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"EUA continuam presos nas suas ilusões, promovendo campanhas russofóbicas absurdas", disse porta-voz maria Zakharova durante o seu briefing semanal em Moscovo, 18 de março de 2021

517-18-03-2021


Ministro Serguei Lavrov presidirá à próxima reunião do Conselho Curador da Fundação Aleksandr Gorchakov


No dia 19 de março, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, presidirá à reunião do Conselho Curador da Fundação Aleksandr Gorchakov para a Diplomacia Pública. A reunião fará o balanço das atividades da organização em 2020 e aprovará as suas perspectiva para 2022.

A Fundação Gorchakov foi criada em 2010 em cumprimento do Despacho do Presidente da Federação da Rússia para apoiar a diplomacia pública, a participação de organizações sem fins lucrativos na cooperação internacional e a mobilização das instituições da sociedade civil para as atividades da política externa russa. 


Ministro Serguei Lavrov fará visitas à China e à República da Coreia


Entre os dias 22 e 25 de março, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, fará visitas de trabalho à China e à República da Coreia.

No dia 23, na cidade de Guilin, o Ministro Serguei Lavrov terá uma reunião com o seu homólogo chinês, Wang Yi, com quem pretende analisar o estado atual e as perspectiva das relações bilaterais face à celebração do 20º aniversário do Tratado de Boa-Vizinhança, Amizade e Cooperação entre a Federação da Rússia e a República Popular da China a acontecer este ano. 

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da China trocarão opiniões sobre uma vasta gama de questões da agenda internacional e passarão em revista a cooperação entre os dois países em fóruns multilaterais.

No dia 24 de março, em Seul, o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, participará na cerimónia de abertura do Ano de Intercâmbios Mútuos entre a Federação da Rússia e a República da Coreia. A cerimónia insere-se nas comemorações do 30º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países.

No dia 25 de março, em Seul, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, terá uma reunião com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Coreia, Chung Eui-yong. Entre os tópicos agendados para o encontro estão o desenvolvimento das relações bilaterais, a cooperação em áreas práticas, a situação na Península da Coreia, questões regionais e internacionais.

 

Crimeia comemora sete anos de reunificação com a Rússia


Antes de passar à agenda internacional global, gostaria de abordar a nossa agenda interna, que também tem uma dimensão internacional. Hoje celebramos uma data histórica muito importante, sem exageros: os sete anos da reunificação da Crimeia com a Rússia. No dia 18 de março de 2014, foi assinado o Tratado de Admissão da República da Crimeia à Federação da Rússia. Esta foi uma solução justa, tão longamente almejada, para os habitantes da Crimeia e para toda a população da Rússia.

No referendo realizado a 16 de março de 2014, os habitantes da Crimeia escolheram qual futuro queriam ter para a sua terra natal, para os seus filhos e para as suas gerações vindouras. A sua escolha exigiu-lhes muita coragem: lembramo-nos bem de como os "comboios de amizade", repletos de jovens nacionalistas armados, eram feitos seguir à Crimeia. Graças à dedicação e à responsabilidade do povo da Crimeia, a paz e a tranquilidade foram mantidas, enquanto os planos de transformar a península na "costa do Mar Negro dos Estados Unidos" não chegaram a realizar-se.

A isso seguiram-se numerosas tentativas das autoridades ucranianas de complicar, por todos os meios, a vida na Crimeia, de punir um povo inteiro pela sua decisão. Estas tentativas continuam a ser feitas (o desabastecimento de água na Crimeia é um exemplo eloquente disso) e estão a ser acompanhados por declarações falsas e hipócritas de Kiev sobre o quanto o governo ucraniano "se preocupa" com a situação do povo da Crimeia e o quanto aguardam pelo seu regresso "a casa".

Nos últimos anos, muita coisa foi feita, foram resolvidos os problemas acumulados na península durante o governo ucraniano. Está em bom andamento o Programa Federal Especial "Desenvolvimento Social e Económico da República da Crimeia e da cidade de Sebastopol até 2025". Foram concretizados projetos tão grandiosos como o de Ponte da Crimeia (rodoviária e ferroviária) que, segundo o governo de Kiev, não existe. A ponte pode não existir, mas o tráfego pela ponte existe. Foi construída a autoestrada Tavrida que liga as cidades de Kerch e de Sebastopol, foi modernizado o terminal do aeroporto de Simferopol, que recebe atualmente entre 16 e 25 voos diários operados por 17 companhias aéreas.

Até 2025, pretende-se concretizar mais de 550 projetos, entre os quais os de desenvolvimento da infraestrutura do caminho-de-ferro da Crimeia, de reconstrução e construção de ramais da autoestrada Tavrida com quatro faixas na direção da costa sul, modernização do Centro Internacional de Férias Infantil "Artek".

Serão tomadas providências para garantir o abastecimento de água ininterrupto, apesar das intrigas do regime de Kiev. No dia 16 de março, foram postas a funcionar as instalações de tomada de água "Belbek", com capacidade de 50 metros cúbicos de água por dia. Até ao final do ano em curso, serão concluídas as obras de construção das instalações de tomada de água de Nejinski, Prostornenski e Novogrigorievski. Para 2022 está previsto o lançamento de duas instalações de dessalinização, cujo projeto já está em curso.

Apesar das dificuldades, o desenvolvimento progressivo da economia da região continua. Os indicadores macroeconómicos de 2020 mostram a sua resiliência aos desafios externos. O setor do turismo apresenta um bom desenvolvimento (em 2020 a Crimeia foi visitada por 6,3 milhões de turistas).

Os nossos oponentes têm cada vez mais dificuldades em seguir a política de isolamento da Crimeia, embora continuem a fazê-lo. O interesse dos círculos sociopolíticos e empresariais estrangeiros em cooperar com a Crimeia está a crescer. Os viajantes estrangeiros, cujo número ultrapassou os 160 mil em 2020) tiveram a oportunidade de avaliar pessoalmente os esforços das autoridades russas para assegurar o desenvolvimento multidisciplinar da península, reforçar a paz interconfessional e defender os direitos das etnias locais. O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou disso hoje. 

Por mais que os nossos detratores, nos quais, como podemos ver, o tema da Crimeia provoca convulsões, desejem o contrário, a verdade sobre o estado real das coisas está lenta, mas seguramente a quebrar o muro da mentira e da censura nos meios de comunicação ocidentais. Já não é invulgar que políticos estrangeiros influentes se pronunciem a favor do reconhecimento internacional da Crimeia como parte da Rússia e do levantamento das sanções anti-russas.


Secretária-Geral Assistente para os Direitos Humanos acusa polícia da Crimeia de detenções arbitrárias


No dia 12 de março, foi realizada, à margem do Conselho de Segurança da ONU, uma reunião informal dedicada aos "sete anos de violações da soberania e integridade territorial da Ucrânia". O evento foi convocado por iniciativa da Estónia, os EUA, o Reino Unido, França, Alemanha, Lituânia, Polónia, Ucrânia e outros países conhecidos pela sua posição extremamente tendenciosa sobre a Crimeia.

Durante a reunião, a Secretária-Geral Assistente para os Direitos Humanos e Chefe do Gabinete de Nova Iorque do Alto Comissário para os Direitos Humanos, Ilze Brands- Kehris, voltou a acusar, sem fundamento credível, a polícia local, o Departamento local do Serviço Federal de Segurança e grupos de milícias (a responsável não especificou de que grupos se tratava, deve ter confundido alguma cosia) de detenções arbitrárias e desaparecimentos de pessoas na península.

Fazemos notar que os promotores dessa reunião de bastidores, a Estónia, entre outros, recusou-se a dar a palavra aos representantes da Crimeia. Esta é a melhor prova de que a questão por eles cultivada não tem qualquer fundo de verdade. Assim, os países " aderentes da democracia" reiteraram a sua política coordenada de bloqueio informativo da península traduzida em tentativas de bloquear e expulsar os meios de comunicação social da Crimeia do espaço mediático global, de obstaculizar a participação de representantes da Crimeia nos trabalhos dos organismos da ONU (embora muita coisa esteja a ser feita neste sentido) e das organizações regionais europeias, de protelar ou negar a concessão de vistos de entrada. Os obstáculos são muitos, mas a estrada será dominada pela caminhada.

Não obstante, a Rússia tem feito esforços consistentes para assegurar o direito do povo da Crimeia de ser ouvido em fóruns internacionais, incluindo fóruns sobre a liberdade dos meios de comunicação social. Tivemos muitas oportunidades de ver como os países ocidentais baixavam o nível da sua representação em eventos organizados pelos representantes da Crimeia "à margem" dos eventos multilaterais. Mais do que isso, eles consideram aceitável dissuadir os delegados de outros países de participar nestas reuniões. 

