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Briefing da representante oficial do MNE da Rússia, Maria Zakharova, no quadro do Fórum Internacional de Diplomacia Pública “Diálogo no Volga: paz e compreensão mútua no século XXI”, Volgogrado, 1 de Novembro de 2019

2238-01-11-2019

Fórum Internacional da Diplomacia Pública “Diálogo no Volga: paz e comprensão mútua no século XXI”

 

O nosso briefing de hoje decorre em Volgogrado, em que entre 31 de Outubro e 1 de Novembro está organizado o Fórum Internacional “Diálogo no Volga: paz e compreensão mútua no século XXI”. É muito agradável visitar esta cidade. É um cidade da história e do destino muito surpreendentes e, simplesmente, muito bela. Mas isso encerra também um pretexto muito cativante. O Fórum está organizado pelo Comité para a Política Económica e o Desenvolvimento da Região de Volgogrado, a Agência Federal para Assuntos da Comunidade de Estados Independentes, dos Compatriotas residentes no estrangeiro e para a Cooperação Humanitária Internacional (Rossotrudnichestvo). O Fórum decorre na Região de Volgogrado desde 2014, coincide com o Dia Mundial das Cidades, celebrado a 31 de Outubro e estabelecido pela decisão da Assembleia Geral da ONU em 2014, assim como com os 75 anos do movimento internacional de cidades fraternizadas (ainda vou falar adicionalmente sobre as actividades comemorativas). 

O Fórum é um campo de interacção de representantes do poder, da ciência, comunidade empresarial e opinião pública da Federação Russa e dos seus parceiros estrangeiros com fins do reforço da cooperação, do alargamento das relações públicas interbacionais e da abertura externa para a mais eficaz resolução dos problemas contemporâneos globais e regionais, da garantia do desenvolvimento pacífico e seguro dos povos e dos Estados.

”No quadro da actividade são discutidas novas potencialidades de desenvolvimento dos laços internacionais, intermunicipais e interregionais, da realização dos projectos conjuntos bilateraie e muiltilaterais, são estabelecidos contactos directos entre representantes da actividade empresarial e de organizações educacionais e públicas. 


 Programa “Nova Geração”


 
No quadro do Fórum e de acordo com os resultados do briefing, terá um encontro com participantes do programa “Nova Geração” – breves viagens de conhecimento de jovens representantes de círculos políticos, públicos, científicos e empresariais de Estados estrangeiros à Federação Russa.

Lembre-se que o programa se realiza no quadro da execução do Decreto do Presidente da Federação Russa de 19 de Outubro de 2011 Nº1394 “Sobre a aprovação do Conceito do programa de curtas viagens de jovens representantes de  círculos políticos, públicos, científicos e empresariais de Estados estrangeiros à Federação Russa. Esta iniciativa é coordenada pela Agência Federal para Assuntos da Comunidade de Estados Independentes, de compatriotas residentes no estrangeiro e para a Cooperação Humanitária Internacional (Rossotrudnichestvo).

Podem participar no Programa jovens líderes na idade de 25 a 35 anos, sem a cidadania russa, que não participaram anteriormente na iniciativa. Os candidatos à participação são eleitos pelos Centros russos de ciência e cultura situados em mais de 80 países do mundo e por organizações-parceiras.

Ao todo, durante a sua relização de 2011 em Outubro de 2019, participaram no Programa mais de 7000 pessoas de 122 países do mundo. 

Os parceiros permanentes do Programa são a Duma de Estado da Federação Russa e o Conselho da Federação da Assembleia Federal da FR, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, o Clube Parlamentar Europeu da Rússia, a agência de informação internacional “Rússia de hoje” e a Academia de Rádio da Rússia. 

Contribuimos activamente para a realização do Programa, encontramo-nos sistematicamente com delegações estrangeiras no nosso campo. Assim, durante a existência do Programa, representantes do Departamento de Informação e Imprensa do MNE da Rússia tiveram encontros com mais de 10 delegações, formadas de mais de 400 pessoas de mais de 60 países do mundo, no quadro de tais projectos como IIº Fórum de diplomatas europeus, a Sessão “SputnikPro”, a Sessão de jovens jornalistas “Russia Beyond”, a Primavera estudantil BRIKS-OCX e outros. 

No ano em curso, 12 cidades da Rússia já participaram no Programa (Moscovo, São Petersburgo, Stavropol, Sevastopol, Sudak, Pskov, Caluga, Kalininegrado, Irkutsk, Barnaul, Nijny Novgorod, Volgogrado).


 

Actividades dedicadas aos 75 anos do estabelecimento das relações fraternizadas entre Volgogrado e Coventry

 

As relações fraternizadas e a participação de Volgogrado nesta acividade já foram referidas por nós num briefing, em particular, a 23 de Janeiro de 2019, porque naquele momento, em 2 de Fevereiro, deveriam ter lugar as solenidades dedicadas aos 76 anos da derrota das tropas fascistas na Batalha de Stalingrado. Falámos sobre as relações fraternizadas entre Volgigrado e cidade brtânica de Coventry. O material pormenorizado é acessivel no nosso site. 

Entre 25 e 28 de Outubro – no ano dos festejos do 75º aniversário das relações fraternizadas entre a cidade russa de Volgogrado e a britânica Coventry – nas cidades irmandadas decorreram diversas actividades dedicadas a esta data. Em particular, no quadro do projecto da diplomacia popular “75 anos do movimento contemporâneo das cidades fraternizadas Volgograd-Coventry: olhar para o futuro”, seus participantes de Volgogrado encontraram-se com o presidnte da Câmara de Coventry. A 27 de Outubro, no teatro municipal de Olbany decorreu um concerto numeroso dedicado às relações fraternizadas de duas cidades com a parrticipação de músicos russos e britânicos, cantores e grupos artísticos. Nas actividades participaram representantes de organizações de compatriotas russos, personalidades de cultura e arte britânicas. Gracas à ponte televisiva entre Volgogrado e Coventry, habitantes de Volgogrado também assistiram ao concerto. 

No quadro do Fórum Internacional da Diplomacia Pública “Dialogo no Volga: Paz e compreensão mútua no século XXI” o Presidente da Câmara de Coventry disse que a cidade terá uma praça com o nome de Stalingrad que será inaugurada em Novembro. 

Os habitantes da britânica Coventry, que sofreram bombardeamentos alemães, e habitantes de Stalingrado foram os primeiros no mundo que declararam as suas cidades como irmãs, dando o incício ao movimento mundial das cidades-irmãs. A memória sobre a luta conjunta contra o fascismo continua a unir os nossos povos até hoje. 


 Relações internacionais e interregionais da Região de Volgogrado



 De costume, referindo-se aos briefings de visita a nossas unidades da Federação, falamos brevemente sobre as suas relações internacionais regionais. Gostaria de caracterizar também a Região de Volgogrado. A Administração da Região de Volgogrado está a desenvolver consequentemente as relações internacionais e políticas externas com regiões estrangeiras. 

Tradicionalmente, como bases da cooperação interregional servem altas potencialidades intectual e de recursos humanos, assim como uma situação geográfica vantajosa da região. Uma contribuição de peso provem da cooperação nos vectores centro-asiático e de Cáspio nas esferas económico-comercial, científico-técnica e cultural-humanitária.

Entre os parceiros da Região de Volgogrado lideram a Administração das regiões do Cazaquistáo Ocidental e de Atyrausk de Cazaquistão, da Região de Horezm do Cazaquistão e a província iraniana de Mazandaran.


 

Conversações entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergey Lavrov, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Burundi, Exequiel Nibiguira


 

Em 5 de Novembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergey Lavrov, terá conversações com o Ministro dos Negócios Estrageiros da República do Burundi, Exequiel Nibiguira, que estará em Moscovo em visita de trabalho.

Os chefes dos departamentos da política externa irão discutir o estado e as perspectivas do desenvolvimento dos laços tradicionalmente amistosas russo-burudianas, dando atenção às questões práticas do avanço da interacção nas esferas política, económico-comercial, humanitária e outras, inclusive no contexto dos resultados do fórum económico e da cimeira Rússia-África, decorridas entre 23 e 24 de Outubro em Sochi. 

Haverá também uma troca substancial de opiniões sobre os problems actuais da agenda de dia global e regional, inclusive a contraposição ao terrorismo internacional e ao desbloqueio das situações críticas no Continente Africano. 


  

Conferência sobre a liberdade da Comunicação Social e a segunrança dos jornalistas na Rússia e no espaço da OSCE


 

Em 6 de Novembro, em Moscovo, terá lugar uma conferência“Liberdade da Comunicação Social e seguraça dos jornalistas na Rússia e na regão da OSCE: desafios e potencialidades na época das tecnologias digitais” sob a égide do Bureau do Alto Representante da OSCE para a Liberdade da Comunicação Social e com o apoio do MNE da Rússia. 

Na actividade participarão mais de 200 representantes de ministérios e departamentos federais, estabelecimentos estatais, comunidades de jornalismo e de peritagem nacionais e estrangeiras, círculos académicos. Como se espera, a Conferência será um grande acontecimento mediático tanto na Rússia, como ao nível internacional.

Na próxima sessão plenária irão intervir o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, e Representante da OSCE para a Liberdae da Comunicação Social, Harlem Désir, que responderão posteriormente a perguntas de participantes. 

Na agenda entram problemas do asseguramento da actividade libre da Comunicação, pluralismo mediático, segurança dos jornalistas, contraposição à desinformação e a notícias falsas, regulação da Internet, padrões internacionais da liberdade de expressão de opiniões e da ética jorrnalista.

A conferência começa às 9.00 no hotel “Radusson Royal” (Kutuzovskiy prospekt 2/1, str.1).

Coordenadora – Meducheva Maria Sergeevna (telemóvel - +7-925-999-31-86, correio electrônico - mmedusheva@mid.ru).

Favor dirigir-se ao Centro de Imprensa (tel. 8-(499)-244-20-87), correio elctrônico pc.mid@yandex.ru) sobre as questões da acreditação de jornalistas.


