, exortando-as a acabar com a guerra intestina. Rejeitamos as insinuações de que a Rússia teria apoiado a ofensiva do Exército Nacional Líbio contra Tripoli em 2019, porque, logo a seguir ao início desta operação militar, tentámos persuadir os líderes do leste da Líbia a voltarem à mesa das negociações. Foi o acordo sobre a necessidade de um cessar-fogo na Líbia alcançado na cimeira dos Presidentes da Rússia e da Turquia realizada em Istambul, a 8 de janeiro de 2020, que lançou as bases para o futuro acordo de cessar-fogo concluído em Genebra a 23 de outubro.

As acusações lançadas por Mike Pompeo contra os russos recém-libertados M. Shugalei e S. Sueifan no sentido de estes terem colaborado com a empresa militar privada Wagner são absurdas. Ambos chegaram legalmente a Trípoli em maio do ano passado, com o consentimento das autoridades locais, para fazer levantamentos sociológicos a pedido de centros de investigação russos e acabaram raptados. Passado algum tempo, conseguimos saber que se encontravam presos na prisão de Maitiga sob a acusação de terem espionado para uma das partes do conflito líbio. É evidente que, neste caso, o lado americano utiliza "informações" ou "confissão" arrancadas pelas torturas. 

Quanto à empresa militar privada Wagner, salientamos que, na Líbia, não há militares russos. A legislação russa não prevê a atuação de empresas militares privadas. 

Mike Pompeo mencionou os esforços dos EUA para reforçar o papel de liderança da ONU na procura de soluções para a crise líbia, mediante a consolidação da Missão de Apoio da ONU na Líbia (UNSMIL), presente no país desde 2011. Usando um truque retórico, o Secretário de Estado dos EUA deu a entender que a Rússia e a China se teriam manifestado contra. Todavia, se olharmos para os factos, veremos que o quadro é diferente. Nos últimos cerca de nove meses, os americanos têm tentado "usurpar" as funções da ONU na vertente líbia. Abusando da sua condição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Washington vetou a nomeação do novo chefe da UNSMIL em substituição do libanês Georges Salama que se demitiu em março de 2020. Os americanos rejeitaram sem explicação pelo menos dois candidatos do continente africano propostos pelo Secretário-Geral da ONU e apoiados pela esmagadora maioria dos membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo a Rússia. Mesmo quando, em meados de setembro, o Conselho de Segurança da ONU decidiu, por sugestão dos EUA, após difíceis negociações, reformatar a estrutura dirigente da UNSMIL, os americanos continuaram a procrastinar sob diversos pretextos. Ao mesmo tempo, por uma "incrível" coincidência, a norte-americana S. Williams, ex-alta funcionária do Departamento de Estado, foi chefe desta missão de março a meados de dezembro deste ano.

As incessantes tentativas de Washington de acusar a Rússia de violação do embargo à venda de armas à Líbia imposto pela ONU não são apoiadas por provas credíveis. Washington nunca se deu trabalho para apresenta-las na sua propaganda ideológica. Já a Rússia está acostumada a trabalhar sob as regras. Por isso, precisamos de provas convincentes que comprovem a implicação de M. Al-Qani mencionado por Mike Pompeo nos crimes que lhe são imputados. Foi por isso que não "bloqueámos", como disse o Secretário de Estado dos EUA, a aplicação de sanções internacionais contra este nacional da Líbia nem contra o grupo por ele encabeçado e fizemos uma pausa (na terminologia da ONU, "colocámos este assunto no hold"), prometendo voltar a esta questão quando os promotores da discussão tiverem apresentado uma boa base probatória. Mike Pompeo sabe melhor que ninguém que os EUA atuam por vezes da mesma forma em comités de sanções, inclusive aqueles que analisam as atividades de organizações terroristas.

As afirmações de que a Rússia estaria a contrafazer dinares líbios também não correspondem à verdade. As notas mencionadas foram impressas legalmente pela empresa "Goznak" ao abrigo dos contratos assinados pelo Vice-Presidente do Banco Central da Líbia em Tripoli, A. Al-Herbi, e destinavam-se a ser utilizadas em todo o país (para resolver o problema da escassez de dinheiro em espécie na Líbia com vista a aumentar o poder de compra da população). As novas notas deveriam não só ajudar a estabilizar a economia, mas também servir de fator unificador do Estado líbio, dividido e devastado pelos esforços dos nossos parceiros ocidentais.

Quanto à afirmação de que a "Rússia continuaria a ameaçar a estabilidade da Região Mediterrânica, ao apoiar o regime de Bashar Assad, responsável pela eclosão de uma guerra contra o seu próprio povo que provocou a desestabilização regional e uma crise humanitária na Síria e a saída de metade da população do país", então temos de lembrar ao Secretário de Estado alguns factos reais. 

Foi graças aos esforços da Rússia que o terrorismo internacional sofreu um golpe demolidor na Síria e o país evitou o destino da Líbia, cujo sistema estatal havia sido destruído em resultado de bombardeamentos ilegais da NATO. Os esforços da Rússia permitiram evitar a desintegração da Síria e a sua absorção por grupos reconhecidos internacionalmente como terroristas, principalmente o EIIL e o Jabhat al-Nusra. Isso, por sua vez, permitiu salvar o Médio Oriente e a Região Mediterrânica de uma ameaça terrorista e de instabilidade. 

Atualmente, a maior parte da Síria está sob o regime de cessação das hostilidades. Estamos a ajudar ativamente os sírios a resolver os seus problemas candentes, entre os quais a resolução política da crise, o restabelecimento da unidade nacional, a superação das consequências da guerra e, finalmente, o dos refugiados e deslocados internos (PDI). Instamos toda a comunidade mundial a ajudar a Síria a solucionar os seus problemas humanitários e económicos sem condições políticas prévias.

Apesar da oposição de Washington e dos seus aliados, nos dias 11 e 12 de novembro, Damasco acolheu, com a assistência da Rússia, a Conferência Internacional para o Retorno dos Refugiados Sírios. Recordamos aos nossos oponentes que a necessidade de resolver o problema dos refugiados está estipulada nas respectivas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, inclusive a Resolução 2254. Acreditamos que o Fórum de Damasco permitirá lançar um processo multilateral abrangente, ao qual outros países interessados, incluindo os países mediterrânicos e organizações internacionais especializadas aderirão nas etapas subsequentes.

Quanto às afirmações de Mike Pompeo sobre as nossas relações com a Grécia e Chipre, queremos dizer que estamos cientes da pressão exercida pelos EUA sobre hierarcas das Igrejas Ortodoxas Helénica e Cipriota no sentido de reconhecerem os cismáticos ucranianos. Estranho interesse por parte de um Estado secular que dista a milhares de quilómetros da Ucrânia, não tem com ela laços históricos, religiosos e culturais tão fortes como a Rússia e onde os fiéis da Igreja Ortodoxa representam apenas cerca de 2% da população.

