Dados gerais
RELAÇÕES ENTRE RÚSSIA E GUINÉ-BISSAU
As relações diplomáticas entre a URSS e a República da Guiné-Bissau (RGB) datam desde 6 de Outubro de 1973. Em Junho de 1998, devido ao conflito armafo interno na Guiné-Bissau, a Embaixada da Rússia suspendeu provisoriamente os seus trabalhos. A atividade da representação diplomática foi renovada em 2001.
A base contratual jurídica conta com 11 acordos, inclusive 9 intergovernamentais e 2 interdepartamentais. A maioria dos documentos bilaterais foi celebrada no período soviético: sobre a cooperação económica e técnica, a cooperação cultural e científica, a comunicação aérea, a navegação comercial maritima (1975), sobre a equivalência dos documentos de ensino, de graus e títulos científicos (1979), a cooperação no ramo da comunicação postal e elétrica (1983) e outros.
As relações contemporâneas russo-guineenses estão de fato na etapa de edificação, inclusive devido a pertúrbios políticos internos na Guiné-Bissau, originados pelo golpe miltar em 2012. A atual direção do país manifesta-se disposta ao diálogo substancial com a Rússia sobre todas as questões de interesse recíproco.
A Guiné-Bissau absteve-se durante a votação do projeto de resolução sobre a intergridade territorial da Ucrânia em 2012. Nas sessões 71ª e 72ª da Assembleia Geral da ONU, os representantes do país tornaram-se có-autores do projeto de resolução russa “Luta contra a heroização do nazismo, o neonazismo e outros tipos da pratica que contribuem para a escalada de formas contemporâneas do racismo, discriminação racial, xenofobia e, como resultado, da crescente intolerância”, na 73ª sessão, eles votaram a favor sem a có-autoria. Os parceiros da Guiné-Bissau abstiveram-se durante a votação das resoluções “Situação no ramo dos direitos humanos na República Árabe da Síria” nas sessões 71-73 da Assembleia Geral da ONU. Durante a 73ª sessão, não estivarm presentes no âmbito da votação da resolução “Situação no ramo dos direitos humanos na República Autônoma da Criméia e na cidade de Sevastopol (Ucrânia)”. Abstiveram-se a votar no quadro das duas sessões precedentes da Assemblia Geral da ONU.
A Guiné-Bissau apoiou a candidatura da Rússia na composção do ECOSOS para o período de 2017-2019, no ICAO, no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e de São Petersburgo como amfitrião da 23ª sessão da Assembleia Geral da Organização Mundial de Turismo. Regra geral, o país apoiava canditados russos apresentados para diversos oranismos do sistena da ONU e de organizações internacionais (R.Kolodkin, I.Glumov, A.Prokopchuk, B.Tuzmukhamedov).
A delegação bissau-guineense, dirigida pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular (parlamento), C.Cassamá, participou na 137ª Assembleia da União Interparlamentar (entre 14 e 18 de Outubro de 2017, em São Petersburgo). Durante a atividade, decorreu um encontro entre S.Cassama e o Vice-Presidente do Conselho da Federação da Assembleia Federal da Federação da Rússia, I.Umakhanov, no quadro do qual foram alcançados entendimentos sobre a dinamização da interação bilateral pela linha interparlamentar, assim como no aproveitamento do subsolo e na pesca.
Em Abril de 2015, a ministra da Justuça da RGB, C.Pires, participou na segunda Conferência Ministerial Anti-Droga de Moscou, no quadro do qual foi assinado entre o Serviço Federal de Controlo de Drogas da Rússia e a Guiné-Bissau o Acordo de Cooperação na Luta contra o Narcotráfico Ilegal, Transporte ilegal de Substâncias Psicotrópicas e seus Precursores e celebrado um documento interdepartamental atualizado sobre a cooperação entre o Ministério do Interior da Rússia e o Ministério da Justiça da Guiné-Bissau na esfera da contraposição à ameaça da droga para 2018-2020.
As relações comercial-económicas entre os dois países desenvolvem-se fracamente. Segundo os dados do Serviço Federal Alfandegário da Rússia, o volume do intercâmbio comercial entre a Rússia e a RGB em 2018 foi nulo (76 mil dólares norte-americanos em 2017). Nos anos passados, o intercâmbio assentava nas exportações russas de artigos da indústria química e de caucho (67%). Certas perspetivas existem na prospeção e exploração de reservas de matérias-primas minerais, pesca, energia e construção civil.