  

Conversações entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergey Lavrov, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Helênica, Nikos Dendias

 
 

Em 6 de Novembro, em Moscovo, irão decorrer as conversações entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergey Lavrov, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Helênica, Nikos Dendias, que visitará o nosso país em visita de trabalho.

Os dirigentes dos departamentos da política externa dos dois países tencionam debater o estado e as perspectivas das relações bilaterais no contexto do incício do mandato do novo Governo da Grécia, formado em Julho do ano em curso. Será dada atenção aos problemas da agenda internacional e regional corrente com destaque para a situação no Mediterrâneo Oriental e nos Balcãs. 


  

Participação do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergey Lavrov, na Conferência da Não-Proliferação de Moscovo


 

Entre 7 e 9 de Novembro, a organização não governamental russa Centro da Energia e Segurança em conjunto com o MNE da Rússia irá efectuar a Conferência da Não-Proliferação de Moscovo, que nos dez últimos anos se transformou num dos campos principais de discussão sobre a não-proliferação e controlo dos armamentos. A agenda da Conferência contem os mais importantes questões da situação corrente nesta esfera. Como está previsto, nos trabalhos da conferência irá participar um amplo círculo de representantes oficiais, especialistas e peritos de diferentes países e organizações internacionais. 

Como se espera, em 8 de Novembro, irá intervir o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergey Lavrov, expondo as principais abordagens e prioridades da Rússia. 


 

Situação corrente na Síria


 

Em 30 de Outubro, em Genebra, foi dado o início aos trabalhos do Comité Constitucional. Este faco foi precedido pelo encontro da “troika” em Astana aos nível dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia, do Irão e da Turquia. Consideramos a sua formação e o início dos trabalhos com o apoio decidido do formato de Astana como um êxito incondicional do povo sírio. Ao mesmo tempo, compreedemos que a convocação do Comité não resolverá imediatamente todos os problemas acumulados. Mas os trabalhos do Comité permitirão que as partes sírias – o Governo e a oposição, assim como os representantes da sociedade civil – se reúnam pela primeira vez durante os anos da crise à mesa de conversações para definir o futuro do seu país, o que é sobretudo importante em condições da manutenção da tensão na Síria.

Quanto à situação “em terra”, a situação mais complexa observa-se na costa oriente do rio Eufrates, território não controlado pelo Governo da República Árabae Síria, na zona de deescalada da Idlib e na zona ao redor da povoação de At-Tanf.

No nordeste da Síria, foi possível submeter ao controlo a situação graças à assinatura do Memorando russo-turco em Sochi em 22 de Outubro. Conforme os entendimentos alcançados, a polícia militar russa começou o patrulhamento en conjunto com turcos da zona de segurança de 10 quilómetros ao longo da fronteira sírio-turca. Tropas governamentais sírias foram postas nos sectores combinados. Foram também retirados para 30 km da fronteira destacamentos das “Forças Democrátricas Sírias” e dos destacamentos curdos de autodefesa com armas pesadas. 

Ao memsmo tempo, suscitam muitas perguntas acções ilegítimas e contrárias à lei de Washington. Comentamos operativamnte a situação que se formou. Actualmente, gostaria de sublinhar que uma comunidade internacional contemporânea não pode deixar sem perguntas os casos, quando um Estado civilizado, que declara sem fins o seu apego a certos valores democráticos e princípios jurídicos internacionais nas relações entre os países, tira petróleo de jazigos no nordeste da Síria (lembre-se que é um Estado soberano), mascarando a sua actividade criminosa com pretxtos da luta contra a IGIL. Lembre-se que a IGIL, segundo a confirmação de aliados, foi definitivamente aniquilada ainda em Março do ano em curso. Mas a posição americana náo é uniforme. Iludindo as suas próprias sanções, os americanos contrabandeiam mensalmente da Síria petróleo no valor superior a 30 milhões de dólares e não pretendem num futuro visível abandonar estes territórios.

Na zone de deescalada de Idlib, extremistas continuam a bombardear tropas governamentais. Em Outubro, foram fixados cerca de 600 ataques. Esta região transformou-se de há muito num foco de terrorismo internacional. A parte russa continua fiel ao Memorando de Sochi de 17 de Setembro de 2018, que, no entanto, não deve servir de pretexto para proteger os terroristas reconhecidos como tais pelo CS da ONU. Neste contexto, consideramos abertamente negativas as tentativas de alguns países ocidentais de desculpar e de fazer passar como oposição armada (moderada ou não moderada) a aliança Hay'at Tahrir al-Sham que actua em Idlib e reconhecida como terrorista pelo CS da ONU e a maioria dos países. Tais abordagens são inadmissíveis por contariarem aos objectivos e princípios gerais da cooperação na luta contra o terrorosmo. 

Apesar de dificuldades “em terra”, a situação na Síria normaliza-se gradualmente, em geral. O país volta à vida pacífica, contrariamente à vontade oposta de algumas pessoas. Compreedemos que aunda há defensores da ideia de que na Síria tudo deve decorrer contrariamente ao que se forma agora. Entre 26 e 29 de Outubro, em Damasco decorreu uma exposição energética internacional “Síria Petro” em que participaram companhias de petróleo e gás da Rússia, Bielorrússia, Kowait, China, Egipto e EAU. Com base dos resultados da actividade foi assinada uma série de documentos bilaterais, respectivos acordos e tratados.

Neste contexto gostaria de ressaltar mais uma vez a importância da contribuição humanitária conjunta para a Síria sem a discriminação, politização e apresentação de condições preliminares. Consideramos prioritário restabelecer a infraestrutura social, o que é sobretudo importante no contexto de manutenção do processo do regresso voluntário, seguro e digno de sírios aos lugares de residência permanente. Desde Julho de 2018, mais de 450 mil refugiados e mais de 1,3 milhões de pesoas delocadas no interior volvaram aos locais de residência permanente. 

 
 

Financiamento da chamada “organização humanitária” Capacetes Brancos pelos EUA

 
 

Estamos desiludidos coma decisão dos EUA de conceder mais uma tranche de 4,5 milhões de dólares para as necessidaes dos Capacetes Brancos e com o apelo dos Estados Unidos a que os outros países apoiem os chamados elementos humanitários na Síria. 

A Rússia declarou publicamente reiteradas vezes não apenas por canais bilaterais, mas também na esfera pública, apresentando a base comprovativa sobre contactos estáveis entre os Capacetes Brancos e estruturas terroristas, assim como sobre os seus crimes e a sua participação em ataques químicos demonstrativos. Esta informação foi confirmada por prestigiosos peritos independentes nacionais e estrangeiros. Em primeiro lugar, foram peritos e jornalistas estrangeiros que destacaram a actividade criminosa dos Capacetes Brancos. Mas o seu número não era grande e a sua voz foi silenciada por veículos numerosos de informação que os apresentavam como pessoas que salvam a região e, em pripeiro lugar, a Síria. De qualquer modo, os primeiros materiais e sérias investigações sobre o assunto chegaram de jornalistas estrangeiros. Ainda há alguns anos, eles falaram abertamente que a sua informação se bloqueia pelo espaço mediático ocidental. A informação sobre a sua actividade criminosa encontra cada vez maior apoio. Mas Washington e outras capitais ocidenciadas, que a imitam, preferem até hoje ignorar demonstrativamente factos evidentes e, para salvar as aparências, não notam que os Capacetes Brancos são definitivamente desacreditados. 

Actualmente, a actividade dos Capacetes Brancos está concentrada na província de Idlib, sendo cooperada com a aliança Hay'at Tahrir al-Sham e outros grupos terroristas. Segundo os dados disponíveis, que o Governo da Síria comunica sistematicamente à ONU, os elemenos dos Capacetes Brancos em conjunto com terroristas preparam novas provocações químicas na Síria com o fim de dinamitar o processo de paz naquele país. 

A direcção dos EUA considera possível enviar dineiro de contribuintes americanos a estes salvadores falsos, demonstrando mais um vez indubitavelmente a falta da vontade construtiva e do interesse real em relação à regularização da crise síria e ao regresso do país è vida pacífica. Seria mais útil aproveitar este dinheiro na contribuição humanitária para a recuperação de clínicas e escolas, a compra de medicamentos, do que apoiar a organização que pratica uma actividade indigna e contrária à lei.

Esta decisão é sobretudo cínica, levando em consideração a sua publicação no dia quando a Rússia e Turquia tiveram as conversações sobre as medidas voltadas para pôr fim ao derramamento de sangue no nordeste da Síria e para continuar esforços de regularização política do conflito. 

Consideramos que o financiamento dos Capacetes Brancos, afiliados com agrupamentos terroristas, é mais uma manifestação de “padrões duplos” na luta contra o terror por parte de Washington. Ressaltamos o carácter inaceitável dos semelhantes passos irresponsáveis que confinam com a cumplicidade ao terrorismo. 


  

Briefing de M.Grigoriev, Director da organização não governamental russa “Fundo de Investigação de Problemas da Democracia”, sobre a situação humanitária de deslocados internos em acampamentos sírios


  

Em 24 de Outubro na sede da ONU em Nova York e em 25 de Outubro em Washington, o Director da organização não governamental russa “Fundo de Investigação de Problemas da Democracia”, M.Grigoriev, apresentou o seu novo relatório sobre a situação dos deslocados internos nos acampamentos situados no território da Síria. Grigoriev informa também sistematicamente a comunidade mundial sobre os crimes dos Capacetes Brancos. 

Segundo os questionários de testemunhas oculares, a investigação cita os depoimentos sobre atrocidades praticadas por extremistas, não controlados por Washington, em “Rucban”, destacando a sua irresponsabilidade pela degradação rápida da situação humanitária na República Árabe Síria. Graças às actividades decorridas, foi possível que o auditório estrangeiro conheça os dados que testemunham que no acampamento vivem libremente extremistas da IGIL, se praticam violações, uma conduta indigna e contrária às normas da moral humana em relação a mulheres e crianças, e se vendem armas a terroristas.