Com isso, Washington declara publicamente que uma das condições do desenvolvimento das suas relações com a Grécia e Chipre é o fim da cooperação destes países com a Rússia. Salientámos reiteradas vezes que a prática de grosseira chantagem não tem lugar no mundo civilizado nem na política internacional.

Outro exemplo da prática americana de torcer os braços.  Mike Pompeo mencionou a expulsão dos diplomatas russos da Grécia em 2018 sob a acusação de "terem minado" o acordo de Prespa. Até agora, nenhuma prova das atividades ilegais dos diplomatas russos havia sido apresentada. Naquela altura, Moscovo apoiou os acordos entre a Grécia e a Macedónia do Norte que representava uma solução para a disputa do nome da Macedónia. É de salientar que a Macedónia sofreu forte pressão por parte dos países ocidentais, sobretudo dos EUA, cujo objetivo era atrair, o mais rapidamente possível, a Macedónia para a NATO e não ajudar a resolver a disputa. Fomos honestos e abertos ao expor a nossa posição a este respeito. 

Voltando às questões financeiras, o problema da transparência das atividades financeiras e económicas deve preocupar principalmente o país em cujo território estas atividades são realizadas. Neste caso, as autoridades devem orientar-se pelas normas do direito interno e pelas normas internacionais, e não por recomendações externas de punir aqueles que têm alegadamente ligações com os chamados regimes "inconvenientes". 

As afirmações de Mike Pompeo sobre o branqueamento de capitais russos em Malta também são desprovidas de provas. É surpreendente verificar que a diplomacia americana não está ciente das medidas tomadas na Rússia para combater as práticas fraudulentas de transferência ilegal de capitais para zonas offshore.

A propósito, no dia 1 de outubro deste ano, por iniciativa da Rússia, foi assinado o Protocolo que altera a Convenção entre o Governo da Federação da Rússia e o Governo da República de Malta para Evitar a Dupla Tributação e a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre o Rendimento, de 24 de abril de 2013. O trabalho do lado russo para fazer alterações aos acordos em causa (aumento da taxa de imposto sobre dividendos transferidos para zonas offshore no estrangeiro) começou precisamente com os países caracterizados por uma grande movimentação de capitais originários da Rússia. 

O objetivo do documento é tornar inconveniente e reduzir significativamente a retirada de ativos da jurisdição da Federação da Rússia, reforçar a regulação legal em matéria de tributação e evitar a sonegação de impostos.


Mike Pompeo qualificou a Rússia como país inimigo dos EUA


No dia 18 de dezembro, em entrevista ao radialista M. Levin, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a Rússia está na lista dos inimigos dos EUA, pois as armas nucleares russas representam uma ameaça "grandiosa" para os americanos. Ele também disse que Moscovo esteve por detrás do novo ataque cibernético contra o governo dos EUA.  Como de costume, o governante americano não citou nenhuma prova.

Isso quando, no dia 14 de maio de 2019, durante uma conferência de imprensa conjunta após as conversações com o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, Mike Pompeo, salientou que os EUA desejavam "melhorar as relações entre os nossos países". Pompeo garantiu que estava "a fazer tudo" para dar passos nesta direção. Em vez disso, o responsável pela política externa dos EUA faz declarações flagrantemente hostis, contrárias ao desejo de normalizar o diálogo bilateral.

Esta entrevista de Mike Pompeo não acrescentou nada de novo às já tradicionais acusações de ataques cibernéticas lançadas contra a Rússia do outro lado do oceano. O governante americano reproduziu, pela enésima vez, as acusações infundadas de comportamento "irresponsável" da Rússia em assuntos cibernéticos. Este tema continua a ocupar um lugar central no confronto político interno em Washington para "dinamizar" o seu público.

Neste contexto, interessa salientar que, no dia 19 de dezembro, em comentário no Twitter, o Presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu que o ataque poderia ter sido efetuado por um outro país. A falta de coordenação entre a elite política é uma nova tendência nos EUA. 

Continua em aberto a questão de saber por que motivo a administração cessante, que contribuiu bastante para a degradação das relações russo-americanas, continua a deteriorá-las?


Mass media americanos persistem em veicular informações sobre pista russa no ataque cibernético aos EUA 


Passou a ser comum os mass média americanas divulgarem notícias de ataques cibernéticos a instituições governamentais dos EUA efetuados por hackers no interesse do governo russo. A falta de provas é compensada pelas especulações sobre uma "pista russa". 

Há muito que convidamos os nossos colegas a porem fim a estas insinuações e a deixarem de enganar os cidadãos do seu país e a comunidade internacional. Contudo, os EUA fogem a discutir as questões relacionadas com a garantia da segurança internacional da informação, demonstrando assim que não possuem argumentos reais para sustentar as suas acusações. 

A elite política americana prefere veicular a imagem da Rússia como inimigo externo a resolver os seus problemas políticos internos. No entanto, não podemos excluir que o verdadeiro objetivo das novas acusações contra a Rússia seja impedir o novo Presidente dos EUA, Joe Biden, de estabelecer uma cooperação connosco, inclusive na questão da segurança internacional da informação. Estamos convencidos de que este roteiro vai contra os interesses nacionais da Rússia e dos EUA. Da nossa parte, estamos prontos para um diálogo construtivo, profissional e pragmático sobre a segurança internacional da informação com qualquer líder dos EUA. Recordamos mais uma vez aos nossos colegas a Declaração do Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, de 25 de setembro deste ano, que contém propostas concretas de como organizar a cooperação entre os nossos países nesta matéria.

Além disso, no âmbito dos acordos bilaterais de 2013, temos linhas oficiais de comunicação direta entre autoridades competentes e altos funcionários da Rússia e dos EUA em caso de incidentes informáticos. Desde 2018, a Rússia tem um Centro Nacional de Incidentes Informáticos, organismo autorizado a contactar autoridades estrangeiras, organizações não governamentais internacionais e organizações estrangeiras especializadas em reagir a incidentes informáticos. Exortamos mais uma vez os nossos colegas americanos a usarem os canais oficias de intercâmbio de informações sobre incidentes informáticos e a não inventarem acusações infundadas, politicamente motivadas.


Departamento de Comércio dos EUA divulga outra "lista negra" 


São de estranhar e de indignar as mais recentes iniciativas do Departamento de Comércio dos EUA de atualizar o seu regime de exportação: implantar na prática comercial o conceito de "utilizador militar final" e incluir na respetiva listagem mais de quarenta pessoas coletivas russas.