Os países ocidentais continuam a ignorar sem vergonha todo este trabalho e persistem em fomentar as campanhas sobre alegadas numerosas violações dos direitos humanos na Crimeia para desacreditar as autoridades russas, reproduzindo as acusações infundadas de supressão do jornalismo independente, de intimidação dos profissionais de imprensa e de falta de pluralismo de opinião e promovendo grosseiras falsificações.

Voltamos a sugerir que os nossos colegas e parceiros façam uma coisa simples: venham visitar a Crimeia. Vejam com os seus próprios olhos quão longe da realidade está o que vocês estão a divulgar em fóruns internacionais. Compreendemos que é por isso que vocês não querem visitar a península. Não há outras razões. Em algum momento, vocês verão que ficaram num beco sem saída graças a esta sua atitude. 


Rússia convocou reunião da Fórmula Arria" do Conselho de Segurança da ONU


No dia 17 de março, realizou-se uma reunião informal dos membros do Conselho de Segurança da ONU sob a "Fórmula Arria". A reunião teve como tema a situação na Crimeia e foi convocada por iniciativa da Rússia como resposta a uma discussão organizada, a 12 de março, pela Estónia e outros países ocidentais à margem do Conselho, durante a qual a participação de representantes da Crimeia foi bloqueada. 

A reunião de 17 de março teve uma ampla participação de ativistas da Crimeia. Intervieram na reunião o Reitor da Universidade de Engenharia e Pedagogia da Crimeia, F. Yakubov, o chefe da comunidade ucraniana da Crimeia, A. Gridchina, representantes das comunidades étnicas e estudantes da Crimeia. 

Os verdadeiros representantes da Crimeia, e não aqueles que se fazem passar por habitantes da península e que não estavam lá há muito tempo ou nunca lá tinham vivido, não deixaram pedra sobre pedra dos mitos divulgados pelo governo de Kiev e os seus patronos ocidentais sobre a situação desfavorável dos direitos humanos na Crimeia, a opressão dos tártaros da Crimeia e a inconsistência do sistema médico da península. Recordaram a política de total ucranização da península implantada pelo governo de Kiev que antes de março de 2014 que só teve fim após a reunificação da península com a Rússia. Criticaram duramente a prática de proibições de vistos contra os habitantes da Crimeia que limitam a sua liberdade de locomoção.

A reunião contou com a presença de cerca de quarenta delegações, incluindo as de todos os membros do Conselho de Segurança da ONU, menos a Estónia. Muitas das delegações presentes mostraram interesse pelas informações fornecidas pelos intervenientes da Crimeia sobre a situação real na região.

No dia 12 de março, a Estónia convoca uma reunião dedicada à Crimeia para a qual representantes da Crimeia não foram convidados. No dia 17, por iniciativa e com o apoio da Rússia, realiza-se uma outra reunião, com a participação dos representantes da Crimeia, para a qual a Estónia não comparece. Esta é a realidade da democracia à ocidental. 

No dia 18, o Representante Permanente da Alemanha, C. Heusgen, fez mais uma declaração tendenciosa sobre a Crimeia pautada por clichés anti-russas e que destoou das intervenções dos representantes da Crimeia que pintaram um quadro real da situação na península.

 O Representante Permanente da França, N. de Rivière, disse que a população da Crimeia "não merece ser condenada", tendo evitado, porém, responder à pergunta sobre o porquê de a União Europeia ter imposto restrições de vistos aos habitantes da Crimeia. Evitou porque é impossível responder a esta pergunta. Assim é punido o povo pela sua escolha livre e verdadeiramente democrática.

Esperamos que os representantes da Crimeia continuem a participar de forma empenhada nas discussões em diversos fóruns multilaterais. Faremos para isso não só o que necessário, mas também tudo o que pudermos.

 

Crimeia não ficará sem água


Quando a Ucrânia cortou o fornecimento de água à Crimeia, pensávamos que isso era impossível no século 21. Todavia, verificámos que um país que afirma ser "moderno", "orientado para o futuro" e pertencente à "família dos países civilizados", impõe, de facto, um bloqueio de água.

Ao fechar o Canal Norte-Crimeia em 2014, o governo de Kiev cortou a principal fonte de água doce para a Crimeia na altura. Hoje já disse o que havia sido feito para vencer a escassez de água na península. Mesmo assim, gostaria de voltar a este assunto para vos contar um monte de coisas interessantes. 

Passaram-se anos, o Gabinete à Rua Bankovaia, em Kiev, tem um outro inquilino, mas a nova administração ucraniana não pensa em levantar o bloqueio de água, nem em teoria nem na prática. Pelo contrário, está a torna-lo ainda mais duro, anunciando as suas intenções de reforçar ainda mais o seu dique e desenvolvendo, para tanto, intensas atividades teóricas e práticas. 

Acham que esta é uma invenção das autoridades ucranianas? Não. Acham que é a primeira vez que a população desta e das regiões adjacentes está a ser sujeita a esta humilhação? Não.

Permito-me uma citação dos tempos da Segunda Guerra Mundial: "Água apenas para os soldados alemães. Os russos que tirem água daqui serão fuzilados. Água para os russos do outro lado".

Este aviso estava afixado numa das aldeias de Donbass ocupada pelos nazis. Quando vi essa foto pensei que era falsa. Verificámos, a foto era verdadeira. 

Os invasores nazis não faziam bluff e mataram dezenas, centenas de milhares de civis soviéticos por terem violado regulamentos como esse ou por se terem permitido olhar indevidamente para os invasores. Todo o mundo conhece os episódios da defesa da Fortaleza de Brest e da resistência nas famosas catacumbas de Adzhimushkay quando os nazis alvejaram soldados e guerrilheiros soviéticos a tentarem obter água para os seus camaradas moribundos.

Passadas várias décadas após as atrocidades praticadas pelos ídolos ideológicos das autoridades ucranianas, o regime de Kiev decidiu punir os habitantes da Crimeia pela sua escolha histórica a favor da Rússia com sanções semelhantes às praticadas pelos nazis. 

Infelizmente, esta é a melhor ilustração da política do governo de Kiev. Resta lamentá-lo e expressar pêsames ao regime de Kiev. 

Se quiserem mesmo saber como as coisas vão realmente na Crimeia, basta virem visitar a península. Há quem o faça regularmente não porque tenha interesse ou curiosidade, mas para levar a verdade sobre o que lá se passa ao conhecimento da comunidade internacional. 


O livro de H. Weber "Nossa Crimeia" sai do prelo na Rússia


Sempre que os nossos colegas ocidentais dizem que teriam o grande prazer de conhecer a Crimeia, mas são proibidos de ir lá (não sei quem os proibiu), como disse recentemente o Representante alemão na ONU, Christoph Heusgen, respondemos pacientemente (a partir de agora somos ajudados a fazê-lo por figuras públicas do Ocidente) que basta terem a vontade para isso e algum dinheiro para tirar um bilhete.

Em 2020, a editora "Ketlerov", de Moscovo, publicou um livro do presidente da organização social norueguesa "Diplomatas do povo da Noruega", Hendrik Weber, intitulado "Nossa Crimeia". Originalmente publicado em 2019 em alemão, o livro saiu em russo e pode servir de guia para o Representante Permanente da Alemanha na ONU, Christoph Heusgen. Meu caro senhor, comece com o livro que saiu na sua língua materna, o alemão, e foi redigido por uma pessoa que havia visitado a Crimeia muitas vezes. Pode telefonar ao autor. Ele vai-lhe dizer que o seu livro traz informações verdadeiras. Também lhe vai dizer onde pode comprar um bilhete para a Crimeia e como pode chegar até lá.

Não vou contar o livro. Os senhores também podem lê-lo. Antes de mais, queremos dizer aos nossos parceiros ocidentais que não precisamos que nos contem sobre a Crimeia. Podemos todos ir lá e fazemos isso com prazer. Os nossos colegas ocidentais vivem num mundo imaginário onde são alegadamente proibidos de visitar a península da Crimeia. Não é assim. Venham. Vão ver que gostarão. 

 

Ucrânia quer rebatizar estádio com o nome de um sequaz dos nazis


Uma vez que abordámos o tema do regime de Kiev e estabelecemos alguns paralelos históricos, gostaria de dizer o seguinte para evitar que as pessoas pensem que estamos a exagerar e que, de facto, não há nenhuns paralelos.

Prestámos atenção às notícias de que a Câmara Municipal de Ternopil decidiu, na sua reunião de 5 de março, rebatizar o estádio local com o nome do comandante do Exército Insurreto Ucraniano (UPA), Roman Shukhevich.