Infelizmente, as capitais ocidentais fecham os ilhos a tais violações dos direitos humanos e à aberta coqueteria com extremistas. No entanto, valorizamos altamente a contribuição da sociedade civil russa para a informação da opinião pública mundial sobre as avaliações responsáveis e francas dos acontecimentos na Síria. Não é a verdade da última instância, mas é uma apresentação de materiais de origem, concedidos pela sociedade civil da Síria, que a comunidade mundial não pode ignorar. 


  

Situação corrente no Líbano


  

Acompanhamos atentamente a situação política interna no Líbano amistoso. Os protestos de massa em Beirute e outras grandes cidades daquele país começaram em 17 de Outubro. Segundo os veículos de informação locais, até 1,5 milhões de pessoas participaram nas manifestações. 

Constamos com satifacção, a diminuição da tensão, que se delineou nos últimos dias. Diminui o número de protestos de rua, O exército e as forças de segurança cumpriram a ordem do Presidente da República do Líbano, Michel Aoun, e, actuando correcta mas eficazmente, desbloqueram autoestradas, cerradas por manifestantes. Segundo a comunicação social libanesa, o número de manifestantes em Beirute reduziu-se até algumas dezenas de pessoas. Os estabelecimentos de ensino e bancos voltam ao regime comum. 

Em 30 de Outubro, o Presidente Michel Aoun aceitou a solicitação de demissão do Primeiro-Ministro Saad Hariri, encaminhada na véspera, o que, segundo a legislação libanesa, significa a dissolução de todo o governo de coligação, formado no início do ano em curdo. Ao mesmo tempo, todos os seus membros continuam a estar nos seus locais como “empregados interinos” até à declaração da nova composição do novo Gabinete de Ministros. 

Qualificamos os acontecimentos como assunto interno do Líbano e do povo daquele país. Consideramos que eles consigam ultrapassar a actual crise e encontrar para isso as decisões justas no quadro da Constituição e Legislação vigentes, em conformidade com as tradições políticas formadas, com base no diálogo inclusivo que permeteria manter e reforçar a estabilidade política interna e a concórdia interconfissional. Ao mesmo tempo, achamos muito importante que todos os países externos sigam furmemente o princípio do respeito à soberania e à independência do Líbano, excluíndo qualquer ingerência nos assuntos internos deste país do Médio Oriente. 


  

Desenvolvimento da situação em torno da Venezuela 


  

A situação em Venezuela e em torno daquele país é complexa e continua em desenvolvimento dinâmico. Entre momentos positivos do pais destaca-se a regularização dos trabalhos da “mesa redonda do diálogo nacional” emtre o Governo e a parte construtiva da oposição. São constituidas comissões para questões eleitorais e económicas por partidos políticas. Sem aprofudar-nos na sua agenda de dia, gostariamos de destacar o carácter aberto, público das conversações decorrentes e a disposição das partes ao envolvimento das outras forças políticas da Venezuela na discussão. Ao nosso ver, este formato responde aos principais critérios da solução estável do conflito: a regularização exclusivamente pacífica pelos próprios cidadãos do país com base na legislação nacional e do direito internacional, sem a ingerència destrutiva de fora. Da comunidade mundial exige-se apenas a capacidade de manter uma atmosfera positiva em torno do diálogo e de abster-se da pressão excessiva e de comentarios inoportunos, para não destuir a confiança em formação. 

Contudo, não desapareceram a pressão externa e ameaças de cenários de força. Pelos vistos, a normalização da situação na Venezuela não se ajustam com planos dos EUA, principal jogador neste vector. A Casa Branca continua a agir segundo o princípio “divide et impera” com base no conceito das doutrinas que não são oportunas para o século 21. Por um lado, Washington dinamizou a actividade do Tratado Interamericano de Ajuda Mútua, declarando sobre a falta da intenção de usar força contra a Venezuela, e, por outro, aspira com insistência a armar com tecnicas contemporâneas os vizinhos deste país, alegando existir uma certa “ameaça venezuelana”. Este tema está levantado abertamente pelo Comando Sul das Forças Armadas dos EUA. 

As autirudades americanas contrariam cada vez mais umas a outras com a posição anti-venezuelana. Recentemente, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, declarou que os adeptos de Chávez “obrigan os venezuelanos a escolher entre a comida e a liberdade”, que utilizam, alegadamente, os víveres como armas políticas. Parce ridículo ouvi-lo da boca de um representente altamente colocado de Washington. Penso que ainda não está esquecido quem dava ordens de expropriar de facto muitos milhares de   milhões de meios venezuelanos que o Governo de Nicolás Maduro poderia utilizar para as necessidades sociais – medicamentos e víveres. En vez disso, as finanças conficadas são utilizadas em esquemas de corrupção de baixos políticos da oposição. 

Lembre-se que são as medidas unilaterais económicas dos EUA, introduzidas para derotar o governo eleito legitimamente, que agravaram a situação humanitária e instigaram a migração, impedem o envio de productos à Venezuela e dificultam o tratamento de doentes graves. As consequências de tal bloqueio são transmitidas por veículos de informação ocidentais com respectivos títulos anti-Maduro, esquecendo ao mesmo tempo a essência do acontecido.É cínico e eficaz criar os problenas no país e, posteriormente, acusar disso o Governo indesejável. Mas conhecemos ao que leva esta eficácia imaginária. 

Quanto à actividade de operadores económicos na Venezuela, aqui também são patentes “padrões dúplos”, classicos para a política externa americana – a Administração dos EUA ameaça com sansões secundárias as companhias russas e europeias pela cooperação com a PDVSA venezuelana, ao mesmo tempo que para a Chevron e outras companhias americanas foi prorrogada em Outubro a autorização de cooperar com a PDVSA apesar das sansões. Esta é uma nova tentativa de obter com métodos administrativos vantagens competitivos para suas companhias. Se tal aconteceria num filme de ficção, todos pensariam que é uma invenção do autor e  ninguém poderia imginar que isso pode ser real no século 21, levando em conta a influência dos meios de comunicação social, o enorme número de regras de regulação e de organizações internacionais que devem manter o equilíbrio e assegurar condições equitativas da concorrência. Mas isso acontece na realidade. Não é um filme. Esta é a vida verdadeira segundo, pelos vistos, a fórmula “tem razão aquele que é mais forte”. Hoje vemos tudo isso no exemplo de pressão directa e de ingerência nos assuntos internos, na agenda da América Latina e desta região em geral do lado dos Estados Unidos. Esta política não tem nada de comum com o conceito de economia livre de mercado, pregado por americanos. 

Em todos os espeços internacionais, a Rússia continuará a obrigar decididamente que os EUA sigam as normas e os princípios do Direito Internacional. Chegou a hora de recusar-se aos passos irresponsáveis, à introdução das sanções contra a Venezuela e às ameaças de uso da força. Tudo isso, primeiro, náo corresponde e contradiz directamente ao Direito Internacional e, segundo, leva aos resultados lamentáveis. 


  

Situação na Bolívia


  

Em 20 de Outubro decorreram na Bolívia as eleições universais. Segundo os dados finais da conta dos votos, divulgados pelo Tribunal Eleitoral Supremo do país, o actual Presidente Evo Morales venceu nas eleições obtendo o apoio de 47,08% do eleitorado, ultrapassando o mais próximo rival em mais de 10%, o que, segundo a Constituição da Bolívia, é suficiente para a vitória já no primeiro turno.

Vários chefes de Estadis estrangeiros (RPC, Venezuela, Cuba, México, Palestina e outros) já felicitaram o líder boliviano com a reeleição. Os participantes da XVIIIª Cimeira do Movimento dos Países Não Alinhados   em Bacu (25 a 26 de Outubro) divulgaram uma declaração especial. Estamos solidarios completamente com a sua posição expressa. 

Gostariamos de ressaltar mais uma vez (fizemos isso anteriormente no comentárioem 25 de Outubro) que, de acordo com a Constituição da Bolívia (artigo 7), a soberania naquele país pertence ao seu povo. Destaque-se que esta tese em praticamente qualquer constituição nacional reflecte o conceito de soberania nacional, adoptado no mundo. Neste contexto, esperamos que os jogadores externos evitem abaliações do processo eleitoral na Bolívia, especulações dos seus resultados, assim como de expressões ou acções que levam à escalada de actos de protesto e violações da ordem pública. 

Destacamos ao mesmo tempo que as autoridades bolivianas expressarm a disposisão de possibilitar que todos os observadores internacionais interessados possam participar na auditoria dos protocolos eleitorais. Vemos nisso a revelação de boa vontade, de testemunho de transparência e de abertura do processo eleitoral. Pensamos que nomeadamente o facto de como diversas forças na Bolívia e fora deste país reagirem no convite de participar na auditoria, revela aqueles que de facto estão interessados no esclarecimento de problemas restantes e aqueles que, contrariamente, buscam apenas um pretexto para instigar a tensão politica interna. 

As relações entre os nossos países têm caracter amistoso e construtivo. Temos a certeza de que com esforços conjuntos continuaremos a reforçar a cooperação frutífera nas esferas comercial-económica, científico-técnica, humanitária e outras para o prol dos povos da Rússia e da Bolívia. 


  

Situação no Chile devido a desordens de rua 


  

Nos últimos dias, no Chile, decorrem manifestações antigovernamentais, causadas por uma série de problemas internos, com que depara aquele país. Acompanhamos com inquetude e compaixão os esforços de normalização da situação. 

Tomámos em conta e compreedemos na integra os motivos que obrigaram a direcção chilena de tomar uma decisão não fácil: anular no país a realização de importantes actividades internacionais – a Cimeira da APEC e da 25ª sessão da Conferência das Partes da Convenção de Quadro da ONU sobre Alterações Climatéricas. 

Sem dúvida, trata-se de um assunto interno deste país latino-americano, com que temos as relações amistosas de há muito. Desejamos o mais rápido reestabelecimento da ordem pública e a superação civilizada da crise no quadro do campo jurídico.