Fingindo cuidar das empresas americanas, supostamente extremamente preocupadas em não vender, por acaso, produtos sensíveis a um comprador "inconveniente", Washington deu mais um passo inamistoso em relação à Rússia, afirmando recear que produtos pudessem cair no domínio da indústria de guerra russa devido à "fusão dos sectores de guerra e civil" da economia russa. Estas medidas estão completamente de acordo com a política dos EUA para conter o nosso país. 

Todavia, surge a pergunta: porque desta lista destinada a fazer frente aos "programas militares desestabilizadores russos" constam empresas civis da Rússia que operam no ramo metalúrgico, equipamento e aparelhagem, energia e indústria aeronáutica civil. É óbvio que a administração cessante tenta complicar ao máximo a cooperação russo-americana nestas áreas e subverter a concorrência sadia nos mercados globais.

É indicativo que toda uma série de empresas abrangidas pelas restrições têm um longo historial de cooperação mutuamente vantajosa com os seus parceiros americanos. Acontece que as autoridades americanas estão deliberadamente a criar obstáculos adicionais à interação com o nosso país em detrimento dos interesses das suas próprias empresas. Isso parece estranho, mas é um direito deles. Acontece que os EUA fazem os possíveis para que o nosso país se torne, o mais rapidamente possível, tecnologicamente independente do Ocidente. Claro que, para tanto, serão necessários recursos e tempo. Mas o resultado será alcançado. 

Exortamos mais uma vez o lado americano a dar ouvidos à voz da razão e a começar a avaliar adequadamente as consequências das suas ações destrutivas tanto para a atmosfera política geral das relações entre os nossos países como para a sua componente comercial e económica.

 

Pentágono divulgou nova versão da estratégia da Marinha, Corpo de Fuzileiros Navais e Guarda Costeira

 

No dia 17 de dezembro, o Pentágono divulgou uma nova estratégia conjunta para a Marinha, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Guarda Costeira dos EUA. O documento contém um plano de ação conjunta contra a Rússia e a China, qualificadas como as "duas maiores ameaças a uma era de paz e prosperidade global".

De acordo com os americanos, a Rússia mostra alegadamente "agressividade" ao implementar programas planeados de criação de armas nucleares, mísseis, submarinos, aviões e sistemas de defesa antiaérea. A Rússia é apresentada como fiel ao conceito de "escalada para a desescalada", ou seja, como país que, em caso de um eventual conflito, tem a intenção de utilizar armas nucleares para pôr fim às hostilidades nas condições favoráveis à Rússia, o que é uma mentira descarada.

Os "estrategas" de Washington estão mais preocupados com a perspectiva de as capacidades navais russas crescentes poderem pôr em causa a supremacia naval dos EUA. Aparentemente, eles não ouviram falar de princípios como "segurança igual" e "paridade" ou entenderam-nos de forma errada. Como resultado, o documento tem como ideia mestra o conceito de "rivalidade de grandes potências", notoriamente conflituoso.

Nos últimos anos, tivemos muitas oportunidades de ver avaliações e planos semelhantes de confrontação com a Rússia reproduzidos, sob diversas formas, em muitos documentos doutrinários e orçamentais dos EUA. O objetivo de estratégias como essa, cujo tom se torna cada vez mais duro, é justificar novos aumentos nas já absurdas despesas militares dos EUA sob o pretexto de garantir a supremacia dos EUA em todas as áreas. Esta posição não tem futuro e não contribui para o objetivo declarado de utilizar os oceanos para a "aproximação das diferentes comunidades" (o que parece especialmente cínico neste contexto), lançando uma base duradoura para o aumento da confrontação no mar, o que poderá vir a ter consequências extremamente perigosas. Seria bom se a nova administração americana pensasse seriamente sobre este assunto.


Tentativas de destruir o "acordo nuclear" com o Irão fracassaram 

 

Esta semana foi marcada pelos esforços para a preservação e sustentação do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) para o programa nuclear iraniano. No dia 21 de dezembro, realizou-se uma videoconferência a nível dos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países participantes no JCPOA. No dia seguinte, 22 de dezembro, o Conselho de Segurança da ONU debateu o relatório do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre a implementação da Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU. Comentários e materiais sobre estes eventos estão disponíveis no sítio web do Ministério dos Negócios Estrangeiros e no site oficial da Missão Permanente da Rússia em Nova Iorque. Os materiais publicados descrevem claramente todos os elementos-chave da posição russa sobre a questão que não só continua a ser relevante como também se reveste de especial importância e significado. 

Os resultados da reunião ministerial e da reunião do Conselho de Segurança mostram claramente que as tentativas de destruir o "acordo nuclear", de impedir a sua implementação e de pôr em causa a legitimidade da resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU fracassaram. Apesar de todos os esforços dos nossos colegas americanos, eles não conseguiram fazer o processo recuar no tempo e relançar as resoluções sobre as sanções que estavam em vigor antes da aprovação do JCPOA. Eles não conseguiram reformatar o "acordo nuclear". O acordo continua em vigor e será coerentemente implementado. A Resolução 2231 do Conselho de Segurança também continua em vigor na forma como foi aprovada por consenso, a 20 de julho de 2015. De acordo com o Artigo 25º da Carta das Nações Unidas, todos os Estados, incluindo os EUA, são obrigados a cumpri-la sem quaisquer reservas ou ressalvas. 

O JCPOA tem pela frente um longo e difícil caminho. Os EUA devem retificar todas as violações do JCPOA e da Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU por eles cometidas, restabelecer o equilíbrio de interesses cuidadosamente calibrado que serviu de base para os acordos e, em última análise, ajudar o governo iraniano a retomar o cumprimento dos seus compromissos no âmbito do JCPOA suspensos pelo lado iraniano em retaliação às sanções anti-iranianas impostas pelos EUA.

Acreditamos que o regresso dos EUA ao JCPOA não deve ser condicionado a exigências adicionais. Esperamos que haja progressos neste sentido. Registamos a disponibilidade da parte iraniana, reiterada constantemente pelo governo do Irão, para agir deste modo. A vontade política e o espaço para esforços coletivos para a implementação coerente dos acordos de 2015 existem.


Tribunal Arbitral do Desporto excluiu a Rússia das principais competições desportivas 


No dia 17 de dezembro, o Tribunal Arbitral do Desporto decidiu impor sanções ao desporto russo, proibindo, por dois anos, os atletas russos de atuarem nos campeonatos mundiais, olimpíadas e paraolímpicos sob a bandeira nacional e a execução do hino nacional da Rússia. 

Lamentamos esta decisão do Tribunal e achamos que o órgão não teve plenamente em conta os argumentos do lado russo.