Condenamos inequivocamente esta decisão. O próprio facto da glorificação dos sequazes dos nazis e colaboracionistas como ativistas do movimento independentista é absolutamente inaceitável. Gostaríamos de recordar que a glorificação dos colaboracionistas com os nazis durante a Segunda Guerra Mundial, reconhecidos como criminosos pelo Tribunal de Nuremberga, vai contra as suas conclusões e constitui uma violação do direito internacional.

O odioso fundador da UPA, comandante adjunto do batalhão "Nachtigal", hauptmann do 201º batalhão SS Schutzmannschaft R. Schukhevich é tristemente conhecido pela sua colaboração com os nazis e pelo seu envolvimento em massacres em massa de bielorrussos, polacos, judeus e ucranianos na Ucrânia durante a Segunda Guerra Mundial.

A decisão das autoridades da cidade de Ternopil de eternizar o nome do colaboracionista nazi nas infraestruturas públicas não pode causar senão indignação. No entanto, as atividades desenvolvidas na Ucrânia para desculpabilizar e glorificar os colaboracionistas envolvidos em atrocidades durante a ocupação nazi tomaram a forma de política de Estado e não causa estranheza. 

Nos últimos anos, a Ucrânia tem feito o possível para desculpabilizar e glorificar o nazismo e os seus sequazes, falsificar a história desses anos trágicos. Empenhado em implantar uma determinação nacionalista entre a população (aparentemente, o regime ucraniano acredita não haver outros métodos para unir a nação, todavia, ao fazê-lo, ele está a dividi-la ainda mais), o governo ucraniano inventa as mais diversas iniciativas, enquadrando-as numa moldura jurídica. Ao lançar uma campanha de "descomunização", as autoridades ucranianas começaram a rebatizar ruas, aldeias e cidades, homenageiam os sequazes dos nazis com monumentos e marchas, agraciando os colaboracionistas sobreviventes com "condecorações do Exército Insurreto", realizam intensas campanhas propagandísticas entre a juventude, disponibilizando para o efeito verbas públicas, organizam acampamentos e festivais da juventude especializados. Contrariamente à vacinação, estas atividades na Ucrânia não falham. Realizam-se concursos temáticos para crianças dedicadas às unidades da SS ucranianas. Estas "atividades patrióticas" contam com a participação de grupos ultranacionalistas de direita e veteranos da famigerada "operação antiterrorista" no sudeste do país. 

É de notar que a figura de Roman Shukhevich recebe especial atenção neste trabalho. Está a ser homenageado com numerosos monumentos, competições desportivas. As autoridades da cidade de Ternopil criaram a "Taça Shukhevich", um torneio disputado entre jovens.

No outro dia, a Câmara Municipal de Lviv "recebeu o bastão" e pediu ao governo ucraniano batizar o estádio "Lviv-arena" com o nome de Stepan Bandera. Tudo isto parece uma epidemia de banderização da Ucrânia.

É de notar que as autoridades ucranianas empenhadas em glorificar os colaboracionistas não se atrevem, por enquanto, a declarar abertamente a sua colaboração com os nazis, apagando da história oficial os episódios de colaboração dos nacionalistas ucranianos com os nazis e corrigindo a literatura didática. 

Estes são os heróis da Ucrânia atual. Não pode encontrar outros, mais dignos, porque todos eles estão ligados à Rússia. Há apenas os nacionalistas que se mancharam ao chacinar milhares de civis. Que geração irá então crescer com tais heróis na Ucrânia? Que futuro prepara a atual liderança da Ucrânia para o seu país? Afinal, as coisas na Ucrânia não se esgotam com as atividades de glorificação do nazismo, neonazismo, discriminação racial e xenofobia.

Maiores informações sobre o assunto podem ser obtidas no capítulo dedicados a diversos países do relatório periódico do Ministério sobre a situação em termos de glorificação do nazismo, propagação do neonazismo e outras práticas que contribuem para a escalada das formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância relacionada.

 Além disso, estes factos são contidos num relatório especial sobre a situação dos direitos humanos na Ucrânia. Estes documentos estão disponíveis no sítio web oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo e relatam os esforços de Kiev para falsificar a história da Segunda Guerra Mundial, denegrir as ações da URSS e do Exército Vermelho contra os nazis e os seus sequazes e perseguir os ativistas civis antifascistas. Exortamos todos a ler os referidos relatórios. 


MNE russo divulga relatório sobre violação dos direitos dos russos em outros países


O sítio oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia disponibiliza o relatório "Da Violação dos Direitos dos Russos nos Países Estrangeiros" elaborado pelo Encarregado de Direitos Humanos, Democracia e Primado do Direito do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia dispensa grande atenção à proteção dos direitos dos cidadãos nacionais e de outros países de origem russa no estrangeiro. Os problemas neste domínio estão a aumentar. Os casos de detenção ou perseguição por motivos políticos de cidadãos russos em outros países estão a aumentar. A preocupação surge também quando os nossos cidadãos e compatriotas são colocados em estabelecimentos prisionais.  Registamos muitos casos de impedimento das atividades dos jornalistas russos ou dos jornalistas que representam os meios de comunicação social russos.

O relatório do Ministério destaca os principais problemas enfrentados pelos nossos cidadãos e compatriotas em países estrangeiros.

Convidamos todos a consultar o referido relatório.

 

Rússia convoca embaixador nos EUA para analisar as suas relações com os EUA


Este tópico tem vindo a agitar o público há já um dia, após as declarações dos nossos parceiros americanos.

Estamos a aguardar que o Embaixador da Rússia nos EUA, Anatoli Antonov, chegue a Moscovo para analisar as relações russo-americanas, levadas infelizmente por Washington a um impasse, e elaborar a nossa posição para com as mesmas.

A atual administração americana nunca deixa de surpreender com o absurdo das suas declarações públicas. Refiro-me não só às declarações de ataque à liderança da Rússia que passam de todos os limites de decência, mas também às acusações absurdas de interferência russa nas eleições presidenciais do ano passado vencidas, aliás, por Joe Biden. 

Consideramos isto como mais uma falsificação baseada na tese absolutamente infundada de que materiais críticos contra o candidato do Partido Democrata "teriam circulado em massa na Internet" graças, "naturalmente", aos esforços dos "agentes de influência russos". De acordo com a lógica da elite política americana que chegou ao poder, todos os apoiantes de Trump e toda a oposição são considerados como tais. Isto é estranho, inclusive do ponto de vista americano da democracia. Entretanto, se alguém estava a tentar "influenciar" a vontade dos cidadãos dos EUA, foram as empresas gigantes da Internet que apoiavam o Partido Democrata, as plataformas digitais que bloquearam as contas das redes sociais do Presidente que ainda estava no poder e de centenas de milhares dos seus eleitores. Ou as empresas monopolistas da Internet também estão, de alguma forma, ligados à Rússia, na opinião dos serviços de inteligência dos EUA? Se continuarmos a seguir esta lógica absurda que tem sido cultivada ao logo de anos por iniciativa das personalidades oficiais norte-americanas, poderemos chegar ao ponto de dizer isso. 

Temos de recordar que não há nenhumas provas de interferência das estruturas de Estado russas nos assuntos dos Estados Unidos, o que não pode ser dito sobre as incessantes tentativas de altos funcionários dos EUA de controlar processos políticos noutros países, incluindo a Rússia, comandar diretamente grupos marginais da oposição e "agentes de influência" com o objetivo de desestabilizar a situação interna, semear a divisão e discórdia. Temos visto muitos exemplos disto em todo o mundo. Também o vimos em janeiro passado, durante as manifestações não autorizadas ocorridas em Moscovo, cujos organizadores tentaram envolver até menores. Contrariamente à administração norte-americana que evita fazer comentários diretos e não pode sequer responder a perguntas dos seus próprios meios de comunicação social, nós comentámos publicamente este assunto.

O Secretário de Estado, Antony Blinken, criticou, na sua conta da rede social Twitter, a polícia russa que coibiu uma iniciativa ilegal empreendida a 13 de março em Moscovo por uma organização indesejada na Rússia em flagrante violação das normas sanitárias estabelecidas por causa da pandemia. De facto, o responsável pela política externa de um país estrangeiro permitiu-se não só invadir a competência das nossas autoridades judiciais e executivas, como também pôr em dúvida a legitimidade das restrições epidemiológicas à realização de eventos de massas.

Infelizmente, os Estados Unidos continuam presos nas suas ilusões, promovendo campanhas russofóbicas absurdas e colocando-se assim num beco sem saída. Isto só contribui para uma maior degradação das relações bilaterais, o que vai contra os interesses fundamentais dos povos da Rússia e dos Estados Unidos. Parece que Washington ainda não está pronta para compreender os riscos daí decorrentes para a paz e a segurança. 