Gostariamos de ressaltar mais uma vez que ninguém pode ter dúvidas de que estamos interessados numa Anérica Latina estável e firme política e economicamente. Desenvolvemos uma cooperação mutuamente vantajosa com todos os países do continente com base no respeito mútuo e na não ingerência nos assuntos internos, como está fixado ba Carta da ONU e em correspondência com as normas do Direito Internacional. 

 
 

Situação em torno de Konstantin Yarochenko


  

Gostariamos de atrair novamente a atenção para a situação em torno do cidadão russo Konstantin Yarochenko, que em 2010 foi sequestado na Libéria por agente da Agência de Luta contra Droga da América e foi condenado aos 20 anos da prisão nos EUA.

Há uma semana, em 24 de Outubro, em resposta à nossa solicitação sobre a transferência de Konstantin Yarochenko para a Rússia para o cumprimento da pena de acordo com a Convenção da Europa de 1983 sobre a entrega de condenados, Washinton enviou mais uma recusa. Como fundamentação de tal decisão, Washington recorreu outra vez ao pretexto sobre “a gravidade do crime cometido”. 

Lembre-se que não houve qualquer acto real. A acusação foi baseada exclusivamente nos depoimentos de agentes falsos, que afrmaram sobre um encontro combinado com Timochenko num bar de hotel visando transporte de drogas para os Estados Unidos. Destaque-se que na altura Timochenko quase não conhecia o inglês.

As autoridades americanas ignoram completamente os nossos argumentos e as nossas preocupações em relação à saúde de Yarochenko, do cujo pioramento têm culpa nomeadamente representantes americanos que respondem pela sua prisão. Ainda durante os primeiros interrogatórios, eles lhe fizeram saltar dentes. Alem disso, Timochenko tem sérias doenças crónicas e não recebe uma assistência médica adequada. Levando em conta todos os dados pessoais, não posso revelar tudo que acontece com o nosso cidadão nesta prisão americana. Mas podem acreditar que uma ajuda médica só pode ser conseguida através do envio de uma enorme quantidade de papeis e fazendo o enorme número de telefonemas. Trata-se de uma ajuda médica urgente, da qual um homem necessita nestas condições. Yarochenko não pode receber tal ajuda durante muitos anos sem trabalhos minuciosos de advogados e diplomatas. Uma influência negativa adicional na sua forma física é exercida pelas condições graves de manutenção na prisão do estado de Konnecticut, em que não se admitem as remessas de víveres, roupa e medicamentos e existem limitações rigorosas de visitas.

Náo se trata de uma pessoa que ameaçou alguém ou fez prejuízos. Trata-se de um cidadão que foi rodeado por agentes falsos cujas palavras estiveram no centro da acusação.

É absolutamente evidente que o acontecido com um cidadão russo deve ser qualificado como uma violação grosseira das normas internacionais fundamentais jurídicas e humanitárias. Primeiro,  um cidadão alheio foi sequestrado num outro país, foi fabricado um caso penal, o cidadão foi condenado a uma pena enorme por não querer reconhecer a culpa e agora está a sofrer quase durante dez anos numa prisão.

Exigimos que os EUA deixem finalmente escárnios e façam voltar Konstantin Yarochenko à casa.

Como sabem, defendemos os direitos, compartilhamos o destino de todos os cidadãos russos numa situação complexa ou trágica no estrangeiro. Naturalmente, Konstantin Yarochenko não é o unico cidadão russo numa prisão americana que foi tratado assim pela parte dos EUA. Sem dúvida, apoiamos tambem os restantes cidadãos russos, como é conhecido por todos. 


 
 Investigação do incidente com o cidadão russo, funcionario da Missão das Nações Unidas no Kosovo, M.Krasnoschiokov

 
 

Gostariamos de comentar a investigação de um incidente com um cidadão russo, funcionário da Missão das Nações Unidas no Kosovo (MONUK) Trata-se de Mikhail Krasnoschiokov. O incidente teve lugar em 28 de Maio. O Representante Permanente da Federação Russa na ONU, V.Nebenzia, expôs ontem os pormenores deste incidente na sua intervenção no Conselho da Segurança. Nós também fizemos isso em Maio, ha seis meses. No quadro da chamada operação especial, elemenos das Forças da Segurança do Kosovo tiraram simplesmente o funcionário da ONU do seu automóvel de serviço, usando força física, bateram-no com a cabeça na porta do automóvel, deram-lhe vários golpes com as mãos e empegaram meios especiais, algemaram ele, etc. Apreenderam o cartão de identificação, a carta de condução, o certificado de funcionário da ONU e destruíram o seu telemóvel. Em resultado, o funcionário da ONU teve uma comoção cerebral, uma fractura complexa da mandíbula e muitas outras traumas. 

Policias especiais do Kosovo demonstraram em primeiro lugar o desrespeito das normas do Direito Internacional, inclusive das garantias da imunudade dos funcionários da ONU contra a detenção, a prisão e de qualquer contacto. As justificações da parte do Kosovo parecem estranhas e não convincentes e são desmentidas por uma gravação de vídeo dos acontecimentos de 28 de Maio. 

Como está estabelecido, os policias perseguiram o objetivo de impedir a actividade legal de serviço do funcionário da ONU em pleno acordo com a resolução 1244 do CS das Nações Unidas. Eles ignoraram o seu cartão de imunidade da ONU, embora o cidadão russo apresentasse o respectivo documento e comentário em inglês. O seu automóvel tembém teve a simbólica da ONU e não podia ser detido ou preso.

O Comité de Inquérito da Rússua continua a investigar o incidente. As suas conclusões preliminares coincidem com os resultados da investigação interna da Comissão das Nações Unidas, especialmente designada.

A Comissão também não encontrou a comprovação das acusações contra os dois funcionçarios da MONUK, que teriam praticado uma actividade contrária à lei, e confirmou que ambos os funcionários estiveram a cumprir os deveres de serviço no momento da detenção. A Comissão dispõe também de sérias provas de uso excessivo da força pela Policia do Kosovo. Além disso, policias do Kosovo, sem a autorização da ONU, dirigiam e detinham um automobil da MONUK.

A Comissão concluiu que tais acções são inaceitáveis, o que não pode ficar desapercebido. Todos os casos penais em relação aos funcionários da MONUK devem ser suspensos imeditamente. O estatuto, os pivilégios e a imunidade do pessoal da ONU devem ser respeitados rigorosamente. As chamadas autoridades do Kosovo devem investigar as acções dos policias no incidente de 28 de Maio e assegurar que os culpados sejam chamdos à respobdabilidade. As instuições do Kosovo devem tomar medidas para não admitir a reincidência de semelhantes incidentes.

Este é um dos episódios da vida no Kosovo, que testemunha a absolua imaturidade das estruturas kosovares-albanesas. Consideramos absoluamente imposível neste contxto a questão do Kosovo aderir a orgnizações internacionais (foi discutida e continua a ser duscutida a união do Kosovo com a Interpol). Exigimos a investigação e o castigo dos culpados deste incidente. A delegação russa no Conselho da Segurança preparou para divulgação entre outros seus membros de um projeto de declaração do Presidente do Conselho com a condenação deste crime contra o pessoal das Nações Unidas. 

 
 

Realizção de sessões do Primeiro Comité da CS da ONU e da Comissão da ONU para Desarmamento em Viena ou em Genebra


  

Levando em conta a ressonância provocada pela recusa das autoiudades americanas de conceder os vistos de entrada aos membros da delegação russa para os trabalhos na AG da ONU, somos permanentemente questionados sobre o avanço do assunto e sobre as decisões tomadas pela Organização. Neste contexto, gostaria de partinhar com Vocês materiais adinionais e comentar as causas e motivos que nos obrigaram a avançar as propostas sobre a convocação em 2020 das primeiras sessões do Primeiro Comité da AG da ONU e da Comissão para Desarmamento (CD) fora do território dos EUA. 

O problema da concessão de vistos de entrada a membros de delegações para a participação em actividades na sede da ONU em Nova York por Wasington, não surgiu hoje, ontem e não em Setembro do ano corrente. Nós, com muitos outros Estados, deparavamos com ela durante muitos anos. Mas tal não teve na altura um carácter grave e aberto. 

No ano em curso, a situação degradou bruscamente. Os Estados Unidos recusaram-se de conceder vistos para a Assembleia Geral aos 18 representantes russos, praticamente uma metade da delegação, inclusive às pessoas acompanhantes do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, para a semana de alto nível da AG da ONU em 24 – 28 de Setembro. Existe uma dúvida de a sessão devia decorrer no fim de Setembro-início de Outubro e, portanto, pergunta-se para que tantas pessoas viagam apenas para uma semana. Quero relatar aquilo que sabem muito bem os diplomatas, mas, possivelmente, não conhece muito bem o amplo auditório. Refiro-me ao calendário dos trabalhos da ONU. A Sessão Geral da ONU trabalha de facro durante um ano inteiro, o intervalo constitui apenas cerca de uma semana. A sessão não termina dentro de uma semana após a abertura. A “semana de alto nível” é uma discussão política e económica, quando se reúnem chefes de Estados e de Governos. Posteriormente, começa uma vida rotineira da AG da ONU, trabalho em comités, chegada de delegações, de peritos. A sessão termina dentro de um ano com a abertura da nova, seguinte sessão. 

Tudo que aconteceu com a recusa de vistos, é uma consequência directa da política assumida por Wasington, orientada para a politização da actividade dos principais espaços da ONU e para pressionar os “indesejados”. Naruralmente, a não emissão dos vistos a alguns principais peritos da delegação russa para a AG das Nações Unidas (de não apenas do número de funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, mas também de outros ministérios e estabelecimentos) influenciou negaticamente os seus trabalhos ao nível de principais comités da Assembleia Geral. Um sério golpe foi assestado sobre a imagem da ONU. Tal dificulta a actividade construtiva, visada à busca de resoluções mutuamente aceitáveis na regularização de problemas internacionais graves. 