A Rússia tem defendido consistentemente o desenvolvimento da cooperação desportiva internacional e uma competição leal e justa que exclua qualquer politização. Condenamos veementemente a utilização de substâncias proibidas pelos atletas. Todavia, consideramos inaceitáveis atitudes tendenciosas nem a aplicação do princípio da "responsabilidade coletiva" pelos delitos cometidos por alguns atletas. A Federação da Rússia advoga uma ampla cooperação internacional no combate ao doping no desporto.

 

The Intercept acusa empresas militares privadas de crimes contra civis no Afeganistão

 

A edição online americana The Intercept divulgou um relatório sobre os crimes contra civis afegãos cometidos pelas empresas militares privadas que operam neste país patrocinadas pelos serviços secretos americanos. 

Segundo o relatório, nos anos 2018 e 2019, as unidades militares privadas que somavam, no total, entre 20 e 25 mil efetivos cometeram crimes de assassinato, rapto e tortura de civis afegãos. Como resultado, pelo menos 50 pessoas morreram. Além disso, muitos das investidas perpetradas pelas unidades militares privadas tiveram como alvo escolas religiosas e resultaram em mortes de crianças. Acreditamos que as ações criminosas de mercenários contra civis do Afeganistão devem ser investigadas e os culpados devem severamente punidos.

Tendo em conta a redução da presença militar americana no Afeganistão anunciada por Donald Trump, surge naturalmente a pergunta sobre os planos dos EUA em relação às suas empresas militares privadas naquele país. 

 

Alemanha patrocina os Capacetes Brancos na Síria

 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão está cada vez mais entusiasmado em propagandear e patrocinar os famigerados Capacetes Brancos, apresentando-os como modelo de "serviço humanitário heroico" e "símbolo de esperança" para os civis na Síria. É desta forma pomposa que um artigo publicado no site oficial da diplomacia alemã descreve as atividades dos Capacetes Brancos. Os nossos colegas alemães não poupam epítetos para apresentar os ativistas desta ONG como "cavaleiros sem medo e sem censura". Segundo Berlim, eles lutam na "linha da frente da ação humanitária" na Síria e resolvem um vasto leque de questões, do resgate e prestação de ajuda aos feridos nas regiões de combates à extinção de incêndios e prevenção de doenças entre civis.

De acordo com o referido artigo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão disponibilizou, este ano, aos Capacetes Brancos 5,1 milhões de euros. Resta saber quanto dinheiro deste montante foi canalizado para sustentar a cooperação desta organização pseudohumanitária com grupos terroristas jihadistas, como "Hayat Tahrir al-Sham" e outros, que atuam no noroeste da Síria. Este montante inclui as verbas gastas pelo governo alemão com a mudança solene da Jordânia para a Alemanha de Khaled al-Saleh, um dos líderes dos Capacetes Brancos? De acordo com informações de serviços secretos, este homem tem ligação direta com grupos terroristas, facto de que falámos detalhadamente nos briefings anteriores.

É difícil traçar uma linha clara entre o apoio financeiro às atividades humanitárias e o apoio financeiro aos terroristas, tão descaradamente louvados por Berlim. 


ONU decide enviar missão de peritos a Nagorno-Karabakh

 

De acordo com informações disponíveis, a ONU decidiu enviar uma missão de peritos à zona de conflito de Nagorno-Karabakh. A missão integrará representantes de agências humanitárias especializadas para avaliar a situação "in loco" e as necessidades da população local. 

Atualmente, prosseguem os preparativos e o ajuste dos parâmetros da missão. Da nossa parte, consideramos útil e necessário intensificar a assistência humanitária a todas as vítimas através das organizações internacionais especializadas, em coordenação com as partes. Os ministérios e departamentos russos iniciaram este trabalho imediatamente após a adoção da Declaração Tripartida dos líderes da Rússia, Azerbaijão e Arménia, de 9 de novembro, que permitiu pôr termo às hostilidades.

 

Rússia elogia Declaração do Comité do Segundo Protocolo à Convenção de Haia


Elogiamos a Declaração do Comité do Segundo Protocolo à Convenção de Haia de 1954 para a Proteção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado sobre a preservação do património cultural em Nagorno-Karabakh e a disponibilidade da UNESCO para enviar à região uma missão técnica independente.

Consideramos importante o apelo expresso na Declaração para continuar o trabalho com os países membros e outras partes interessadas para criar condições necessárias ao seu trabalho.

Acreditamos que a missão humanitária da UNESCO, preparada em cooperação com as organizações não-governamentais internacionais, parceiras deste organismo internacional, seria capaz de fazer uma avaliação objetiva do estado dos sítios culturais do património multifacetado da região de Nagorno-Karabakh.


Alunos escolares raptados na Nigéria foram libertados


Foi com uma profunda preocupação que acompanhámos a situação dos 344 alunos escolares raptados a 12 de dezembro na cidade de Kankara, no noroeste da Nigéria, por homens não identificados. As nossas esperanças de um final feliz realizaram-se: a 18 de dezembro, as autoridades nigerianas anunciaram que todos os reféns tinham sido libertados.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo elogia o profissionalismo e a rapidez com que atuaram as autoridades competentes nigerianas. Elas conseguiram, num curto espaço de tempo, resgatar as crianças e, mais importante ainda, salvar-lhes a vida. Estamos confiantes de que o governo e as autoridades competentes do país farão os possíveis para levar à justiça os autores do crime e evitar a repetição de crimes como este no futuro. 


Situação na República Centro-Africana continua tensa


A situação na República Centro-Africana (RCA) continua a ser difícil. O contingente da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana e o exército da República Centro-Africana lutam para repelir unidades armadas ilegais empenhadas em avançar rumo à capital do país, a cidade de Bangui. Relata-se que algumas aldeias anteriormente ocupadas pelos rebeldes foram libertadas. As forças governamentais retomaram o controlo das cidades de Bossembele, Yaaloka, Boda, onde ontem houve combates com os apoiantes do antigo Presidente do país, F. Bozize, e três grupos armados, o 3R, MRS e Antibalaka. A 22 de dezembro, as tropas governamentais defenderam a cidade de Bambari que tem importância crucial para a defesa da capital do país no leste. 

O principal objetivo das forças governamentais e da força de paz é evitar o corte das principais vias de transporte que ligam o centro do país às regiões, garantir a segurança nas cidades e povoações e resolver os problemas relacionados com os preparativos para as eleições gerais previstas para 27 de dezembro.