Deputados líbios aprovam voto de confiança ao governo de Abdelhamid Dbeibah


No dia 10 de março, a Câmara dos Deputados reunida em Sirte aprovou um voto de confiança ao governo de Abdelhamid Dbeibah que, juntamente com o Conselho Presidencial da Líbia presidido por Mohamed Al-Menfi, deve preparar o país para as eleições nacionais de 24 de dezembro.

A 14 de março, os membros do Conselho Presidencial prestaram juramento em Trípoli. A seguir, no dia a 15, o juramento foi prestado pelo Governo de Unidade Nacional em Tobruk. Assinalamos o importante papel desempenhado pelo Comité Militar Conjunto "Cinco mais Cinco", criado em conformidade com as resoluções da Conferência de Paz de Berlim, na solução das questões da segurança dos eventos acima mencionados. 

No entanto, as novas autoridades de transição da Líbia têm pela frente uma missão difícil. Nesta fase, o seu principal objetivo é fazer com que a situação no país volte ao normal, o mais rapidamente possível, criar órgãos de governo unificados, unir as estruturas de Estado, instituições financeiras e económicas e criar forças armadas únicas. É evidente que não será fácil para a sociedade líbia superar o fardo dos problemas acumulados e da desconfiança mútua. Acreditamos que o fim do conflito de longa data neste país amigo da Rússia só é possível através da conclusão de um acordo político abrangente, cujos parâmetros básicos devem ser acordados num diálogo inclusivo com a participação de representantes de todas as regiões e forças políticas influentes, incluindo os apoiantes do antigo regime da Jamahiriya e do Comandante do Exército Nacional Líbio, Khalifa Haftar. 

A Rússia, por seu turno, está disposta a prestar toda a assistência possível para estabilizar a situação na Líbia, o mais rapidamente possível, o que criaria condições necessárias para a retomada da cooperação multifacetada mutuamente vantajosa entre os nossos dois países.

 

Representante russo assistiu à prestação do juramento pelo Governo de Unidade Nacional da Líbia

 

No dia 15 de março, o Encarregado de Negócios a.i. da Rússia na Líbia, Djamched Boltaev, presenciou, juntamente com os chefes de outras missões diplomáticas estrangeiras acreditadas em Tripoli, a reunião do Parlamento Líbio em Tobruk como convidado. Durante a reunião, os membros do Governo de Unidade Nacional da Líbia prestaram juramento constitucional. 

"À margem do evento, o diplomata russo encontrou-se com o Primeiro-Ministro, Abdelhamid Dbeibah, e outros ministros do novo governo líbio. Durante os encontros, as partes reiteraram o desejo da Rússia e da Líbias de reatar e ampliar a cooperação mutuamente vantajosa em diversas áreas. Também foi abordada a hipótese de regresso da Embaixada russa a Tripoli que foi retirada da capital líbia para a vizinha Tunísia em 2014, por razões de segurança.


Secretário-Geral da NATO faz o balanço de 2020 e acusa Rússia de ações agressivas


O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, apresentou um relatório sobre as atividades da incrível, em todos os sentidos da palavra, organização por ele chefiada em 2020.

Como já é tradição, os autores do relatório acusam a Rússia de ações agressivas e desestabilizadoras em todas as áreas, de operações híbridas na Líbia, Síria e Ucrânia, realização de exercícios militares de grande envergadura durante a pandemia do coronavírus, recusa em convidar observadores militares internacionais, quebra de mecanismos importantes e violação dos tratados de controlo de armas. Bom trabalho! Não se esqueceram de mencionar o "envenenamento de Aleksei Navalny" e os nossos "compromissos" ao abrigo da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas (CPAC). O relatório está na melhor tradição da política ocidental! Parabéns! 

A principal crítica é que a Rússia se recusa alegadamente a dialogar no âmbito do Conselho Rússia-NATO. Na verdade, tudo está exatamente ao contrário. Não vou comentar a primeira parte do relatório. Aqui tudo está claro. A principal crítica é que, além de sermos tão terríveis, não queremos dialogar. Há um ano, durante a Conferência de Segurança de Munique, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, disse, numa reunião à margem, ao Secretário-Geral da Aliança, Jens Stoltenberg, que a Rússia estava disposta a dialogar, tendo assinalado a necessidade de debater temas realmente importantes de interesse mútuo.

É este o objetivo das nossas propostas de desescalada das tensões militares e de prevenção de incidentes não intencionais apresentadas em 2018. Em maio último, a Federação da Rússia avançou uma iniciativa de contenção militar mútua durante a pandemia. Não recebemos, até agora, nenhuma reação concreta da NATO. É para ver quem, na realidade, não quer dialogar. 

Em vez de entabular um diálogo imparcial, eles tentam outra vez obrigar-nos a debater a questão ucraniana. Uma pergunta: o que tem a Aliança a ver com o que está a acontecer no leste da Ucrânia e com a implementação dos acordos de Minsk para debater connosco este assunto? Qual é o valor acrescentado de tais "discussões", ou melhor, monólogos, para a resolução dos problemas da agenda Rússia-NATO e da segurança europeia em geral?

No relatório, o Secretário-Geral recorda que, após o fim da Guerra Fria, a NATO e a Rússia desenvolveram a cooperação e até começaram a construir uma parceria estratégica. Mas como é que a decisão unilateral da Aliança de suspender a cooperação em todas as áreas políticas e práticas tomada em 2014 se relaciona com o espírito de uma verdadeira parceria? O Secretário-Geral da NATO não responde a esta pergunta.

Nestas condições, é, de facto, impossível regressar simplesmente ao "business as usual". No entanto, não nos recusamos a dialogar, pelo contrário, continuamos abertos a propostas construtivas de realizar reuniões do Conselho Rússia-NATO e outras formas de comunicação. Esperamos que a NATO venha a ouvir os nossos apelos para uma conversa honesta sobre os problemas prementes.

 

Governo britânico publicou Revisão Integrada de Política Externa e Defesa


No dia 16 de março, o governo britânico publicou a Revisão Integrada de Política Externa, Defesa e Desenvolvimento que dispensa especial atenção à Rússia, além de abordar a temática da modernização e rearmamento das Forças Armadas Britânicas, o fator chinês, as ameaças cibernéticas e o terrorismo. 

Os autores do documento qualificam várias vezes a Rússia da "mais grave ameaça à segurança" do Reino Unido. Ao mesmo tempo, Londres declara a sua intenção de utilizar, juntamente com os seus aliados da NATO, as suas capacidades militares, de informação e diplomáticas para combater eficazmente as "ameaças nucleares e híbridas convencionais" emanadas da Rússia. Além disso, os britânicos apresentam como facto consumado a tese de que a Rússia irá alegadamente intensificar as suas atividades para "minar os sistemas democráticos e as economias abertas" dos seus vizinhos europeus. O governo britânico reitera que não deixará "as tentativas da Rússia de violar as regras e normas internacionais" sem resposta. Beleza! Não dizem nada sobre o direito internacional porque eles próprios o minam. Puseram em circulação os novos termos "regras e normas internacionais" e logo acusaram a Rússia de estar a miná-las. 

Tal como antes, o lado britânico cita exemplos falsos bem conhecidos para justificar a sua visão da relação com a Rússia sem apresentar provas convincentes. Não tem nenhumas provas. Tudo isto nos leva novamente a crer que a propaganda divulgada pelos meios de comunicação britânicos está a tornar-se política de Estado de Londres.

Apesar dos nossos repetidos sinais de que estamos dispostos a "virar esta página" nas nossas relações bilaterais em benefício dos dois povos, apesar dos nossos pedidos para nos dedicarmos a sério à normalização das nossas relações e à solução dos problemas, o governo britânico deu mais um passo para o desmantelamento dos laços russo-britânicos.

O facto de Londres continuar a basear as suas atitudes para com as relações com Moscovo na lógica de confronto e posições da parte russofóbica do establishment político britânico é de lamentar e de preocupar. Os interesses do povo britânico foram de novo esquecidos pelo governo de Londres.

Além disso, conforme decorre do referido documento, Londres abandonou os planos anteriormente anunciados de reduzir o seu arsenal nuclear para 180 ogivas, pensando agora em aumentá-lo em mais de 40 por cento, para 260 ogivas nucleares, usando como pretexto "ameaças militares" da Rússia.