Em Setembro de 2013, a companhia “Poto SA” (filial do grupo russo de companhias “GeoProMaining”) assinou um contrato com o Governo da República da Guiné-Bissau de extração industrial e de trasformação de arreias com o teor de titânio na jazida “Varela”, no noroeste do país. Com o Ministério da Energia da RGB foi assinado um Memorando de Intenções sobre a possível participação da “GeoProMaining” na gestão e na modernização da única no país terminal de petróleo e no fornecimento de produtos petrolíferos para a RGB e outros países da Áfica ocidental. A realização destes projetos dificulta-se pela situação política interna complexa na RGB. O prazo de vigência da licença da “Poto SA” expirou em Dezembro de 2018 e hoje em dia o projeto está de fato congelado. Atualmente, os investidores estão em espera em relação ao curso económico do novo Primeiro-Ministro e do Governo, para a tomada de futuras decisões sem excluir a probabilidade de reconcessão dos seus direitos para a jazida em questão.
A empresa “GB Minerals” (pacote de controlo de ações pertence ao fundo investionário russo “Aterra capital” que é propriedade da SA “Severstal”) participa na exploração da jazida de fosfatos “Farim”, cujas reservas se avaliam em 105,6 milhões de toneladas. Desde 2012, os investimentos russos constituem cerca de 36 milhões de dólares dos EUA.
Em 2001, foram assinados o acordo de pesca e o protocolo de condições de reinício da pesca por navios pescadores russos na zona eclusiva económica da RGB. Em Abril de 2011, foi celebrado o Acordo entre o Governo da Federação da Rússia e o Governo da Guiné Bissau sobre a cooperação na área da indústria pesqueira. No quadro deste documento, em Janeiro de 2013, o navio científico russo “Atlantida” efetuou pesquisas oceánicas e fez avaliações de reservas pelágicas na zona exclusiva económica. Além disso, em Abril de 2013, dois representantes da Direção-Geral do Centro de Pesquisas Aplicadas da Indústria Pesqueira da RGB fizeran estágio na Rússia.
Entre 2 e 4 de Dezembro, em Moscou, teve lugar a priemeira reunião da Comissão Rússia – Guiné-Bissau da Pesca, sobre os resultados da qual foi assinado um protocolo de interação nas esferas investionária, de ciência e investigação, humanitária e outras, assim como sobre as condissões de pesca de navios russos na zona exclusiva económica da Guiné-Bissau.
Em Janeiro de 2017, devido à expiração do prazo de vigência do Protocolo ao Acordo (Novembro de 2016), a pesca de navios de grande tonelagem russos na zona económica exclusiva económica da Guiné-Bissau foi suspensa. Uma delegação da Guiné-Bissau visitou o primeiro Fórum Internacional da Indústria de Pesca, decorrido em São Petersburgo a 16 de Setembro de 2017. Entre 26 e 30 de Setembro de 2017, teve lugar uma visita de trabalho de M.Tarassov, representante da Rosrybolovstvo (Agência de Pesca da Rússia) no Senegal (acreditado na RGB por acumulação). Em Dezembro de 2017, com base nos resultados das conversações em Dakar da delegação da RGB com a Associação de Pescadores Nacionais que efetuam a pesca no litoral ocidental da África, a parte da RGB confirmou a disposição para reiniciar a cooperação bilateral na área da pesca e para realizar a 2ª sessão da Comissão Rússia – Guiné-Bissau da Pesca.
Está a ser desenvolvida a cooperação no ramo da educação. Em Novembro de 2016, a Universidade A.Cabral e o Instituto Agrário-Técnico da Universidade de Amizade dos Povos da Rússia assinaram o Memorando de Cooperação. No ano lectivo de 2018/2019, são concedidas 50 bolsas de estudo para o estudo de estudantes da RGB na Rússia. Existe uma associação de finalistas de escolas superiores soviéticas e russas como o nome de Soyuz (união). Mais de 50 jovens da RGB estudam o russo no Centro de Ensino e Propagação da Língua e Cultura da Russia “Alexandr Pushkin”, criado em 2008 por iniciativa de estudantes da Universidade de Amizade dos Povos.
Embaixador da Rússia na Guiné-Bissau – A.Egorov (cartas credenciais entregou à Federação da Rússia em 21.04.2016).
Embaixador da Guiné-Bissau na Rússia - Seko Intchasso (cartas credenciais entregou a 07.12.2011).
Situação geográfica. A República da Guiné-Bissau (RGB) é um país da Àfruca Noroeste que faz fronteira com o Senegal ao norte, a República da Guiné ao norte e ao leste e com o Oceano Atlântico a oeste. Além da parte continental inclui a ilha de Bolama e o arquipélago de Bijagós.
Território. A superfície constui 36,1 mil quilómetros quadrados.
População. No país vive 1,77 milhões de pessoas.