Tribunal de Recurso da Lituânia concluiu o julgamento dos recursos no processo sobre "os acontecimentos de 13 de janeiro de 1991"

 

Em novembro deste ano, o Tribunal de Recurso da Lituânia concluiu o julgamento dos recursos no processo sobre os acontecimentos trágicos ocorridos na capital lituana, Vilnius, a 13 de janeiro de 1991. Dos 67 condenados, 59 recorreram da sentença. A sentença foi recorrida também pela promotoria e vítimas. O acórdão será lido a 15 de março de 2021. Dado que o sistema judicial lituano é controlado pela elite governante, não podemos esperar que o acórdão seja justo. 

A posição russa sobre este assunto é bem conhecida. Consideramos o julgamento vergonhoso iniciado por Vilnius como continuação da sua política viciosa de falsificação da história e de acerto de contas históricas com a Rússia.

A perseguição contra Yuri Mel e Guennady Ivanov e outros militares soviéticos vai contra as normas do direito internacional referentes aos direitos humanos. Os crimes que lhes são imputados não estavam previstas pela legislação soviética nem pela legislação lituana anterior ao ano 2000, o que vai contra o princípio fundamental "não há punição sem crime" e aquele que não permite atribuir efeito retroativo à lei penal.

Continuaremos a fornecer todo o apoio necessário aos russos que se tornaram vítimas das arbitrariedades judiciais na Lituânia. Estamos a prestar especial atenção à situação do coronel na reserva Yuri Mel, detido em 2014 e condenado, após vários anos de prisão, por ter alegadamente cometido "crimes de guerra e crimes de lesa-humanidade". Diplomatas da nossa embaixada na Lituânia visitam regularmente Yuri Mel, prestam-lhe assessoria jurídica necessária, assistem a audições judiciais e acompanham de perto o seu estado de saúde. Fazem pedidos junto das autoridades penitenciárias, dos Ministério da Justiça e dos Negócios Estrangeiros da Lituânia para melhorarem as suas condições de vida na prisão. Atualmente, o Comité de Investigação da Rússia prossegue investigações no âmbito do processo-crime sobre a instauração ilegal de um procedimento penal e a lavratura de uma sentença injusta em relação aos cidadãos da Rússia envolvidos nos acontecimentos de Vilnius em janeiro de 1991. Os juízes lituanos encarregados de processar judicialmente os cidadãos russos foram acusados à revelia ao abrigo da parte 2 do artigo 305º do Código Penal da Federação da Rússia. O Comité de Investigação da Rússia tomou providências para a inclusão dos seus nomes na lista internacional de procurados. 

 

República do Iémen anunciou a formação de um novo governo 


No dia 18 de dezembro, a República do Iémen anunciou a formação de um novo governo. Boa parte das pastas ministeriais foi entregue, pela primeira vez, aos representantes das regiões sul do país. Este foi o resultado das negociações entre as autoridades oficiais iemenitas e o Conselho Transitório do Sul (STC), realizadas em Riade, com a mediação saudita. Segundo informações recebidas, a emissão do respetivo decreto presidencial foi precedida da retirada das tropas das partes beligerantes da linha de contacto na província de Abyan e das unidades do Conselho Transitório do Sul de Áden, capital do Iémen do Sul. 

Moscovo elogia os acordos alcançados. Gostaríamos de destacar o papel da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos que contribuíram significativamente para o alcance e implementação dos referidos acordos.

Na nossa opinião, foram dados passos importantes para a implementação prática do Acordo de Riade, de 5 de novembro de 2019, sobre a normalização da situação no sul do Iémen. Esperamos que estas medidas venham a melhorar a segurança pública e a permitir às partes concentrar-se na resolução dos graves problemas socioeconómicos e humanitários enfrentados por esta região do país.  Defendemos a concretização, o mais rapidamente possível, das disposições do Acordo de Riade relativas ao entabulamento de negociações entre uma delegação mista das autoridades oficiais do Iémen e do Conselho Transitório do Sul e o movimento Ansar Allah sobre o futuro acordo político do Iémen.

Ao mesmo tempo, reafirmamos a nossa posição de princípio a favor do fim de todas as ações militares no Iémen. Exortamos todas as partes beligerantes a absterem-se de ataques que possam prejudicar civis e infraestruturas. Estamos convencidos de que as numerosas contradições acumuladas no Iémen, incluindo a questão da sua organização territorial e estatal, só podem ser resolvidas através de um diálogo inclusivo, considerando-se os interesses legítimos de todas as principais forças políticas do país.

Continuaremos a ajudar por todos os meios a atingir estes objectivos através de contactos regulares com as partes envolvidas e interessadas.


Letônia ameaça restringir a retransmissão dos programas da cadeia televisiva russa "Rossiya PTP"

         

Não consideramos possível ignorar a declaração do Presidente do Conselho Nacional para os Meios de Comunicação Eletrónicos da Letónia, I. Abolins, de 17 de dezembro deste ano, de que, o mais tardar em janeiro de 2021, a Letônia pode decidir restringir a retransmissão dos programas da cadeia televisiva russa "Rossiya PTP" para o seu território nacional. 

Segundo o responsável, os procedimentos necessários para o efeito haviam sido iniciados em julho deste ano: a cadeia televisiva russa foi acusada de "incitação ao ódio" em relação à Ucrânia.

Qualificamos esta iniciativa como mais um caso de desrespeito pelos direitos das minorias nacionais que vivem na Letónia e violação dos princípios da liberdade de expressão e do pluralismo dos meios de comunicação social. As acusações infundadas apresentadas à cadeia televisão russa não passam de um pretexto. O verdadeiro objetivo, como podemos ver, é dar continuidade à política de erradicação de toda a dissidência e de desalojar do espaço mediático do país os meios de comunicação russos e russófonos. 

Continuaremos a levantar estas questões problemáticas em fóruns internacionais. Não deixamos de esperar que os princípios da verdadeira democracia venham a triunfar e que as autoridades letãs sejam devidamente punidas.

Lamentamos que a Rússia tenha de considerar a possibilidade de retaliar as medidas cada vez mais hostis do governo letão em relação aos meios de comunicação russos.

 

Rússia realizou seminário sobre os resultados da Segunda Guerra Mundial 


Entre os dias 14 e 18 de dezembro, realizou-se um seminário internacional para jovens, por videoconferência, sob o lema "Memória e Lições da Segunda Guerra Mundial" dedicado ao 75º aniversário da Vitória sobre o Nazismo e ao 70º aniversário da Convenção Europeia dos Direitos do Homem. O evento realiza-se desde 2014 como parte do Programa de Cooperação entre a Federação da Rússia e o Conselho da Europa no domínio da política para a juventude e foi organizado pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior da Federação da Rússia, o Conselho Nacional das Associações de Jovens e Crianças da Rússia e o Departamento de Juventude do Conselho da Europa. Estes seminários despertam grande interesse aos participantes e permitem realçar a importância de preservar a memória histórica e transmiti-la às novas gerações, contribuindo para o aumento do interesse da juventude europeia pela história da Segunda Guerra Mundial e ajudando-a a tomar consciência da importância dos seus resultados para a criação de uma ordem mundial baseada no direito internacional.