Este passo é evidentemente contrário a numerosas declarações de Londres sobre a sua fidelidade ao desarmamento nuclear no âmbito do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. Estes planos britânicos confirmam a necessidade de que a futura "equação estratégica" russo-americana tenha em conta o facto de os EUA possuírem aliados nucleares empenhados em aumentar os seus arsenais nucleares. Isto diz respeito não só ao Reino Unido, mas também à França, que também mantém uma estreita cooperação com Washington na área nuclear-militar. As decisões da liderança britânica põem em evidência a necessidade de envolver os aliados nucleares dos EUA nos esforços para a redução e limitação das armas nucleares, como a Rússia tem constantemente salientado.

Gostaríamos que a troika nuclear ocidental demonstrasse a sua responsabilidade. É mais que tempo de serem exortados a abandonar a retórica ameaçadora e passar a uma cooperação prática com a Rússia com vista ao reforço da segurança internacional e da estabilidade estratégica.

 

O Bellingcat presta apoio aos terroristas no espaço mediático


O site Bellingcat é conhecido pelas suas investigações "jornalísticas" sensacionais de natureza basicamente antirrussa. Criado em 2014 pelo britânico Eliot Higgins, o Bellingcat posiciona-se como veículo independente. Na realidade, durante muitos anos, esta estrutura tem vindo a compilar factos e a combiná-los com notícias falsas, apresentando, por exemplo, terroristas e extremistas como "vítimas" e escondendo da opinião pública informações inconvenientes. Esta não é a única coisa que eles fazem, mas eu gostaria de me concentrar precisamente nesta área das suas "atividades criativas". 

A imprensa teve acesso à troca de correspondência do chefe do Bellingcat, segundo a qual Eliot Higgins havia escondido propositadamente o facto de os terroristas possuírem armas químicas na Síria. A correspondência mostra que, em 2013, o chefe da organização militar "Filhos da Liberdade", Matthew Van Dyke, informou a Higgins que os extremistas sírios possuíam armas químicas. Apesar disso, o Bellingcat publicou materiais acusando as autoridades sírias de utilizar armas químicas, embora não houvesse nenhumas provas disso. Um dos exemplos mais notórios das encenações praticadas foi o incidente na cidade síria de Douma em 2018, seguido de uma série de ataques aéreos ilegais dos EUA, França e Reino Unido contra o território da Síria soberana.

O Bellingcat tentou apresentar como socorristas abnegados os membros da famigerada organização pseudohumanitária "Capacetes Brancos" que atua na Síria. Esta organização é bem conhecida pelas suas atividades ilegais como roubos, extorsão, encenação de ataques químicos, bombardeamentos aéreos e de artilharia e ajuda ao terrorismo. Para compensar a falta de argumentos, os "investigadores do Bellingcat" lançaram acusações infundadas contra a Rússia e a Síria. Mas com isso não se esgotam as atividades do Bellingcat de manipulação da consciência pública e de desinformação. Os contactos diretos ou indiretos do Bellingcat com os serviços secretos dos países da NATO é um segredo de Polichinelo. O Bellingcat está em estreito contacto com importantes meios de comunicação social alemães que são regularmente utilizados pelos serviços secretos alemães para organizar "fugas" e "notícias falsas" e campanhas de propaganda apelidadas vergonhosamente de "comunicação estratégica" na Alemanha e noutros países da UE. Esta é a "comunicação estratégica" em ação. Neste contexto, é sintomático que o chamado recurso mediático Bellingcat tenha criado um produto mediático baseado sobretudo nas acusações contra a Rússia em vários episódios  ao mesmo tempo forjados coerentemente pelo lado alemão: entre eles constam o suposto ataque de alguns "hackers GRU" omnipresentes ao Bundestag em 2015, e o alegado envolvimento das autoridades russas no assassinato do terrorista Z. Hangoshvili na capital alemã em 2019, o chamado "envenenamento" de Aleksei Navalny com um agente de guerra químico. Estes três episódios foram ativamente promovidos. Por baixo de todas estas "sensações" acrescidas aos mencionados problemas sírios e ao truque britânico de envenenamento dos Skripal, está a assinatura dos chamados jornalistas britânicos comuns e dos seus correligionários do Bellingcat, capazes, como eles dizem, de encontrar nas redes sociais provas de absolutamente tudo, inclusive daquilo que nunca aconteceu. 

Esta é uma lógica absurda, sem saída. Por um lado, eles acusam Moscovo de empregar centenas de milhares de hackers russos para inverter a agenda interna de um país tão grande como os EUA. Um relatório semelhante foi divulgado pelos serviços secretos acusando a Rússia de interferência na Internet, utilização de hackers, bots. 

Por outro, os pseudo mass media como o Bellingcat nos dizem que encontraram muitas provas contra a Rússia porque tudo se encontra nas redes sociais. Uma coisa contradiz a outra. Se centenas de milhares de hackers russos atuam na Internet, em redes sociais, é pouco provável que eles espalhem um conteúdo antirrusso nas redes sociais. Se as redes sociais estão realmente repletas de conteúdo antirrusso, então é preciso rejeitar a hipótese de centenas de milhares de hackers russos a atuarem na Internet. É um beco sem saída. Faz lembrar uma serpente a engolir a própria cauda. Absurdo, mas por detrás disto está o trabalho de "comunicações estratégicas" (como lhes chama a NATO).

Na ausência de provas concretas, a Rússia torna-se alvo de sanções que se aplicam com base nas investigações forjadas por um veículo de comunicação há muito comprometido e alguns malandros que estão por detrás dele. 


Governo britânico apresentou ao parlamento projeto de lei sobre a polícia


Prestámos atenção ao projeto de lei "Da Polícia, Crime, Punição e Julgamento" submetido, há dias, pelo governo britânico a exame do parlamento. O diploma contém disposições destinadas a endurecer a legislação britânica sobre protestos e a alargar os poderes da polícia local. Será este realmente um país que criticou duramente a reação das autoridades russas aos protestos ilegais na Rússia? Um país que pregou a defesa dos direitos humanos e lamentou o retrocesso, para não dizer o fim, da democracia na Rússia? Porque é que inventam então novas e novas leis para endurecer a reação da sua polícia às manifestações? Vocês dizem que isso não pode ser ou é algo diferente? 

As inovações propostas pelo Ministério do Interior do Reino Unido incluem tornar mais difícil o procedimento de obtenção da autorização para marchas e reuniões, alargar os poderes da polícia para reagir a protestos quando aumentam riscos para a segurança pública, investir o ministro do Interior de poderes de introduzir nos atos normativos subordinados a definição clara de "perturbação da ordem pública".  Falta pouco para que o Reino Unido também passe a ter "terroristas domésticos", à semelhança do que aconteceu recentemente nos EUA.

Não questionamos o direito do governo britânico de decidir, a seu critério, sobre como melhorar a sua legislação nacional. Ao mesmo tempo, gostaríamos de salientar que a sociedade britânica não encara de forma unívoca esta iniciativa legislativa, tal como a tentativa das forças de segurança britânicas de obter a liberdade das mãos. Pelo menos é o que dizem os analistas britânicos.

Esperamos que o governo de Londres saiba encontrar uma solução para garantir um equilíbrio de interesses e não permita que os compromissos internacionais do país para salvaguardar os direitos e liberdades fundamentais e a reputação dos britânicos que reivindicam o título de árbitro global dos direitos humanos sejam comprometidos. 

Entretanto, os sinais alarmantes vindos do Reino Unido nos últimos dias mostram que estas preocupações têm razões de ser. As imagens da polícia britânica a repor a ordem pública correram o mundo. As ações desproporcionadas e injustificadamente duras da polícia britânica em Londres durante as manifestações pacíficas em homenagem à britânica Sarah Everard assassinada por um oficial da unidade policial de segurança diplomática e de edifícios governamentais de Londres são de preocupar. Nós, como muitas centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, ficámos chocados com as imagens de mulheres que participavam na manifestação a serem agredidas pela polícia, arrastadas pelos cabelos pelo asfalto e a terem os seus braços torcidos.

Temos de admitir que a polícia atuou com rigor profissional. Gostaria de explicar a palavra "profissional": era óbvio a polícia britânica ter sido treinada em técnicas de reação tão dura. 

Estes métodos desumanos da polícia britânica provocaram duras críticas por parte, inclusive, de políticos locais. Por exemplo, o Presidente da Câmara de Londres, S. Khan, disse que a polícia havia usado medidas injustificadas e desproporcionadas. A oposição pediu a demissão do Comissário da Polícia Metropolitana K. Dick, enquanto a ministra do Interior, P. Patel, observou que as imagens tiradas durante os protestos "entristeciam". Uma retórica errada, deve ser mais dura. Voltem a ler os seus comentários nas suas contas da rede social Twitter dedicados à Rússia e à polícia russa. São muito mais claros e muito mais duros. 