Capital – cidade de Bissau com a população de 388 mil pessoas.
Estrutura estatal e administrativo-territorial.
Pela forma de governo, é uma república presidencial. O chefe de Estado é o Presidente eleito para cinco anos.
O poder legislativo, a unicameral Assembleia Nacional Popular (ANP) é a instituição máxima e é composta por 102 deputados que são eleitos para um mandato de quatro anos. O Presidente da ANP é Cipriano Cassamá (reeleito em 18.04.2019).
Pela estrutura administrativo-territorial é um Estado unitário dividido em 8 regiões.
Composição da máxima dirigência do país.
O Presidente – José Mário Vaz (tomou posse em 23 de Maio de 2014).
O Primeiro-Ministro – Aristides Gomes (desde 3 de Julho de 2019).
O Ministro das Relações Exteriores, da Cooperação Internacional e das Comunidades – S.Carla Barbosa (desde 3 de Julho de 2019).
Na RGB são registados oficialmente 38 partidos políticos.
Religião. Até 50% da população são animistas, cerca de 45% - muçulmanos, 5-7% - cristãos católicos.
Língua oficial – o português. Cerca de 80% da população fala kriol, uma língua de comunicação diária e interétnica.
Festa nacional – 24 de Setembro de 1973 – Dia da Independência.
Unidade monetária – franco CFA (um dólar dos EUA equivale a 595 francos CFA, um euro – a 656 francos CFA).
Política interna.
O golpe de Estado provocado em 2012 por militares causou na RGB uma crise política duradoura. Apesar das eleções parlamentares e presidenciais em 2014 e a formação do novo poder executivo e legislativo, por força das contradições entre o Presidente José Mário Vaz e o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), no poder, o Governo do país foi dissolvido reiteradas vezes entre 2015 e 2018.
Conforme os entendimentos alcançados a 14 de Outubro de 2016 com a mediação do Presidente da Guiné, Alpha Condé, mandatário da ECOWAS (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), o Governo da RGB está a ser formado com base no consenso entre os partidos opoentes, por um lado, o PAIGC e o Partido da Convergência Democrática, o Partido para a Nova Democracia, a União para a Mudança e, por outro, o bloco pró-presidencial composto pelo Partido para a Renovação Social (PRS) e os dissidentes do PAIGC em conjunto com personalidades sociais destacadas (Grupo dos 15).
O tema da regularização da situação interna na RGB continua a figurar na agenda do dia do Conslho de Segurança da ONU. Por outro lado, a União da Europa, a União Africana e a ECOWAS contribuem também para desbloquear a crise.
A 10 de Março do ano em curso decorreram na RGB as parlamentares, cujos resultados foram reconhecidos pelos observadores internacionais legítimos da União Africana, ECOWAS, CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a OIC (Organização de Cooperação Islâmica). Em correpondência com os resultados oficiais, publicados a 21 de Março do ano em curso pela Comissão Eleitoral Central da RGB, venceu o Partido Africano para a independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reunindo 46,1% dos votos.
A 18 de Junho do ano em curso, o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, editou um decreto anunciando a data oficial das eleições presidenciais – 24 de Novembro de 2019.
Conforme as recomendações da 55ª Cimeira dos Chefes de Estado e Governo dos Membros da ECOWAS, decorrida a 29 de Junho do ano em curso em Abuja, o Presidente da RGB, José Mário Vaz, assinou a 3 de Julho do ano em curso um decreto sobre a formação do novo Governo do país.
A política interna não estável na Guiné-Bissau continua a influir negativamente em todas as esferas da vida da sociedade bissau-guineense: 70% da população vive abaixo da linha da pobreza (1,25 dólares dos EUA ao dia), 31% da população – em pobreza absoluta (menos de 1 dólar dos EUA ao dia), sente-se constantemente a falta de alimentação e artigos de primeira necessidade, cresce inalteravelmente a dívida externa.
Política externa. O curso da política externa do país visa em primeiro lugar ultrapassar o isolamento político e económico após a restituição dos órgãos constitucionais de poder.
As tarefas básica da nova direção são a normalização das relações com as principais potências mundiais, o alargamento e o aprofundamento da cooperação com os países-membos da ECOWAS e da CPLP. Face à crise financeiro-económica aguda, os esforços da diplomacia da RGB visam obter a ajuda multilateral da parte de organizações financeiras internacionais e países-doadores.
Situação sócio-económica e comércio externo.
