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Declaração à imprensa do Ministro Serguei Lavrov sobre resultados da visita à Arménia, Yerevan, 21 de novembro de 2020

2025-21-11-2020

Boa tarde,

Terminamos a visita da delegação interministerial russa a Yerevan, em cumprimento do acordo firmado entre o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Primeiro-Ministro da Arménia, Nikol Pashinyan. Foi previsto exame de um espectro completo das nossas relações. A delegação da Federação da Rússia integra os dois Vice-Primeiros-Ministros: Aleksandr Novak e Aleksei Overtchuk, o Ministro da Saúde, Mikhail Murashko, a chefe do Serviço Federal de Vigilância na Área da Proteção dos Direitos do Consumidor e do Bem-Estar Humano (Rospotrebnadzor), Anna Popova; o dirigente do Ministério dos Caminhos de Ferro, Oleg Belozerov, o Vice-Ministro das Finanças, Timur Maksimov. Simultaneamente, reuniram-se com as autoridades da Arménia o Ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, e o Ministro das Situações de Emergência da Rússia, Evgueny Zinitchev.

As negociações que realizámos foram realmente abrangentes em termos das áreas de aplicação dos esforços das entidades representadas. A atenção principal foi prestada às tarefas relacionadas com as garantias do cumprimento correto e completo da Declaração conjunta dos líderes da Rússia, da Arménia e do Azerbaijão de 9 de novembro do ano corrente sobre o fim das hostilidades em torno de Nagorno-Karabakh, sobre a operação de paz e sobre o auxílio humanitário à população civil.

Foi reconhecido por todos que a Declaração é uma via sem alternativa para solucionar a atual situação que, há algumas semanas, passou a ser extremamente grave. Sublinhou-se, por unanimidade, que as tentativas de pôr esta Declaração em causa, não somente dentro do país, mas também no estrangeiro, são inaceitáveis.

Confirmámos a nossa firme disponibilidade de fazer tudo para que esta Declaração continue a funcionar. Os dirigentes arménios: o Primeiro-Ministro, Nikol Pashinyan, e o Presidente, Armen Sarkissian, com os quais também nos reunimos, sublinharam que isso ajudou a resolver problemas gravíssimos e a salvar vidas humanas. Eles estão totalmente a favor de que este acordo não deixe de ser cumprido.

No decurso das negociações, um elevado apreço foi dado ao trabalho dos pacificadores russos e ao Decreto do Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, sobre a criação do Centro Interministerial de Intervenção Humanitária, que já está a começar a funcionar.

Falámos dos assuntos bilaterais atuais, inclusive dos planos de realizar (quando terminarem as restrições impostas em função da infeção pelo coronavírus) a 20a sessão da Comissão Intergovernamental de Cooperação Comercial e Económica, do Fórum Inter-regional da Rússia e da Arménia e outros eventos, inclusive abrangendo os parlamentos e as entidades concretas.

Uma atenção especial foi dispensada à necessidade de mobilizar a assistência internacional para fazer cumprir o acordo de 9 de novembro do ano corrente. Está a trabalhar ativamente nesta área o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Estamos interessados em que também as organizações do sistema da ONU manifestem iniciativa neste sentido. Recebemos uma mensagem a este respeito por parte do Secretário Geral da ONU, António Guterres. Há também mensagens nessa vertente da parte do Alto Comissário da ONU para os Refugiados, do representante do Programa Alimentar Mundial da ONU. Trabalhamos também com a UNICEF, com o Programa da ONU para o Desenvolvimento e, claro, com a UNESCO. Ontem eu discuti em pormenor com a Diretora Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, a necessidade de esta Organização assumir mais iniciativa, oferecendo os seus serviços para preservar o património cultural, civilizacional, religioso de Nagorno-Karabakh e nas zonas circunvizinhas.   Tal seria uma contribuição muito importante na causa da reconciliação interconfessional, interétnica e na concórdia que deve ser alcançada nesta região antiga. Esperamos que a UNESCO mostre neste caso um interesse maior do que foi no caso de preservação dos monumentos culturais na Síria, antes de tudo, em Aleppo e em Palmira, onde, francamente dito, os nossos amigos da UNESCO não eram muito ativos.

Para terminar, sublinharei que as autoridades arménias confirmaram o desejo de desenvolver, de aprofundar as relações de aliança com a Federação da Rússia. Vemos esta visita como uma confirmação do apoio, já manifestado muitas vezes pelo Presidente Vladimir Putin, dos esforços tomados na Arménia no intuito de garantir a estabilidade na sociedade, e da política realizada pelas autoridades arménias – pelo Primeiro-Ministro e pelo Presidente – de defesa da Declaração de 9 de novembro deste ano, que permitiu parar o derramamento do sangue e passar para a solução pacífica do conflito no Alto Carabaque.


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