O evento contou com a participação de especialistas em trabalho com a juventude, jovens diplomatas, políticos e cientistas de 21 países. Intervieram no seminário o académico A.O. Chubaryan, diretor para as pesquisas científicas do Instituto de História Geral da Academia das Ciências Russa, K.I. Moguilevsky, Presidente da Mesa Diretora da Sociedade Histórica Russa, representantes dos Secretariados do Conselho da Europa e da UNESCO.

O lado russo salientou ser inadmissível falsificar a história e rever as decisões do Tribunal de Nuremberga, enfatizando o papel decisivo da URSS na libertação do mundo da peste castanha. O evento demonstrou que apesar de alguns países da União Europeia tentarem deturpar a história da Segunda Guerra Mundial, o diálogo sobre este tema pode ser honesto e frutuoso. É bom ver que, na Europa atual, o tom é dado não só por aqueles que glorificam os sequazes nazis e destroem os monumentos aos soldados libertadores. É importante que a Organização de Estrasburgo, criada sobre as ruínas no pós-guerra, continue consciente de que os valores e princípios que estão na sua base foram conquistados a custo de milhões de vidas humanas e que, se não tivessem sido os soldados soviéticos, não estaríamos, este ano, a celebrar o 70º aniversário da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.


Quanto ao revisionismo histórico na Lituânia   


É de lastimar que Vilnius não tenha abrandado esforços virados para reescrever a história da Segunda Guerra Mundial. Mais uma prova disso foi uma conferência, tida a 15 de dezembro e subordinada ao título eloquente “Luta do povo lituano pelo Estado e pela verdade histórica: pacto Molotov-Ribbentrop 1939-1989-2020” que se realizou sob os auspícios do Presidente lituano.        

Lamentavelmente, não se conseguiu travar uma discussão científica objetiva dado a tonalidade politizada desde o início. De novo, como se fosse axioma, verbalizaram-se alegações sobre a “ocupação soviética” a par das especulações inadmissíveis sobre a responsabilidade igual da Alemanha nazista e da URSS pela eclosão da Segunda Guerra Mundial.     

Assim, pois, as intentonas de traçar paralelos entre a assinatura, em 23 de agosto de 1939, do tratado germano-soviético de não agressão e a integração da Lituânia na União Soviética que se deu no verão de 1940, não passa de uma deturpação premeditada dos factos consumados e a ignorância do contexto histórico. Tais distorções houve muitos. Estamos a publicar um material especial a esse respeito.  Saliento uma vez mais – a tentativa de igualar a União Soviética ao Terceiro Reich é um sacrilégio em relação aos milhares de solados do Exército Vermelho que sacrificaram as suas vidas pela libertação da Lituânia do jugo nazista.   

Compreendemos muito bem para que as autoridades lituanas, através de eventos pseudocientíficos, procuram meter na consciência dos seus cidadãos um mito sobre presumível “ocupação soviética”. Não é por acaso que a tónica da conferência foi constituída por especulações sobre prejuízos que a Federação da Rússia teria de indemnizar à Lituânia.   

Entretanto, o revisionismo histórico é capaz de vir acarretar sérias consequências. O mundo tem-no conhecido e experimentado reiteradas vezes. É pena haver muitas pessoas que não tinham apreendido esta lição da história.    


Museu de História e Arqueologia de Temriuk recebe valores culturais restituídos pelo Museu de Salzburgo 


No passado dia 25 de dezembro, no Museu de História e Arqueologia de Temriuk teve lugar cerimónia solene de restituição, ou seja, de “retorno para casa”, ao seu lugar legítimo, de amostras diversas (ânforas e baixos-relevos), sequestrados durante a Grande Guerra Patriótica por nazistas e, mais tarde, a título voluntário, devolvidos pela Áustria que tomara essa iniciativa.       

Já falámos em novembro sobre o Museu de Salzburgo, cuja administração tem efetuado um trabalho permanente para restituir os valores deslocados que passaram a fazer parte da sua coleção. Temos em alto apreço tal abordagem. A nosso ver, é um exemplo incentivador para recuperar a equidade e livrar-se de um pesado fardo de crimes, para restabelecer a justiça.         

Antes da guerra, vários peritos, historiadores, ativistas dessa região russa ocupavam-se de escavações arqueológicas, efetuando as mais variadas pesquisas, formando uma interessantíssima coleção dos achados descobertos em Tamán.  Todavia, a devastadora guerra e a ocupação nazi fizeram que o museu, à semelhança de milhares de tais entidades em todo o país, fosse saqueado. Uma parte da coleção, foi, infelizmente, aniquilada, sendo uma perda irrecuperável.       

Agradecemos à parte austríaca o seu gesto de boa vontade. Estamos convencidos de que as amostras passarão a ser mais um fio de ligação entre os nossos povos, unidos pelos laços de amizade e sincera benevolência. O museu e os habitantes de Temriuk estão dispostos a receber visitas da Áustria e de outros países que se interessem pela nova “antiga” exposição.   

 Grécia acolhe videoconferência “Fórum internacional da diplomacia religiosa: religiões e desafios da nova década”  

Uma videoconferência “Fórum internacional da diplomacia religiosa: religiões e desafios da nova década”, organizada na Grécia pelo escritório de Atenas da revista “Foreign Affairs”, atraiu a nossa atenção.    

Não obstante a temática do evento que nos interessa, representantes da Rússia não foram convidados. Tal facto tem explicação, se tivermos em vista que a nota dominante do fórum (e ao que parece o seu objetivo também) foi dirigir críticas absurdas à Rússia que teria minado a unidade da fé ortodoxa mundial, intrometendo-se nos assuntos internos dos países de religião cristã ortodoxa. O cinismo torna-se exorbitante na boca de colegas norte-americanos – famigerados “defensores da fé ortodoxa” que, como era de esperar, têm vindo a assumir um papel de quase organizadores principais desta ação realizada on-line           

Sentimentos de perplexidade são causados ainda pela insistência dos EUA que procuram impor aos aliados as suas próprias interpretações do cisma ucraniano, motivadas por razões políticas. O cisma que fora inspirado por eles mesmos a fim de afastar a Rússia como se não existissem as relações seculares de índole cultural, espiritual e praticamente familiar entre russos e ucranianos. É triste que com os americanos se solidarizem alguns líderes regionais que, pelos vistos, têm defendido, sobremaneira, os seus interesses conjunturais sem pensar muito na proteção da verídica fé ortodoxa que está longe de debates sobre a primazia hierárquica.    