Em 2017, o volume do PIB do país constituiu 1,458 mil milhões de dólares dos EUA (crescimento – cerca de 5,3%), a taxa inflacionária – 1,4%. A situação sócio-económica contitua a ser complexa: o nível de receitas é muito baixo (70% da população encontra-se abaixo da linha da pobreza – 1,25 dólares dos EUA ao dia), sente-se constantemente a falta de víveres e artigos de primeira necessidade, continua a ser alta a dívida externa (28% do PIB em 2017). O Orçamento de Estado forma-se em 80% à conta da ajuda financeira estrangeira.
A agricultura (cerca de 60% do PIB) assenta em primeiro lugar no cultivo da castanha de caju, sendo a base principal da economia na RGB. Em 2017, foram exportadas cerca de 180 mil toneladas de caju (90% das exportações do país). O contrabando de caju para o Senegal e outros países da região (aproximadamente 70 mil toneladas ao ano) não permite aumentar este índice de exportação. Um ramo-chave da economia da RGB é também a pesca. Até 30% das receitas do Orçamento de Estado formam-se da venda de licenças de pesca.
A indústria (13% do PIB) carateriza-se por empresas domésticas de tratamento primário de artigos agrícolas, pequenas fábricas de produção de materiais de construção e oficinas de reparação. Para além de peixes, a RGB é rica em florestas e outros recursos naturais. O pais tem reservas confirmadas de bauxitas, fosfatos, basalto, ilmenita. Na plataforma continental e na zona exclusiva económica são descobertos indícios de reservas de grande profundidade de petróleo e gás.
Nas importações predominam arroz, açúcar cristalizado, aceite vegetal, farinha, artigos de primeira necessidade, produtos petrolíferos. Entre os principais parceiros comerciais figuram Portugal, Índia, China, França, Senegal e Guiné.
As esferas mais problemáticas da economia bissau-guineense são a enegia e o abastecimento de água. O país entra na última dezena do ranking de Estados pela atração investionária, composto pelo Banco Mundial.
Em Fevereiro de 2014, no pano de fundo de aterações positivas na política interna do país, o FMI e o Banco Mundial anunciaram o reinício parcial da atividade no território da RGB. Em Março de 2015, os países-doadores decidiram conceder à Guiné-Bissau uma ajuda financeira de 1,5 mil milhões de dólares dos EUA. Entre eles figuram o Banco de Desenvolvimento da África Ocidental – 300 milhões de euros, o Banco Mundial – 250 milhões de dólares e a União da Europa – 160 milhões de euros. No país está a ser realizado o Programa de três anos (2015-2018) de créditos ampliados do FMI, o qual foi prorrogado até Julho de 2019.
O tipo principal dos transporte na RGB é o dos automóveis. Os caminhos de ferro não existem. As estradas extendem-se para 3,5 mil quilómetros, inclusive as etradas asfaltadas – para 750 quilómetros. O principal porto marítimo encontra-se na cidade de Bisau. Há um aeroporto internacional, também na cidade de Bissau (o próprio parque de avição não existe), e dois aeroportos de destino local.
Historicamente, as Forças Armadas ocupam um lugar de destaque na estrutura estatal da Guiné Bissau e desempenham um papel independente na vida política do país. As forças armadas da RGB contam com cerca de 4,5 mil soldados e oficiais. Em Novembro de 2012, na cidade de Bissau foi assinado um Memorando de compreensão mútua entre a RGB e a ECOWAS em relação à reforma do setor bissau-guineense da defesa e segurança, a qual deve ser realizada conforme o “roteiro” da ECOWAS/CPLP. Os meios canalizados para esta atividade rondam 63 milhões de dólares.
Saúde. Mais da metade da população fica pricada da ajuda médica elementar. Sente-se uma falta evidente de estabelecimentos de medicina, pessoal médico e de medicamentos. O nível de mortalidade na RGB, sobretudo infantil, é um dos mais altos no mundo (161 mortes para 1000 crianças de até 5 anos). A situação sanitário-epidemiológica continua complexa: são amplamente difundidas malária, tuberculosis, doenças intestinais, Sida.
Educação. Nos últimos cinco anos, a taxa de desafalbetização na RGB diminuiu de 80% para 51% da populção. Com o apoio da UNICEF, está a ser realizado um programa nacional de educação.
Meios de Comunicação Social. Estão em serviço a Agência de Notícias da Guiné, o canal televisivo nacional TGB. Ao nível do país trabalham a radioemissora estatal RDN, a emissora independente Bombolom-FM, a rádio privada Pidjikiti e cerca da dezena de pequenas emissoras regionais.
Estão a ser editados semanários impressos No Pintcha (edição governamental), Expresso Bissau, Gazeta de Notícias, Última Hora. A tiragem de cada periódico não supera mil exemplares.
Estabelecimentos estrangeiros do MRE da Rússia
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