A discriminação na concessão de vistos por parte das autoridades dos EUA diz respeito não apenas à Rússia (é muito importante de compreeender), mas tamém a dezenas de outros países, cuja opinião, pelos vistos, não agrada círculos políticos de Wasington que tem a possibilidade de utilizar tais “alavancas de força”. Deste modo, as autoridades americanas prejudicam a Carta da ONU, esquecendo os seus compromissos assumidos no quadro do Acordo com a ONU de 1947. 

A não concessão dos vistos pelos autoridades americanas ao chefe e membros da delegação russa para Comissão da ONU para Desarmamento (CD) no ano em curso levou ao seu fracasso. Tal aconteceu pela primeira vez na história das relações internacionais. Deste modo, os EUA voltaram a demonstrar inequivocamente a sua atitude real, veradeira em relação aos problemas prioritários do controlo dos armamentos, desarmamento e não proliferação. 

Apesar das nossas reiteradas mensagens aos colegas americanos, ao Secretariado da ONU e pessoalmente ao Secretário-geral das Nações Unidas, A.Guterres, a situação não se deslocou do “ponto morto”. Constatamos infelizmente que o Secretaiado da ONU, como pensamos, não tem vontade de participar activamente na solução deste problema. Mas é um grande erro se pensarmos que este problema, se não for resolvido hoje, não comece a dilatar-se e a ganhar novas formas, ainda mais brutais, inclusive a propagar-se para outros países. Naturalmente, tudo isso dinamita adicionalmente o prestígio da ONU que, sem isso, naõ vive hoje os tempos mais brilhantes. 

Por esta causa, nas condições em que nem a parte americana, nem o Secretariado da ONU não são capazes, no fundo, de regularizar esta situação absolutamente anormal, propomos o único passo construtivo e também uma saída. Consideramos que os países-membros da ONU possam decidir realizar em 2020 sessões do Primeiro Comite da AG das Nações Unidas e a CD fora do território dos EUA. Na nossa opinião, seria mais lógico e mais simples realizar esta actividades com base nas filiais da ONU em Viena ou em Genebra, onde existe a infrestrutura necessária. Consideramos que tal decisão tire a tensão e permita garantir a plena participação de todas as delegações, para concentrarmos num trabalho substancial com fins da busca de vias mutuamente aceitáveis do reforço da segurança internacional, deixando do lado as questões logisticas. No caso contrário, a organização das sessões do Primeiro Comité e da CD correm o perigo de serem fracassadas em 2020. 

Temos as razões para contar com um amplo apoio das respectivas propostas, apesar de Wasington, como entendo, não sem a participação de aliados, ter desenlaçado uma campanha agressiva contra esta iniciativa. Vamos ver o que vencerá em resultado – a atitude construtiva e a aspiração real à solução dos problemas prementes da agenda de dia internacional na região do controlo de armamentos ou o medo das ameaças do lado de Washington. 

 
 

Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas


  

Em 2 de Novembro, a comunidade mundial celebra o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. 

A Federação Russa dedica especial atenção à segurança dos jornalistas, ao problema da cessação da impunidade dos crimes contra eles. Está feito o possível para chamar à respondabilidade os culpados de impedir a actividade profissional dos trabalhadores da Comunicação Social, está a ser realizado o monitoramento dos delitos contra eles. A Rússia coopera sobre estes problemas com tais organizações internacionais como a OSCE e a UNESCO. Estamos convencidos que a violação dos direitos dos joralistas e, tanto mais, da ameaça da violência física e do seu emprego em relação aos trabalhadores da Comunicação Social durante a realização da actividade profissional por eles são inadmissíveis e devem ser perseguidas severamente de acordo com a lei. 

Neste contexto, continua a atrair uma séria precupação a segurança dos trabalhadores da Comunicação Social na Ucrânia. Não porque se trata de um Estado vizinho, mas porque falamos da segurança de cidadãos da Rússia e de jornalistoãs russos que continuam a ser submetidos à violência física, inclusive, fixamos sistematicamente ataques a correspondentes russos no sudeste do país por parte das Forças Armada da Ucrânia. Até hoje não há quaisquer progressos na investigação dos assassinatos de jornalistas Anatoli Klian, Anton Volochin, Igor Korneliuk, Andrei Stenin, Andrea Rocceli, Oles Buzina, Serguei Dolgov, Viacheslav Veremiy, Pavel Cheremet e muitos outros. 

Apelamos a que as estruturas internacionais e instituições não governamentais reajam dura e decididamente, condenando todas as formas de pressão das autoridades ucranianas em relação à Comunicação Social, inclusive à eliminação de jornaliistas indesejáveis. 

Esperamos muito que esta arbitrariedade, que se ptaticava nos últimos anos na Ucrânia e, simplesmente, se encobria pelo regime de Kiev, fique na história, tremenda história, e, em qualquer caso, não tenha continuação. 

Referi bastantes casos para que eles, mesmo hoje, sirvam de exemplos da inadmissibildade de admiti-los no futuro. Claro que isso seja um tema de perguntas na próxima conferência em Moscovo, que organiza o Bureau do Representante da OSCE para a Liberdade da Comunicação Social, Harlem Désir. 

Gostaria de resslatar da nossa parte que a Federação Russa segue restritamente o princípio da transperência e abertura do nosso espaço informativo, garantido sem impedimentos o trabalho dos jornalistas estrangeiros e nacionais no nosso território, cooperando activamente com respectivas estruturas internacionais sobre a problemática mediática. Gostaria de fazer lembrar que anualmente e pelo nosso próprio desejo enviamos um relatório à UNESCO sobre o decorrer da investigação dos crimes, cometidos em relação a jornalistas. Estamos a cooperar activamente com o Representente da OSCE para a Liberdade da Comunicação Social, H.Désir, chamando a sua atenção aos casos da violação dos direitos de jornalistas na região da OSCE e apresentando sistematicamente as respostas pormenorizadas em relação aos casos da violação dos direitos de jornalistas e de ameaças à sua segurança no território do nosso país. Fizemos isso de acordo com a boa vontade e com base na cooperação e endendendo que para nós, em primeiro lugar, são importantes tais teses como a liberdade da Comunicação Social e a segurança dos jornalistas, fixadas no Direito Internacional. Em geral, contribuimos para o reforço de padrões internacionais na área da segurança dos jornalistas. Iremos continuar estes trabalhos. 

Esperamos que a problemática da segurança e jornalistas seja um sério objecto da discussão de peritos no quadro da mencionada actividade de 6 de Novembro em Moscovo. Vou mencionar mais uma vez: trata-se da conferência internacional sobre a liberdade da Comunicação Social, organizada sob a égide do Bureau do Representante da OSCE para a Liberdade da Comunicação Social e do MNE da Rússia. Os nossos peritos e correspondentes, inclusive correspondentes militares que têm uma experiência única, como nos dizem no Bueau do Representante da OSCE, também são convidados à discussão.

 
 

Mediação e erros na preparação de vistos electrônicos de visita a algumas regiões da Federação Russa


  

Nos últimos tempos houve muitas publicações de cidadãos em não apenas meios de comunicação social profissionais, mas também em redes sociais sobre a preparação de vistos electrônicos de visitas a alguma regiões da Federação Russa. Acompanhamos atentamente esta situação. Ultimamente, apareceram publicações que informam sobre diferentes sítios de agência turísticas e duvidosos intermediários que propõem os seus serviços de mediação e ganham dineiro na prestação destes serviços durante a preparação de vistos electrônicos de entrada na Federação Russa. Indica-se o valor diferente de tais serviços: de 15 a 40 euros. Há também outros preços. Ninguém disputa o direito de cidadãos estrangeiros a gastar os seus meios como quizerem, inclusive para a preparação de documentos, mas faz-se lembrar que os vistos electrônicos de visita a algumas regiões da Rússia se emitem gratuitamente e se preparam exclusivamente no site especializado do MNE da Rússia – evisa.kdmid.ru. Basta entrar uma vez no site, para encontrar esta rúbrica. Para receber um visto electrônico, não é necessária uma confirmação da reserva num hotel, de quaisquer outros documentos que confirmam o objectivo da visita à Federação Russa. 

O prazo de concessão de um visto elctrônico não supera 4 dias de calendário a partir do dia de entrega da declaração preenchida. Por isso, quaisquer promessas de estruturas de mediação de acelerar o exame da declaração, de obter um “visto urgente”, inclusive por dinheiro adicional, não têm quaisquer fundamentações. Além disso, um intermediário que prepara um visto electrônico para outra pessoa, não está garantido de erros durante a incrição de dados pessoais, o que pode servir da causa da não passagem de um estrangeiro através da fronteira russa.

Gostariamos de fazer lembrar que um visto electrônico, como também um visto impresso, não garante automaticamente a entrada na Federação Russa. A entrada de um cidadão estrangeiro no país toma-se no ponto fronteiriço de passagem através da fronteira estatal, o que corresponde em geral à prática internacional. 

Nos veículos de informação é possível encontrar também comentários sobre os problemas que surgem durante a passagem da fronteira estatal, sobre a retirada dos estrangeiros da Rússia por causa dos erros no visto electrônico, a violação dos prazos de estadia no quadro deste visto, etc. Analisamos tudo isso. A análise das causas aponta uma circunstância – trata-se de falta banal de atenção, de desrespeito da instrução (que existe) de preparação do visto electrônico, que é uma parte inalienável do preenchimento da respectiva declaração. A instrução fornece varios exemplos de escritura corecta de nomes, sobrenomes e de outros dados pessoais. Está indicado como escrever as letras duvidosas e outros dados. Uma grande parte da instrução está dedicada à contagem correcta do prazo de estadia e da data de saída da Rússia por um estrangeiro, para evitar a chamada à responsabilidade administrativa pela violação da legislação de migração da Rússia.

Tudo isso é pormenorizado e não é fornecida apenas a informação de passo por passo. Destacamos que um visto electrônico é concedido com base na declaração pessoal de um estrangeiro e não de estruturas de mediação, do seu prenchimento correcto depende em muito quão agradável sera a viagem à Rrússia e a probabilidade da sua existência em princípoio.