              

O que nos aflige é que tudo isso vem afetando o percurso histórico que se reescreve, se submete à revisão e escárnios. 

  

Assembleia Geral da ONU realiza à margem evento alusivo aos 60 anos da Declaração sobre a concessão da independência aos países e povos coloniais 

Em 17 de dezembro, a Rússia juntamente com o Vietname e a RAS promoveu, “à margem” da Assembleia Geral da ONU, um evento comemorativo dedicado ao 60º aniversário da Declaração sobre a concessão da independência aos países e povos coloniais, promulgada em 14 de dezembro de 1960.      

A iniciativa despertou um vivo interesse no meio dos países-membros o que é evidenciado por um significativo número de participantes da reunião que excedeu 80 delegações. Contudo, o evento foi ignorado por praticamente todos os representantes do Ocidente. O facto que não teria causado uma grande surpresa se se tomasse em conta a relutância desses países de reconhecer os crimes da passado colonial e de desistir das aspirações neocolonialistas atuais.   

O motivo dominante da maioria de discursos proferidos era o imperativo de concluir, o mais depressa possível, o processo de descolonização em conformidade com o princípio da autodeterminação dos povos, consignado pela Carta das Nações Unidas. As delegações foram unânimes quanto ao papel de liderança assumido pela Comissão de Descolonização da ONU (Comité dos Vinte e Quatro) em respetivas condições internacionais.        

Nós, da nossa parte, destacámos a contribuição-chave do nosso país na preparação e na adotação da Declaração, bem como na conquista da independência dos povos coloniais. Uma vez mais, apelámos aos parceiros ocidentais a renunciarem ao uso de mecanismos neocoloniais, incluindo sanções unilaterais, guerras comerciais e a política de “mudança forçada de regimes”.     

O evento realizado veio atrair a atenção mundial para a temática de descolonização que se mantém atual, assim como permitiu discutir medidas práticas voltadas para combater os restos do colonialismo. É importante que no decurso da reunião foi revelada a consonância das abordagens dessa parte construtiva da comunidade mundial quanto a este problema pendente.  

A Rússia, sendo um Estado fundador da ONU e defensor consequente da primazia do direito internacional e da justiça, continuará a prestar assistência para concluir o processo de descolonização, inclusive, nos marcos do Comité especial dos Vinte e Quatro. Exortamos os Estados interessados a aderirem aos nossos esforços empreendidos nessa vertente.   

  

                                 Editado álbum “Não abandonamos os compatriotas”   


Mais um assunto importante para nós. Lembram-se de como, ao longo de quase seis meses, iniciávamos os briefings não tanto com o tema de coronavírus, como, em medida maior, pela questão que se tornou para nós um desafio inesperado. Quando digo “para nós”, tenho em vista não somente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas ainda todas as entidades nacionais, os cidadãos do nosso país. Lembrem-se de como nós todos: o governo, o Centro Operacional de Prevenção e Combate à Propagação da Nova Infeção pelo Coronavírus, as organizações sociais, o Encarregado da Defesa dos Direitos do Homem, havíamos prestado ajuda ao regresso dos compatriotas retidos no estrangeiro. Claro que se trata não apenas de compatriotas nossos.            

Gostaria de expressar agradecimentos à parte à agência de notícias TASS pela edição de um livro especial que se intitula “Não abandonamos os compatriotas”. O livro versa sobre uma campanha sem precedentes da repatriação e do regresso aos seus lares dos cidadãos que se encontravam no “cativeiro” no exterior devido ao lock down e ao colapso do sistema de transportes.          

“Não abandonamos os compatriotas” não é simplesmente uma figura de linguagem. Estas palavras traduzem um trabalho colossal e gigantesco que tinha exigido aos seus participantes uma dedicação completa real. Foi por isso que os jornalistas da TASS dedicaram a sua obra ao trabalho dos escritórios diplomáticos russos que avançaram então para a “linha de vanguarda”. O livro contém histórias sobre o regresso dos russos procedentes de 53 países da Europa, Ásia, África, América do Norte e América do Sul, as suas recordações, narrativas de Embaixadores e Cônsules Gerais que contam como, “a partir do zero”, se estruturava o trabalho complexo e difícil perante uma provação nunca vista de escala mundial.            

É bom o livro primar pela vivacidade na acepção geral dessa palavra. É interativo. Devido à aplicação GlazzAR o leitor poderá conhecer histórias das pessoas, transmitidas pela comunicação social e os seus apelos de ajuda. O livro digital é disponível ainda no sítio oficial do MNE.    

Pergunta: Permita-me felicitar a Sra. em nome dos correspondentes estrangeiros credenciados junto do MNE da Rússia, com o seu aniversário e fazer votos de que seja bem-sucedida no exercício da sua atividade profissional marcada pelo espírito de iniciativa e os seus múltiplos dotes.  Aproveitando a ocasião queria saudá-la com o próximo advento do Ano Novo.          

O mundo que sofre tanto da tensão dos últimos anos encara com esperança o ano que vem. O que, na sua opinião é mister fazer para melhorar a situação internacional, sobretudo, uma vez que a Rússia e os EUA parecem estar “condenados” à concórdia por não haver alternativas e outras hipóteses?      

Porta-voz Maria Zakharova: Agradeço as palavras cardiais de felicitações. Respondendo à sua pergunta, convém realçar que o tema em causa tem sido alvo da atenção e de polémicas travadas por milhares senão por milhões de pessoas. O que se deve fazer para que o mundo, na época de transformações globais, não se deslize para a catástrofe, mas possa ganhar um novo vulto que lhe permita evitar tribulações globais nos assuntos internaciona       Face à dimensão da sua pergunta, a resposta levaria horas. Para ser breve, existem momentos-chave. A saber, uma abordagem leal e a responsabilidade dos players internacionais na condução da sua política no palco internacional. Claro que a defesa dos interesses nacionais tem sido sempre uma tarefa fundamental dos dirigentes dos países e Estados. Todavia, esses últimos não devem entrar em contradição com o direito internacional, premeditar situações inconvenientes para os demais jogadores. Trata-se não só de fronteiras e nomes dos países traçados no mappa mundi, mas sim dos povos. Por isso precisamos de um enfoque leal e objetivo, da responsabilidade, aliados à benevolência, ao cuidado e à caridade, virtudes essas que devem nortear as decisões sérias a tomar por políticos mundiais.          

Pergunta:  Felicitamos a Sra. pelo aniversário natalício. Agradecemos a possibilidade de os jornalistas poderem conversar com a Sra. nesse dia. Desejamos-lhe saúde, paz e dias abençoados.    