Tudo isto põem em evidência a necessidade de os parceiros estrangeiros de Londres e as entidades de direitos humanas internacionais controlarem cuidadosamente as ações e as iniciativas do Reino Unido na área jurídica, por mais longe que o Reino Unido se tenha desviado dos padrões democráticos.


Ministro islandês publicou o artigo "Uma defesa forte é a base da paz"


Gostaria de comentar um artigo do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Gudlaugur Thor Thordarson, publicado na edição de 11 de março de 2021 do jornal Morgundbladid e intitulado "Uma defesa forte é a base da paz".

Conforme decorre do artigo, a criação do arsenal nuclear da NATO foi uma consequência direta do desenvolvimento de armas nucleares na URSS. Verificámos várias vezes se entendemos bem. Não pode ser! O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Islândia não poderia ter escrito coisas tão absurdas.    Acontece que pôde. Neste contexto, temos de recordar ao Sr. Thordarson um facto histórico (pode ser que a Islândia tenha obtido novos dados que ainda não estão disponíveis no resto do mundo): o primeiro país a obter uma arma nuclear em 1945 foram os EUA. Os EUA continuam a ser o único a país a ter usado as armas nucleares. Esta informação pode provocar um choque na Islândia, mas as tragédias de Hiroshima e Nagasaki também têm algo a ver com a utilização de armas nucleares pelos EUA. A URSS começou a desenvolver o seu arsenal nuclear em resposta a uma ameaça direta à sua existência.

Acreditamos que o reforço da segurança internacional e da estabilidade estratégica exige uma fidelidade igual das partes. Neste contexto, regozijamo-nos com a prorrogação, em fevereiro de 2021, do Tratado entre a Federação da Rússia e os Estados Unidos da América sobre Medidas para Continuar a Reduzir e Limitar as Armas Estratégicas Ofensivas. Gostaríamos de notar que a iniciativa de prorrogar este documento foi da Rússia. Por alguma razão, o Sr. Thordarson não mencionou este facto, aparentemente insignificante para ele, no seu artigo.

É de salientar que o Ministro reconheceu que a reciprocidade é um elemento essencial da segurança internacional, e só nesta base é que se pode avançar para o desarmamento nuclear. De facto, a reciprocidade é a pedra angular da redução dos arsenais nucleares e, em última análise, do objetivo comum de criar um mundo livre de armas nucleares. A Rússia está a fazer tudo o que está ao seu alcance para atingir este objetivo. Continuamos a defender o pleno cumprimento pelas partes das suas obrigações ao abrigo dos acordos sobre mísseis nucleares e estamos prontos para um diálogo substantivo sobre a superação dos prejuízos anteriormente causados por Washington à arquitetura do regime de controlo de armas e sobre possíveis novos acordos nesta área que tenham em conta todos os fatores de estabilidade estratégica.

Instamos a não se esquecer do papel construtivo da Islândia na organização e realização, no seu território nacional, do histórico encontro entre Mikhail Gorbachev e Ronald Reagan, em 1986, que marcou o fim do período de confrontação entre a URSS e o Ocidente coletivo, e a abster-se de fazer declarações semelhantes que criem um contexto mediático desfavorável face, inclusive, à próxima reunião ministerial do Conselho Ártico em Reykjavik, em maio de 2021. 


Alemanha impede cadeia televisiva RT Deutsch de exercer as suas atividades jornalísticas

 

Gostaria de recordar o que disse nos briefings anteriores e aquilo de que falei durante a reunião com os representantes dos meios de comunicação social alemães. No dia 26 de fevereiro deste ano, o banco alemão, o Commerzbank, enviou uma notificação de encerrar, a partir de 31 de maio, as contas das agências noticiosas RT Alemanha e Ruptly, a pretexto formal de o banco ter o direito cessar unilateralmente a cooperação com um cliente sem explicar os motivos.

O banco não respondeu às perguntas feitas não só pelos meios de comunicação russos, dada a repercussão do caso, nem comentou as suas ações. Apesar dos nossos pedidos a Berlim para influenciar a situação, as coisas permanecem no mesmo lugar, embora, anteriormente, situações semelhantes tenham sido resolvidas após os nossos pedidos a Berlim. O facto de dezenas de outros grandes bancos alemães e internacionais e as instituições financeiras regionais abordados pela direção dos escritórios das agências se terem recusado a cooperar sem explicar os motivos, leva a crer, ou melhor, evidencia que estes organismos estão a ser pressionados pelas autoridades competentes da Alemanha ou tomemos esta situação por milagre. O silencio de um banco e de todos os outros que ou fecham as contas dos meios de comunicação russos ou não abrem contas para eles, a ausência de comentários e informações sobre violações da legislação local pelos meios de comunicação russos mostra que, em primeiro lugar, os meios de comunicação russos e os jornalistas não violaram a legislação local, e, em segundo lugar, que este caso tem uma motivação política. 

Não é segredo que os planos da empresa de começar a transmitir, no pleno formato, em língua alemã no território da Alemanha até ao final de 2021 causaram grande irritação nas autoridades alemãs. Os jornalistas tornaram-se alvo de uma verdadeira campanha de assédio. Um dos exemplos mais recentes é um artigo do secretário de imprensa do Sindicato Alemão de Jornalistas, H. Zerner, publicado no site oficial da organização. O autor sabota abertamente o processo de contratação do pessoal da RT Deutsch e insulta numerosos funcionários da holding RT.

O chefe da associação profissional de jornalistas, que deve saber e compreender o que é a ética corporativa e respeitar os seus colegas escreve literalmente o seguinte: "...aqueles que trabalham na "RT" despediram-se do jornalismo crítico e independente. E quer queiram quer não, os "funcionários da RT estão envolvidos na desestabilização da democracia...". O autor não especificou de que forma a "desestabilização da democracia" se manifestava. Ele também não especificou o que isso é? Não é a existência de uma opinião alternativa? Se isso é assim, isso é a base da democracia. É possível que na Alemanha se tenham esquecido disso ou estejam a tentar esquecê-lo.

Consideramos que estas declarações de ataque são não só contraproducentes, mas também agressivas. Compreendemos o nervosismo da comunidade jornalística alemã que, aparentemente, receia ter um concorrente por parte doe escritório da RT. Mesmo assim, vale a pena observar os princípios éticos e democráticos. Talvez valesse a pena relerem os compromissos internacionais da Alemanha de respeitar a liberdade de expressão e de não tolerar um tratamento discriminatório dos jornalistas.

Estamos indignados com a discriminação aberta e a campanha de assédio desencadeada contra a cadeia televisiva RT na Alemanha. A Alemanha não é o único país a fazê-lo. 

Registamos uma atitude para com jornalistas desta holding e outros jornalistas russos em vários países da UE. A situação varia: em alguns países os meios de comunicação social em língua russa são assediados, noutros, os jornalistas russos. A Polónia não deixou entrar um correspondente russo sob um pretexto falso. Antes disso, outro jornalista russo não só teve tido dificuldades em obter um visto de entrada na Polónia, teve o seu visto anulado e foi proibido de entrar no país por mais cinco anos. Esta não é uma prática de dois pesos e duas medidas, é um verdadeiro obscurantismo que invadiu países inteiros da UE, como podemos ver agora. Por um lado, os governos destes países não se cansam de apregoar a liberdade de expressão e os direitos humanos, enquanto, por outro, violam sem cerimónia estes princípios democráticos fundamentais para beneficiar os seus interesses conjunturais. 

Neste contexto, consideramos importante salientar que todas as ações feitas pela emissora de TV foram completamente legais (se tiverem outras informações, disponibilizem-nas) e que todas as reclamações se encontram no plano político e são apoiadas pelas instituições estatais da Alemanha.

Na ausência de uma posição construtiva de Berlim, dirigimo-nos às entidades de direitos humanos internacionais especializadas. Pedimos que reajam à violação dos direitos dos jornalistas da RT na Alemanha. Prepararemos certamente cartas e enviá-las-emos aos respetivos organismos internacionais. 

Já declarámos nos briefings anteriores que, se a situação em torno da RT na Alemanha não for resolvida, retaliaremos. Eles respondem não gostarem do nosso tom. Nós também não gostamos, há muito, do vosso tom. 

Se a presente situação não for resolvida, retaliaremos. 


Kosovo abre representação em Jerusalém


No dia 14 de março, foi aberta a "embaixada" do Kosovo em Jerusalém. É desnecessário recordar que este passo entra em conflito com a resolução 1244 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, segundo a qual o estatuto do Kosovo, incluindo o seu direito de ter relações diplomáticas separadas com outros países, ainda não está definido.