Alem disso, temos um portal do Departamento Consular (DC), um account do DC em redes sociais, em que é possível precisar, perguntar e receber a resposta. Funcionam as nossas secções consulares e consulados em todo o mundo, em que é também possível precisar alguma coisa, perguntar, etc. 

Destaque-se que o sistema de preparação de vistos electrônicos continua a ganhar perfeição.  Faz-se isso no interesse de assegur o regime mais cômodo da entrada de cidadãos estrangeiros na Rússia e de minimisar o número de incidentes ligados a erros de preenchimento das declarações para a sua emissão levando em conta as teses da legislação russa sobre a ordem da entrada e da saída do nosso país. 

Estamos sistematicamente em contacto com os departamentos, ministérios e organizações que respondem, se ocupam e têm a responsabilidae por este vector. O sistem está a perfeiçoar-se. Analisamos um grande volume de dados e tentamos operacionalmente a resolver os problemas ou questiões que, infelizmente, são provocadas pelas circustãncias que acabo de referir pormenorisadamente


 
 Actos de vandalismo em lugares do enterramento de soldados soviéticos na República Checa


 
 Não podemos reagir a actos de vandalismo em enterramentos de soldados do Exército Vermelho em alguns Estados europeus, embora esta informação seja sobretudo inoportuna, estranha e brutal neste museu na terra de Volgogrado (obs. – Museu-panorama da Batalha de Stalinegrado). 

Condenamos decididamente os actos indignos, cometidos recentemente em Ostrava e Brno, regiões checas onde as pessoas veneram tradicionalmente a memória dos nossos soldados do Exército Vemelho que  em conjunto com seus irmãos de armas do 1º Corpo Checoeslovaco de Exército deram as suas vidas pela libertação do seu país dos nazis. 

Destaque-se que os representantes das autoridades locais reagiram operacionalmente a estes actos ilegítimos, dando-lhes a correspondente avaliação histórico-jurídica. Os monumentos prejudicados estão a ser recuperados. Esperamos que sejam tomadas todas as medidas necessárias para não admitir os semelhantes actos gritantes no futuro. 

Ao mesmo tempo cria-se a impressão de que tais actos de vandalos na Morávia-Silésia da República Checa não são casuais. Pelos vistos, algumas pessoas têm grande vontade de disseminar o “bacilo” de guerra contra monumentos, a qual se cria artificialmente, possivelmente, no território do país. 

 
 

Outros actos de vandalismo contra monumentos a soldados soviéticos na Estónia e Letónia

 
 

Provoca uma séria preocupação o escárnio da memória dos soldados sovieticos que libertaram inclusive os povos bálticos da ecravidade nazista, o qual continua na Estónia e Letónia. 

Na região estoniana de Läänemaa, sob o pretexto do alargamento do território de uma escola local, foi perpetrado um acto chocante pelo seu cinismo. Com a ajuda de máquinas de construção, foi derrotado inteiramente o enterramento dos soldados soviéticos que foram mortos nos tempos da Segunda Guerra Mundial. Aquilo que fascistas não conseguiram fazer, foi possível agora no centro da Europa para a chamada sociedade mundial civilizada que aceita um número enorme de memorandos, acordos e declarações em defesa dos direitos do homem e, como vemos hoje na prática, não tem nada a ver com estes direitos humanos. Em resultado destes actos bárbaros, está desconhecido o destino de restos mortais de 26 militares. 

Hoje estamos no ano de 2019. É a Europa. E não simplesmente a Europa, mas é a famigerada União Europeia que sem fim declara e aprova algo na área da memória histórica, dos direitos do Homem, da verdade, da democraia, etc. 

Na Letónia, num monumento a soldados libertadores de ocupantes fascistas no Parque da Vitória em Riga, os vandalos escreveram palavra “ocupantes”, que posteriormente foi tirada por voluntários de organizações locais de expressão russa.

Naturalmente, este acto é o resultado da linha de muitos anos de Riga e Tallin, orientada para falsificar a história e a luta contra a chamada “herança ocupacionista” da URSS. Hoje, o parlamento lituano está a examinar a questão sobre a “renomeação” do monumento em Riga e a colocação ao lado dele de uma tabela explicatória que reflita o “contexto histórico”. Náo é difícil de adivinhar como será a chamada “verdade” que os parlamentares estonianos gostariam de comunicar aos seus cidadãos. Destaque-se que os deputados, que estão detrás dessa iniciativa, perseguem a “tarefa de desmontar o monumento, se não for física, mas psicologicamente”. 

Insistimos numa investigação pormenorizada de actos de vandalismo na Letónia e na Estónia e na tomada de necessárias medidas para chamar os culpados à responsabilidade. As Embaixadas da Rússia em Tallin e Riga já enviaram as respectivas exigências às autoridades. 

A Estónia, como futuro membro não permanente co CS da ONU, tem especial responsbilidade pela observação das normas do direito internacional humanitário e, nomeadamente, das Convenções de Genebra de 1849 e do Protocolo Adicional de 1977, anexo a elas. Estes documentos dizem respeito à protecção das vítimas dos conflitos armados internacionais, mesmo depois do seu fim. Estas normas referem também as normas da atitude repeitável em relação aos enterramentos militares. 


  

Perseguição da agência internacional de informação “Rússia de hoje” nos países bálticos


Goataria de atrair atenção à discriminação aberta dos meios de comunicação social russos nos países bálticos, a qual começa a transformar-se na verdadeira perseguição com a utilização da calúnia, notícias falsas e da pressão económica e financeira.

Em 25 de Outubro, o portal electrónico lituano de notícias “Ekspertai” publicou o artigo “Swedbank” acusou a “Rússia de hoje” do branqueamento de dinheiro e do financiamento do terrorismo”. Este material é uma desinformação clássica – um título atraente e sem quaisquer provas, Em vez disso, é apenas uma menção de um cidadão lituano que teria recebido uma carta do banco sueco “Swedbank” com materiais denunciatórios. Apesar de o veículo de notícias  lituano não conseguir receber do próprio banco uma confirmação desta informação, tal não impediu a publicação do respetivo artigo que prejudicou directamente a imagem profissional da “Rússia de hoje”. 

Por outro lado, em 30 de Outubro, num artigo sobre a desvontade da Dinamarca de atender aos apelos da Letónia de não admitir a contrução do gasoduto Nord Stream-2, o portal voltou a publicar as mesmas insinuações contra a agência “Rússia de hoje” do seu anterior artigo. 

Ao mesmo tempo, o sueco “Swedbank”, um dos maiores bancos na Região Báltica, empreende nos ultimos tempos os passos para limitar a actividade da Comunicação russa nos países báçticos, proibindo as transferências monetárias aos seus funcionários, contra-agentes e parceiros. 

Não é uma coincidência, mas é uma manifestação patente da campanha de envergadura que se realiza nos países balticos e é voltada para limitar a actividade da Comunicação russa e para desacreditá-la aos olhos do amplo auditório. Não se trata simplesmente de padrões duplos que são contrários a certos esforços. Tal contradiz aos compromissos assumidos pelo Estado e, naturalmente, pela Comunicação social, de cumprir as orientações da OSCE e de outras instituições internacionais que prescrevem respeitar as normas da conduta informativa, do controlo da informação, da não admissão da desacredição premeditada e da publicação da desacreditação e das notícias falsas. Já temos falado reiteradas vezes que Riga aplica uma política de repressão contra os recursos mediáticos russos. Mas agora, paralelamente à expulsão de jornalistas e ao bloqueio de veículos de informação russo-falantes, são concentrados os esforços contra o sector financeiro e a Comunicação Social. 

Tal pratica é inadmissível por contrariar todas as normas internacionais que dizem respeito à liberdade da expressão. Esta é mais um tema para a conferência em Moscovo. 

 
 

Aberura do monumento restaurado a Fiodor Martens em São Petersburgo


 Nos rempos em que numa parte da Europa se luta contra monumentos, eles são demolidos e se praticam verdadeiros actos de vandalismo, na outra eles são postos, restaurados e inaugurados novamente. Em 23 de Outubro, no Cemitério Luterano “Volkovskoe” em São Petersburgo, teve lugar uma inauguração solene do monumeno restaurado a Fiodor Martens (1845-1909), diplomata e jurista russo.

O acontecimento ocorreu no dia dos 110 anos da morte do conhecido cientista e foi realizado com a ajuda da Representação do MNE da Rússia em São Petersburgo. Na actividade participaram os chefes dos Consulados Gerais da Hungria, República da Coreia, Espanha, Letónia, Lituánia, assim como um representante do MNE da Estónia. 

Fiodor Martens era um dos mais conhecidos especialistas do mundo no direito internacional. Este é um bom exemplo de que não dividimos a história na nossa e alheia. Não distanciamos aqueles que se sentem compartilhados com este processo ou com esta figura histórica. Não temos tais problemas. Várias normas jurídicas, na elaboração das quais Martens participou, continuam a manter força nos nossos dias. Martens foi um dos organizadores das conferências de paz de Haia de 1899 e de 1907, criadas pela iniciativa de Nikolau II e conhecidas como “Conferências de Paz”, que deram uma contribuição inapreciável para a formação do sistema contemporâneo do direito internacional.

Gostaria de chamar atenção dos menos iniciados à Ressalva de Martens (ela é bem conhecida por aqueles que se dedicam ao Direito Internacional). Procurem seus artigos, que são frequentes, por exemplo, na Internet. A Ressalva de Martens é até hoje uma pedra angular do direito humanitário internacional. A ressalva faz parte de uma série de convenções internacionais fundamentais, em particular da Convenção sobre leis e costumes da guerra terrestre de 1899, do Protocolo Adicional de 1977 às Convenções de Genebra de 1949 sobre a protecção das vítimas de guerra, da Convenção de 1980 sobre a proibição de alguns tipos de armas, que foi mencionada pelo Tribunal Internacional da ONU na segunga metade dos anos 90 do século XX. 