A guerra em Nagorno-Karabakh e o estabelecimento da paz entre o Azerbaijão e a Arménia, com a mediação da Rússia, fazem parte da “troika” dos acontecimentos mais marcantes de 2020, segundo revela sondagem do VCIOM (Centro Nacional de Estudo da Opinião Pública). Os russos inqueridos qualificaram de uma vitória principal do ano a regularização e o apaziguamento nessa região.  Lembro-me de como, em uma entrevista sua, a Sra. foi interrogada o que teria feito se tivesse a varinha mágica. Disse então que, para além da restauração da paz mundial e votos de saúde para todos, tal teria sido a solução do conflito em Nagorno-Karabakh. Isto se tornou possível graças à Rússia que, em certa medida, desempenhara um papel de “varinha mágica”. A Sra. iria qualificar, como o fez a maioria dos russos, a regularização na zona de Nagorno-Karabakh, de o maior êxito da diplomacia russa em 2020? O que desejaria ao Azerbaijão, à Arménia, aos seus povos no próximo ano?               

Porta-voz Maria Zakharova:Não irei dar avaliações globais aos sucessos da Rússia na arena mundial já que para o janeiro próximo está agendada uma conferência de imprensa do Ministro dos Negócios estrangeiros, Serguei Lavrov. Será um evento tradicional para fazer balanço do ano transato. Por via de regra, o chefe da diplomacia russa dá o seu parecer às atividades da Rússia no domínio da política externa das quais muito se falou e se escreveu nos mass media. Então Serguei Lavrov vai fazer balanço final do ano.        

Posso ressaltar certos resultados dos quais havíamos falado repetidas vezes. É um dos maiores eventos ocorridos este ano tanto à escala regional, como em escala mundial.   

Na verdade, considero o acontecido como uma das realizações importantíssimas. O papel da Rússia é evidente. No mundo já se reconhece a contribuição feita pelo nosso país. 

Entre os milagres e a realidade há um segmento importante – é o labor. É precisamente o trabalho, juntamente com a perseverança, a responsabilidade, a benevolência e a caridade (permitam-me ser um pouco lírica e sentimental nesses dias em vésperas do Ano Novo) que nos levam a refletir sobre eventual concretização dos milagres. 

Atrás da eminente Declaração Tripartida, divulgada em 9 de novembro, está um trabalho colossal, cuja realização se deve aos esforços ainda maiores. Mas resta fazer muita coisa: tanto “no terreno” em que se encontram os nossos pacificadores, como na área política, ao abrigo dos nossos diplomatas e entidades internacionais. No futuro espera-nos um enorme trabalho multilateral. Julguem vocês próprios se duvidarem – seria um milagre ou resultado dos esforços coletivos concretos. Dei-vos a conhecer o meu ponto de vista.             

Quanto aos votos a fazer, queria, acima de tudo, que reinasse a paz. Sei uma coisa certa: quando há paz, muita coisa se torna viável. Não tudo, não. Mas muitas coisas podem vir a ser levadas a bom termo. Desejo à Arménia e ao Azerbaijão a paz de todo o meu coração.      

Pergunta: Até hoje as autoridades oficiais da Rússia não comentaram, no essencial, o envenenamento de Alexei Navalny. O Presidente da FR, Vladimir Putin, chamou em conferência de imprensa o inquérito jornalístico do eventual envenenamento de “legalização do trabalho de serviços especiais-norte-americanos”, mas não deu uma resposta concreta. A Sra. poderá elucidar se o FSB tem alguma coisa ver com o envenenamento de Navalny ou não?

Porta-voz Maria Zakharova: Obrigada pela confiança. Quero desiludir o Sr. por não poder fazer revelações sensacionalistas. O Presidente Vladimir Putin, os representantes de respetivas instituições, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, os nossos representantes em organismos internacionais diversos têm dado, múltiplas respostas negativas a esta pergunta. Se o Sr. não se contenta com isso e faz de conta que não percebe, colocando a pergunta de forma incisiva: duas letras ou três letras contidas na resposta, posso inspirá-lo – são três.          

Repito que muitos ouvem se querer compreender. Ao longo de anos temos observado uma série de provocações com o uso de armas químicas – basta citar os casos dos Skripal, Amesbury, a Síria e agora Navalny atrás do qual estão os serviços secretos do Ocidente.  

Variações são muitas, mas objetivo é um só: aproveitar-se do assunto das armas químicas como e fosse um bom pretexto para lavrar sentenças sem juízo e investigação e depois aplicar sanções.   

Pergunta: Feliz aniversário e Boas Entradas!O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, resolveu introduzir sanções à Turquia devido à compra de sistemas de misseis antiaéreos russos para, desse jeito, privar Moscovo de rendimentos orçamentais. Como o MNE qualifica tal reação dos EUA à cooperação técnico-militar russo-turca?    

Porta-voz Maria Zakharova: Dediquei hoje tanta atenção e tanto tempo às iniciativas restritivas do Departamento de Estado que não me apeteceria agora voltar a este tema. Tudo que foi dito por mim antes se mantem atual se responder à sua pergunta.   

Pergunta: Gostaria de juntar-me às felicitações dirigidas hoje à Sra. Desejo-lhe novas realizações, êxitos e novos patamares na carreira diplomática. Seria ótimo se nas suas intervenções no ano que se aproxima, houvesse mais notícias positivas e boas. Hoje em dia, no mundo acontecem muitas coisas ruins. Esperamos que no ano seguinte possamos ouvir da Sra. notícias positivas sobre a Rússia e sobre os assuntos internacionais.        

Hoje, nos web sítios oficiais, incluindo no site da Câmara Municipal de Moscovo, estão listadas profissões e organizações cujos representantes podem ser vacinados contra o coronavírus em primeiro lugar. Também se aponta à vacinação dos trabalhadores da comunicação social. Queremos saber se a medida se estende aos mass media credenciados junto ao MNE da Rússia?

Porta-voz Maria Zakharova: Com certeza, irei perguntar para saber. Faremos com que os correspondentes estrangeiros se mantenham informados oportunamente da resposta. Em paralelo, iremos adiantar informações através da Associação de Correspondentes Estrangeiros.      

***

Já que o atual briefing é último no ano que está a findar aproveito também para cumprimentar pela futura quadra festiva! Desejo a saúde e a prosperidade a vós, aos vossos próximos familiares e amigos.       

Gostaria de oferecer a todos essa tal varinha mágica para diminuir aflições e provações. Mas isso, ao que parece, seria irreal. Contudo, será bem real desejar forças para superá-las, se acontecerem na vida. De todo o coração desejo-vos gozo, otimismo, boas notícias e surpresas agradáveis, desejo que os próximos também vos deem mais alegria, que os verdadeiros amigos aumentem em número e que haja menos deceções.     


 


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