Neste contexto, gostaríamos de reafirmar a posição de princípio da Rússia sobre Jerusalém. Permanece inalterada: a cidade deve tornar-se a capital de dois Estados independentes: Palestina e Israel, estar aberta aos seguidores das três religiões monoteístas. Consideramos que os parâmetros concretos de um acordo sobre o estatuto de Jerusalém serão elaborados durante negociações diretas palestino-israelitas com base nas Resoluções 476 e 478 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como na Resolução 2253 da Assembleia Geral da ONU. 

Continuaremos a defender esta posição no nosso trabalho com os palestinianos e israelitas e com outros parceiros internacionais, no âmbito de diversos formatos coletivos, incluindo o Quarteto de mediadores internacionais para o Médio Oriente.

Quanto ao problema do Kosovo, temos defendido que este problema seja resolvido com base no direito internacional e que Belgrado e Pristina encontrem uma solução viável e mutuamente aceitável que deverá ser aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e deverá ser do interesse do povo da Sérvia.

Recebemos perguntas sobre como Belgrado reagiu à abertura da chamada "embaixada" do Kosovo? Terá o governo sérvio feito uma observação e enviado uma nota de protesto a Israel? Encara o governo sérvio esta ação como ofensiva? Deixo estas perguntas sem comentários e dirijo-as ao lado sérvio. Esta pergunta não é para o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.


Indonésia inaugura monumento em homenagem a Yuri Gagarin


No dia 10 de março, em Jacarta, foi inaugurado um monumento a Yuri Gagarin. A cerimônia foi inserida nas comemorações do seu aniversário natalício e foi um acontecimento marcante nas relações tradicionalmente amigáveis entre a Rússia e a Indonésia.

Participaram na cerimónia a Embaixadora russa na Indonésia, L.G. Vorobyeva, o Governador de Jacarta, A. Baswedan, o Primeiro Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, M. Siregar.  O Ministro do Governo de Moscovo, S.E. Cheremin, discursou em vídeo. 

Yuri Alekseyevich Gagarin é bem conhecido no "país de 17 mil ilhas". Em junho de 1961, dois meses após o seu voo histórico, o cosmonauta russo foi condecorado pessoalmente pelo Presidente Sukarno com a "Estrela Mahaputra", alta distinção da Indonésia. Alguns indonésios têm os nomes de Yuri e de Gagarin.

 

Paquistaneses celebram o Dia do Paquistão


No dia 23 de março, a República Islâmica do Paquistão celebra o Dia do Paquistão, data nacional por ocasião da adoção da chamada "Resolução do Paquistão" em 1940. O documento deu início à criação de um Estado independente. Em 1956, foi aprovada a primeira constituição do país. O povo paquistanês, amigo da Rússia, conquistou a liberdade em 1947, como resultado de uma árdua luta contra o colonialismo britânico.

O Paquistão goza de um respeito merecido no cenário internacional como Estado independente que desempenha um papel proeminente nos assuntos regionais e internacionais. Os paquistaneses orgulham-se, com razão, da sua história antiga, do seu património cultural e das suas realizações socioeconómicas. 

As relações entre a Rússia e o Paquistão são caracterizadas pela amizade e dinamismo. Mesmo no meio da pandemia do coronavírus, os dois países mantêm um diálogo político regular, incluindo os contactos de alto e mais alto nível, interagindo de forma construtiva em organismos internacionais, entre os quais a ONU e a OCX. A cooperação económica e comercial apresenta um grande potencial. 

Felicitamos os nossos amigos paquistaneses pelo seu dia nacional e desejamos-lhes paz, prosperidade e bem-estar.


Ponto da situação do coronavírus face à próxima temporada turística


Com a temporada turística a aproximar-se, muitos países estão a tomar medidas para restabelecer as suas indústrias do turismo e abrir as suas fronteiras. Infelizmente, alguns países têm de fechar as suas fronteiras. É um processo contínuo. Ao mesmo tempo, ainda há incerteza quanto à evolução da infeção à escala global; o vírus, como dizem os especialistas, mantém-se ativo, apresentando novas variedades. Estas não são avaliações políticas, mas periciais. 

Alertamos mais uma vez os cidadãos nacionais para a necessidade de levar em conta a situação epidemiológica atual, medir todos os riscos que podem vir a ocorrer durante uma viagem internacional. Caso optem por ir de férias ao estrangeiro, aconselhamo-los a verificar previamente as condições de entrada num país, seguir rigorosamente as normas sanitárias estabelecidas e compreender que, a qualquer momento (conhecem estes exemplos, foram muitos nos últimos meses), a situação logística pode mudar devido à aplicação de novas medidas restritivas. 

Lembramos mais uma vez que temos uma aplicação chamada "Assistente de Viagem Internacional". Os sites das nossas embaixadas disponibilizam informações atualizadas. Gostaria de salientar mais uma vez que a situação está a mudar dinamicamente em todos os países, sem exceção. Quase todos os dias, todas as semanas vemos que alguns países alteram o regulamento de passagem de fronteira e aplicam novas medidas restritivas, outros, pelo contrário, facilitam restrições. Têm realmente de estar atualizados, seguir as notícias e medir todos os riscos.

Pergunta: Embora as sanções, declarações e retórica anti-russas só tenham aumentado nos últimos anos, lançar acusações diretas contra um Chefe de Estado russo passa das medidas, sendo um passo hostil. A senhora acha que este passo do Presidente dos EUA, Joe Biden, foi concebido para deteriorar ainda mais as já complicadas relações entre os dois países? Como isso poderia afetar os aspetos da cooperação bilateral que ainda têm valor? Por exemplo, hoje Moscovo está a acolher uma conferência de paz sobre o Afeganistão que tem a presença de representantes dos EUA. Existem outras áreas de cooperação mutuamente vantajosa como o combate ao terrorismo, conflitos regionais, desarmamento e assim por diante.

Porta-voz: Já comentei todas estas questões, mas por respeito ao senhor, posso dizê-lo novamente. Não imagina o que temos ouvido do Ocidente coletivo ou de países e líderes políticos individualmente nos últimos anos ou mesmo décadas.

A nossa intenção de pedir ao Embaixador russo em Washington, Anatoli Antonov, para vir para consultas com autoridades russas sobre o estado das relações bilaterais russo-americanas é uma medida que não teve precedentes nos últimos anos ou mesmo nas últimas décadas. Houve situações semelhantes, decorrentes normalmente de problemas concretos, mas nunca tivemos a necessidade de analisar todo o conjunto de relações bilaterais, esta situação, sim, não tem precedentes não só na história das relações bilaterais russo-americanas, mas também em princípio.

O senhor mencionou que Moscovo está a acolher um evento dedicado ao Afeganistão em que participam representantes americanos e perguntou sobre como isso afetaria as relações, etc. Onde é que está a lógica? O senhor acaba de dizer que as declarações como aquelas que foram feitas são inadmissíveis. Isto é, alguém se permite declarações inadmissíveis, enquanto nós devemos ser os responsáveis pela deterioração das já difíceis relações bilaterais que já se encontram num beco sem saída? Esta lógica não faz sentido. "Pôr paus nas rodas", "urdir intrigas" não são certamente elementos da estratégia russa. Temos de começar a trabalhar e realizar algum trabalho importante que envolva uma revisão do estado das relações bilaterais.

Pergunta: No outro dia, uma delegação do grupo parlamentar libanês Lealdade à Resistência, representando o Hezbollah, visitou Moscovo. A senhora tem algum comentário sobre os resultados da visita dessa delegação à Rússia e das suas reuniões com a cúpula do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo? Qual impacto esta visita e os seus resultados terão na situação no Líbano, empenhado em formar um novo governo, e na vizinha Síria, onde ambas as partes têm vindo a cooperar frutuosamente durante muitos anos na luta contra o terrorismo internacional?

Porta-voz: De modo geral, Moscovo está satisfeita com os resultados dos contactos com representantes da liderança do partido Hezbollah havidos durante a visita do líder do bloco parlamentar "Lealdade à Resistência", M. Raad, e da sua comitiva. Esperamos que a troca de opiniões e entendimento alcançados durante as reuniões com os representantes libaneses no Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, na Duma de Estado e no Conselho da Federação da Assembleia Federal da Federação da Rússia ajudem o Líbano a ultrapassar, o mais rapidamente possível, a crise governamental, a promover um processo de paz abrangente na Síria e a manter a segurança e a estabilidade no Médio Oriente.

Pergunta: A Rússia é favorável à ideia do Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para a Síria, Geir Pedersen, de criar um novo formato internacional para a busca de um acordo de paz para a Síria que deveria incluir a Rússia, os Estados Unidos, o Irão, a Turquia, a UE e os países árabes?