Falando brevemente, esta ressalva aponta que mesmo na altura em que uma ou outra tese não for prevista nos artigos do direito vigente, as partes devem, em condições de conflitos armados, orientar-se pelos princípios de humanismo, humanitarismo e bom senso. Lemre-se que a ressalva não foi proposta no fim do século passado, mas  no fim do século antepassado. Mas ela é progressiva mesmo nos nossos dias. 

 
 

Avanço da arte cinematográfica russa de hoje na República Checa


  

Entre 27 de Setembro e 20 de Outubro, decorreu na República Checa o Segundo Festival do Cinema Contemporâneo Russo “Novo Filme Russo”. A iniciadora da actividade, como no ano passado, foi a Embaixada da Rússia na República Checa. O festival foi organizado em conjunto com a agência informativa checa Essential Communication, com o apoio da Representação da Rossotrudnichestvo na República Checa. Segundo ano consecutivo, o festinal foi dirigido pelo Presidente da República Checa, Milos Zeman. 

O festival decorreu em cinco cidades checas. No programa da exposição cinematográfica foram incluídas mais de 40 filmes de ficção, documentários e de multiplicação, orientados para presentar em muitos planos a Rússia e a sua herança histórica e cultural. 

Um bloco independente do festival de 2019 foi o programa Viagem pela Rússia, no quadro do qual teve grande ressonância o encontro com o mundialmente conhecido viajante Fiodor Koniukhov e o seu colega; Leonid Kruglov, viajante, etnógrafo e realizador, membro da Sociedade Geográfica da Rússia. 

O Ministério da Cultura da República Checa apresentou uma iniciativa de organizar, no ambito dos festejos do 75º aniversário da vitória sobre o nazismo, em conjunto com a Rússia, a exposição de filmes soviético-russos e checoeslovaco-checos dedicados à Segunda Guerra Mundial. Tal iniciativa foi apresentada após a realização deste festival. 


  

Organisação do acto internacional de elucidação “Ditado Geográfico” em 2019

 
 

Em 27 de Outubro na Rússia e no estrangeiro foi realizada uma acção internacionacional de elucidação “Ditado Geográfico”. 

A iniciativa, organizada pela proposta do Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, está a ser realizada anualmente a partir de 2015 pela Sociedade Geográfica da Rússia, com o apoio da Rossotrudnichestvo e da sua representação no estrangeiro, com o fim de popularizar os conhecimentos geográficos e elevar o interesse em relação à geografia da Rússia. 

Em 2017, a acção tornou-se internacional, reunindo no seu espaço não apenas compatriotas russos, residentes no estrangeiro, mas também estrangeiros de todo o mundo. No ano passado, o ditado foi escrito em 97 Estados. Os líderes pela quantidade de locais estrangeiros foram a China e a República da Belarus. 

Em 2019, as perguntas do Ditado foram propostas não apenas em russo, mas também em inglês.

Em 4 anos da relização do Ditado, mais de 900 mil pessoas tornaram-se seus participantes. 

 
 

IXº Fórum Internacional “Arctico: Presente e Futuro”


  

Entre 5 e 7 de Dezembro, terá lugar em São Peretsburgo o IXº Fórum Internacional “Árctico Presente e Futuro”, organizado anualmente pela Associção de investigadores polares”, dirigida por F.Chilingarov, representante especial do Presidente da Federação Russa para a cooperação internacional no Árctico e no Antárctico. 

O fórum recomendou-se como um espaço prestigioso de discussão de actuais problemas do desenvolvimento do Árctico. Espera-se a participação no evento dos representantes de mais de 20 países estrangeiros.

No quadro do programa de dois dias, estão previstas mais de 30 actividades empresariais de diferentes orientações temáticas, inclusive a realização do potencial de recursos do Àrctico, transportes, comunicação, inovações e tecnologias, ecologia, ciência, educação, preparação de quadros, cooperação internacional, segurança no Árctico, mecanismois de desenvolvimento económico da região, apoio dos povos autóctones.

Durante o fórum, será desdobrada uma exposição, em que está previsto apresentar projectos prometedores na área do desenvolvimento sócio-económico do Árctico e respectivas tecnologias. 


  

Enrada em serviço so site oficial do MNE da Rússia em português


  

Agora, literalmente em estes minutos, no regime de on-line de Volgogrado, estamos a lançar ao ar uma página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia na língua portuguesa. O site oficial do MNE da Rússia está a trabalhar activamente, este á um portal verdadeiro. Continuamos a trabalhar para alargar a publicação e ampliar a acessibilidade da informação no site. Desde este momento, todos os desejados podem seguir a actividade do Ministério, a política externa russa, a nossa participação em assuntos internacionais em português.

Posso entreabrir o secreto: esta foi a iniciativa da Embaixada da Rússia em Portugal, nomeadamente do Embaixador da Rússia em Portugal, Mikhail Kamynin, que dirigia o Departamento de Informação e Imprensa e era um partidário activo da nossa política informativa, da popularização da informação sobre a política externa russa. Foi a sua iniciativa que não simplesmente apoiámos, mas também realizámos.

Consideramos isso como a possibilidade de fazer avançar a posição da Rússia em todo o espectro das relações internacionais no meio informativo da língua portuguesa e o seguinte desenvolvimento da diplomacia digital. 

Consideramos esta orientação da nossa política externa muito importante e esperamos que a abertura da versão portuguesa do nosso site desempenhe um papel positivo no seu desenvolvimento. 

Destaque-se que o nosso site já funciona em sete línguas estrangeiras: inglês, alemão, francês, espanhol, chinês, árabe e agora em português.


 

Respostas a perguntas


  

Pergunta: Como a Sra pode comentar a declaração da Comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanas, Dunja Mijatović, em que ela critica a política da Ucrània e Letónia em relação à população de expressão russa? 

Resposta: Foi dada atenção ao comentário de Dunja Mijatovic, publicado em 29 de Outubro na sua página na Internet, com um título que diz por si mesmo: “Políticas linguísticas devem considerar a variedade, proteger os direitos das minorias e reduzir a tensão na sociedade”. 

O comentário aborda justificadamente o tema da perseguição sistemática das minorias linguísticas na Ucrânia e Letónia, do que falamos no decorrer de muitos anos. A política aplicada por Kiev e Riga tem um carácter francamente discriminatório. Ela contaria não apenas os princípios fundamenteis do direito internacional, mas também os compromissos que aqueles países assumiram no quadro das convenções do Conselho da Europa, ratificadas por eles mesmos, inclusive a Carta Europeia de línguas regionais ou de línguas das minorias. 

Neste material, a Comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos foi obrigada a expressar mais uma vez a preocupação devido à lei “Sobre a garantia do funcionamento da língua ucraniana”, aprovada precipitadamente por Kiev sem qualquer discussão pública, que teve, falando brandamente, abertas consequências negativas para as numerosas minorias lunguísticas, residentes na Ucrânia. Mas só aqueles que não têm a menor ideia da história ou da geografia, podem qualificar a população de expressão russa residente na Ucrânia como “minoria”. 

Chamámos reiteradas vezes a opinião da comunidade mundial para os verdadeiros motivos dos autores desta lei, que consistem na ucranização total e forçada, aplicada pelos métodos que contrariam os compromissos da Ucrânia em relação ao direito internacional, e também para a sua não-correspondência às normas jurídicas internacionais, em geral, à Constituição da Ucrânia e aos acordos de Minsk, em que está fixado claramente o direito à autodeterminação linguística. Contudo, só a “preocupação” não será suficiente aqui. Esperamos que a futura conclusão da Comissão do Conselho da Europa de Veneza tenha avaliações jurídicas adequadas desta lei. 

Infelizmente, são fundamentados também os receios de que Riga aspira a transformar o letão na única língua de ensino nas escolas estatais e de que a reforma do sistema do ensino, realizada em 2018 na Letónia, está a destruir o sistema de estudo bilíngue. Destaque-se que este sistema e a possibilidade de utilizar dois idiomas por pessoas de duas gerações não prejudicaram nem a Letónia, nem a região. São com certeza outras causas que provocam problemas na região. Este sistema enriqueza a população, proporciona a pessoas uma possibilidade adicional de realizar as suas potencialidades, de melhorar a sua situação por não ter barreiras e fronteiras linguísticas. Não se compreende absolutamente como isso se transformou de repente num problema. 

Estamos convencidos de que este tema deve estar em foco de atenção das respectivas estruturas.

Destacamos que não apenas nós, mas também a Comissária, estamos preocupados pelos passos empreendidos pela Ucrânia e a Letónia para criar as condições especiais do ensino das línguas nos países da União Europeia em prejuízo dos direitos de outras minorias linguísticas. Penso que o problema principal consiste em que as pessoas não são ouvidas. Sem dúvida, há direito, há convenções, há política, mas também há pessoas vivas. Quando se fala da democracia, do movimento de alcançar ainda maior democratização (no caso da Ucrânia, de alcançar simplesmente algo ligado à democracia), é necessário não esquecer sempre que a palavra “democracia” significa “poder do povo”, representação da vontade do povo. Mas aqui resulta que as pessoas, que não dizem respeito à minoria, mas são homens activos desde pontos de vista de todos os ramos da vida – da cultura, economia, finanças – não são ouvidas simplesmente. Ao mesmo tempo, os altos políticos, que durante todos estes anos apelavam espumando de raiva à ucranização forçada, não se recusavam a falar numa língua cômoda para eles. Penso que todos estão a lembrar perfeitamente de uma reunião do Governo em 2014, em que foram presentes pessoas de todo o mundo, que falavam línguas que consideraram cômodas. Por outras palavras, os memdros do Governo podem falar em reuniões em quaisquer idiomas, com tradutores ou sem eles, independentemente do facto de forem compreendidos ou não. Mas as pessoas que foram criadas no quadro de um sistema bilíngue, na altura em que o russo foi uma língua estatal, que deram à Ucrânia grandes obras literárias, elas não têm quaisquer direitos, mesmo o direito de serem ouvidas.

Deste modo, torna-se cada vez mais grave a política das autoridades ucranianas de dividir a população em pessoas de “primeira” e de “segunda” sorte. No fundo, as pessoas de expressão russa são submetidas a uma dupla discriminação. 

Ao mesmo tempo, é difícil de concordar com algumas afirmações de Dunja Mijatovic, em que os habitantes de expressão russa da Ucrània ou Letóvia se inscrevem numa categrgoria de “minoria linguística”. Os portadores da língua russa, que em primeiro lugar, são prejudicados pela política de discriminação, constituem uma parte considerável, formadora estatal, da população daqueles países. 

Pergunta: A Sra. mencionou o facto de demolição e de profanação de monumentos nos países da Europa. Nós, em Volgogrado, fixamos o crescimento da actividade dinâmica do lado, em primeiro lugar, de organizações sociais alemães que nos últimos tempos avançam, na nossa opinião, iniciativas duvidosas. Propõem, em particular, instalar um busto de F.Strauss, que depois da Segunda Guerra Mundial ocupava o posto de Ministro da Defesa da RFA, mas mos tempos da Batalha de Stalingrado combatia como artilheiro. Também foi proposto organizar no cemitério memorial “Rossochki” uma exposição sobre a biografia do merechal de campo F.Paulus. A cidade de Volgogrado é visitada por embaixadores romenos que afirmam reenterrar os seus heróis. Que posição acupa o MNE sobre esta questão? Como devemos reagir a tais iniciativas de organizações sociais?

Resposta: Todas as personalidades sociais de outros países, que viajam ao território da Federação Russa, devem lembrar-se de que aqui há também as nossas personalidades sociais. É necessário dar a priodidade à opinião consolidadada de pessaos que vivem nas cidades e regiões do nosso país. É sem dúvida uma questão de peritos. Mas ninguém, mesmo os peritos merecidos estrangeiros, não pode tornar-se principal nas questões de estabelecimento de monumentos, de introdução, de aditamentos ou de alteração de exposições. Podemos, naturalmente, considerar a sua opinião como propostas, mas a decisão, sem dúvida, é do nosso país, dos habitantes das nossas cidades e regiões. Durante a tomada dessas decisões não pode ser considerada como base apenas a opinião das pessoas residentes na região ou a opinião das autoridades, sendo muito importante consolidar as opiniões das personalidades públicas, historiadores que podem compor uma conclusão de peritagem, apresentar ou encontrar os respectivos documentos. Muito frequentemente tornamos testemunhas de discussões sociais muito amplas de grande ressonância, que se encontram distanciadas de realidades históricas. 

Há por toda a parte plataformas para discussões – são conselhos públicos, institutos de pesquisas científicas, museus-exposições, escolas superiores, estabelecimentos académicos, onde se realizam conferências especiais, no âmbito das quais é necessário resolver tais questões. 

Penso que nomeadamente o nosso país tem bons exemplos, quando, na condição do absoluto respeito da memória histórica em relação às próprias realidades históricas e, tanto mais, aos heróis, mantem-se o respeito da memória e das simples pessoas que se tornaram vítimas de guerras. Volgogrado é um dos exemplos mais brilhantes disso.

Pergunta: Nos últimos anos, a Região de Volgogrado procura reservar-se o estatuto do centro da diplomacia popular e pública. Que, a olhar da Sra., resultados temos? Quanto o MNE da Rússia está disposto a ajudar-nos nestes trabalhos? Qual é a opinião pessoal da Sra., que impressões tem sobre a nossa cidade? A Sra. esteve aqui várias vezes e, talvez, notou as mudanças que decorreram na nossa cidade?

Resposta: Se permitem, começo pela segunda parte da Sua pergunta. Claro que notei mudanças. Têm nuito boas estradas. Isso não pode passar despercebido para a pessoa que visita a vossa cidade. É agadável. Diria que é céu e terra, mas a diferença está entre a terra e a terra. 

Infelizmente, não consegui ver algo mais por enquanto, não porque não notei, mas porque do aeroporto cheguei ao briefing. Mas quando o briefing terminar e eu paricipar no fórum, haverá algumas horas para ver a cidade. 

Posso dizer que nos tempos da minha primeira viagem a Volgogrado fiquei impressionada com o Mamaev Kurgan. Claro que desde os anos escolares recordo-me de fotos de manuais, de álbuns. Essas imagens estão sempre na minha memória. Mas a envergadura feriu-me no coração. Não esperei ver isso. Conto aos meus amigos, e não apenas aos estrangeiros, mas também aos russos, o que isso significa. Estive aqui na Primavera, em Maio, quando já houve flores, mas fiquei impressionda com que esta obra de envergadura fantástica que retem suspiro foi erguida logo depois da guerra, no momento em que a cidade ainda sangrava, quado os ferimentos ainda sangavam, mas o monumento já esteve criado. Quando se compreende que o monumento de tal envergadura foi erguido praticamente logo depois do fim da gerra, as emoções invadem. 

Espero que hoje ainda tenha mais impressões sobre a cidade. Sobre aquilo que foi feito aqui. Ouvi dizer muito e agora gostaria de ver com os minhos próprios olhos. 

Foi dito que a cidade se transforma num dos centros da diplomacia popular e isso, a meu ver, é formidável. Isso é interessante para a própria cidade e para os convidados estrangeiros que chegam ao centro da Rússia, conhecem perfeitamente Moscovo, São Petersburgo, mas há vontade que eles viajam ao centro e vejam também outras cidades que têm especial imporância para a história da formação do nosso povo, do nosso Estado. E, do nosso lado, vamos ajudar vocês nisso.

Pergunta: Grigori Karassin abandonou recentemente o seu cargo no MNE da Rússia e passou a ser um membro do Conselho da Federação. Qual neste contexto o diálogo russo-georgiano no formato “G.Karassin – Z.Abachidze”?

Resposta: Este mecanismo informal de diálogo foi lançado em 2012. Durante todos este sete anos, os encontros não oficiais de G.Karassin em Praga com o representante especial do Primeiro-Ministro da Geórgia para as relações com a Rússia, Z.Abachidze, tiveram muito importante papel para o avanço da normalização das relações bilaterais. Como o Sr. sabe, as relações diplomáticas oficiais entre Moscovo e Tbilissi foram anuladas, mas ao mesmo tempo são realizados contactos humanitários e económicos, as pessoas viajam e querem viajar mais umas a outras. 

Por encargo da direcção da Rússia, Grigori Karassin continuará a participar nos trabalhos desse formato. O mais um encontro em Praga, o 23º, está marcado aproximadamente para o fim de Novembro. Os permenores serão comunicados adicionalmente.

Pergunta: A Sra. é uma das diplomatas “abertas” em redes sociais. Como a Sra. condidera o papel das redes sociais no desenvolvimento da diplomacia, em geral, e da dipomacia russa, em paricular?

Resposta: Disse corectamente: “sou uma das”. Temos muitos diplomatas, inclusive a direcção do Ministério, trata-se sobretudo dos nossos Embaixadores, cônsulos-gerais, representantes permanentes. Muitas pessoas prestam especial atenção a este sector, abrindo páginas pessoais ou mantendo ou dando um certo impulso ao desenvolvimento dessa área através de contas oficiais de estabelecimentos estrangeiros. 

Dedicamo-mos a isso desde 2011, já temos acumulado uma grande experiéncia. Há uma rede ramificada dos nossos akkauntes nos principais redes sociais – ocidentais, orientais, asiáticas e, naturalmente, nacionais. Temos um sisitema e um mecanismo. Tudo isso evoluiu até na formação da correspondente secção do Sistema da Diplomacia Digital. Não e a nossa inovação de vanguarda. Neste caso, estudámos a experiência, a introduzimos e a desenvolvemos. Penso que é uma orientação muito importante, porque se existe um meio digital que une todos profissionais, a opinião pública, os veículos de informação, se propõe-se um diálogo, se é um modo de transporte do conteudo, da troca de opiniões, da discussão, da utilização de novas tecnologias; devemos estar e estamos ali.

Estamos agora no regime de on-line e não apenas graças a potencialidades televisivas, mas também aproveitando novas formas de transporte do “kontent”, estamos agora em redes sociais, etão em contacto com eles. Agora estamos em regime de on-line na rede de Facebook. Saudo a todos que estão connosco. 

Expomos o nosso conteúdo digital não apenas em Facebook, mas também em outras redes sociais, publicando vídeo, textos e destacando as teses orincipais, etc. 

Para nós é uma orientação muito importante que permite, primeiro, envolver um auditório mais amplo, segundo, atingir directamente a opinião pública, passando além dos meios de comunicação, ser compreensível, realizar um diálogo directo, e, terceiro, fazê-lo muito mais depressa (se há tais potencialidades tecnológicas). 

Lembro-me de como antes, durante as visitas do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, ao estrangeiro foi assegurado o seu acompanhamento informativo, tivemos problemas de como enviar um fax com um comunicado de imprensa, um comentário, um relatório para a Comunicação Social, sem falar da transmissão de files de som ou de vídeo. Hoje, realizámos em regume de on-line conferências de imprensa e briefings.

Temos hoje uma boa oportunidade de visitar Volgogrado. Mas se Existir uma actividade que não posso assistir fisicamente (duração de voos ou coincidêmcia de vários encontros), utilizámos o regime de on-line. Tal não depende da geografia (visito também cidades afastadas). Acontece simplesmente que estamos em on-line na região de Moscovo, porque consideramos que será mais depressa e que teremos tempo para visitar outra actividade. No nosso Cenro de Imprensa organizamos em regime de on-line várias actividades que são iguais pela tensão de debates e paixões (tudo acontece). Nós praticamos isso. Esta é uma orientação importante e necessária.

Espero quando o mundo avançar mais, porque esta esfera está muito bem desenvolvida. O que nos espera? Agora todos dedicam-se ao “5G”. Com certeza, haverá outras novas formas de desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação, de potencialidades e de ritmos. Por isso é muito importante de desenvolver e de aproveitá-las ao máximo.

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