Porta-voz: Até à data, o único formato internacional destinado a facilitar a busca de um acordo de paz na Síria que provou a sua eficácia prática é o formato Astana. As decisões tomadas no formato Astana com a participação de duas delegações sírias que representavam o Governo da Síria e a oposição armada e o subsequente trabalho coordenado dos países garantes (Rússia, Irão e Turquia) tornaram possível estabelecer e manter o regime sustentável de cessação das hostilidades na Síria. Assim, muitos milhares de vidas foram salvas e foram criadas condições necessárias ao avanço do processo de normalização abrangente na Síria.

Gostaria também de recordar que os países garantes acima mencionados apoiaram o Congresso do Diálogo Nacional Sírio realizado em Sochi em janeiro de 2018. As suas resoluções permitiram criar em Genebra o Comité Constitucional que já iniciou os seus trabalhos.

Infelizmente, o processo de resolução política na República Árabe Síria não está a progredir tão rapidamente como gostaríamos. Isto prolonga e não alivia o sofrimento do povo sírio, de milhões de refugiados e deslocados internos, dificulta a reconstrução das infraestruturas socioeconómicas destruídas e complica as consultas sírias em Genebra. A resposta pode ser facilmente encontrada na declaração conjunta emitida há alguns dias pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e França por ocasião do 10º aniversário da eclosão da crise síria. Essa démarche coletiva demonstra claramente que o Ocidente não está pronto a aceitar a realidade na forma como se tem criado até agora na Síria, esperando inverter a situação em seu próprio benefício e punir os "culpados".

A posição da Rússia é uma questão de princípio. Temo-la verbalizado regularmente. Elaborámos um material abrangente alusivo aos dez anos da crise síria. Apoiamos a soberania, a independência, a unidade e a integridade territorial da Síria, construindo a nossa política para aquele país com base nas normas e princípios básicos do direito internacional. Consideramos prioritário o objetivo fixado na resolução 2254 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a necessidade de apoiar um processo político levado a cabo pelos sírios, adotada por unanimidade. É precisamente neste sentido que trabalhamos com o governo do país e a oposição, ajudando a encontrar uma solução política e a reconciliação pós-conflito na Síria após a derrota dos terroristas internacionais, mobilizando a comunidade internacional para ajudar o povo sírio a superar as consequências de uma gravíssima crise e, claro, prestando ao povo sírio a nossa ajuda humanitária. 

Vimos que, nos últimos tempos, o Ocidente tem vindo a reagir a cada passo do governo de Damasco em busca de soluções políticas e estabilização do país com o aumento do bloqueio financeiro e económico nos termos da famigerada "Lei César" e outras deliberações semelhantes. Os apelos provocatórios para levar os líderes políticos e militares sírios à justiça pelos seus alegados "crimes de guerra" na luta contra os terroristas internacionais continuam.

É sintomático que esta posição esteja a ser defendida por aqueles que deram uma "contribuição" significativa para a eclosão do conflito interno na Síria e contribuíram para a intrusão de militantes estrangeiros que, posteriormente, se juntaram ao EIIL e outras organizações terroristas internacionais reconhecidas como tais pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, por aqueles quem, acusando, sem quaisquer fundamentos  credíveis, o Governo sírio de utilização de armas químicas contra o seu próprio povo, bombardearam instalações no território da República Árabe Síria, utilizando as armas mais avançadas, por aqueles que até hoje continuam ilegalmente presentes militarmente em boa parte do território sírio, fomentam conscientemente as tendências separatistas, saqueando  descaradamente os recursos naturais pertencentes ao povo sírio.

Durante a recente visita a Moscovo, o Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas Geir Pedersen, expôs a sua ideia de criar um novo mecanismo coletivo para facilitar a busca de um acordo de paz na Síria que envolva tanto os países do formato Astana como alguns dos membros do chamado "Pequeno Grupo".

Gostaria de salientar que o principal objetivo de qualquer formato internacional é a sua eficácia. É possível garanti-la nas atuais circunstâncias, dada a posição evidentemente destrutiva de alguns participantes, em potencial, dos quais já falei? A criação de um novo formato não significa automaticamente a mudança das atitudes políticas. Pelo contrário, uma mudança na visão da situação e na atitude para com a mesma pode provocar o surgimento de novos pontos de convergência entre os parceiros que estavam anteriormente dos outros lados da barricada. 

Somos sempre a favor de um diálogo, desde que seja construtivo e baseado no direito internacional, e contra alguém acalentar exclusivamente os seus próprios planos geopolíticos. Neste caso, não é um diálogo.

A ideia de Geir Pedersen merece certamente uma reflexão aprofundada por parte dos países diretamente envolvidos na crise síria. Outra questão é saber qual papel no novo formato será reservado aos sírios: ao governo e aos grupos desirmanados que se consideram a oposição? O novo formato terá por base a resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU?

Para finalizar, gostaria de salientar mais uma vez que estivemos sempre e continuamos a estar abertos a contactos com parceiros internacionais e regionais sobre a Síria. Estamos prontos a trabalhar com todos os interessados na rápida resolução da crise na Síria com base no respeito pela soberania, independência, unidade e integridade territorial do país.

Pergunta: A senhora tem algum comentário sobre o recente artigo do cientista político e antigo diplomata japonês A. Kawato, que sugeriu demonstrar que o Japão é capaz de bloquear os Estreitos de La Perouse e de Sangar, por onde passam as principais rotas de abastecimento entre a Rússia continental e as Ilhas Curilas do Sul?

Porta-voz: O senhor disse bem que o autor é um antigo funcionário governamental do Japão, o que é muito importante de vários pontos de vista. Analisámos estes apelos em princípio, sem ter em conta quem os faz. Todos os apelos destinados a intimidar-nos (que também são apresentados como instrumento tático para a negociação de um tratado de paz) são de lamentar. 

É sintomático que essas afirmações tenham sido feitas por um ex-alto diplomata japonês que trabalhou, durante muito tempo, na vertente russa e foi embaixador em vários países da CEI.

Esta posição só pode levar o diálogo bilateral a um impasse, não podendo, contudo, alterar a realidade: a soberania da Rússia sobre as Ilhas Curilas do Sul é incontestável. 

Pergunta: Em março, nos EUA, foi publicado um livro da jornalista americana S. Foti, neta do colaboracionista nazi J. Noreika, intitulado " Neta de um nazi: Como descobri que o meu avô era um criminoso de guerra". O que é que a senhora acha disso? 

Porta-voz: Na própria Lituânia as tentativas de glorificar e desculpabilizar J. Noreika e apresenta-lo como "independentista". Falei muito sobre este assunto hoje, vejam outro exemplo, trata-se da Lituânia. Em Vilnius e outras cidades lituanas há lápides que homenageiam este colaboracionista nazi. Algumas ruas e escolas têm o seu nome. Além disso, invocam-se argumentos estranhos para desculpabilizá-lo, alegando-se que ele próprio não fuzilou pessoalmente judeus e até tinha planos de salvá-los. 

Contudo, os factos dizem o contrário: este homem assinou os documentos, sancionando a criação de condições para o extermínio em massa da população judaica e recebendo dos nazis gratificações, inclusive pecuniárias, pelo seu trabalho. 

O lançamento do livro de S. Foti nos EUA em inglês é apresentado como tentativa de revelar ao leitor ocidental a verdade sobre os crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial por um dos líderes dos bandos "Irmãos da Floresta" na Lituânia. É um ponto de vista que pretende, na opinião do autor, criar ou ajudar a ver o quadro real das atividades deste cúmplice dos nazis. A nossa posição de princípio é do vosso conhecimento e voltei hoje a explica-la brevemente.

Pergunta: A minha pergunta é sobre as declarações inadequadas do Presidente dos EUA, Joe Biden, sobre o Presidente russo, Vladimir Putin. Haverá pedido de desculpas? Tem as mais recentes notícias sobre este escândalo.

Porta-voz: Não fomos nós quem armou este escândalo. Por favor, enderece a sua pergunta aos EUA. Que o comentem de alguma forma. É estranho ver como um grande número de porta-vozes, representantes oficiais, funcionários dos EUA responsáveis por comentar a política oficial da Casa Branca evitam fazer quaisquer comentários e se mantêm silenciosos sobre o assunto. Esta pergunta deve ser dirigida aos EUA e não a nós. O senhor conhece a nossa posição de princípio de desenvolver relações com todos os países, em particular, com os Estados Unidos. Mesmo nos momentos mais difíceis, quando as nossas posições sobre questões fundamentais divergiam dramaticamente, a Rússia dizia que tudo deveria ser resolvido à mesa de negociações. Isto não é porque gostamos ou não deste ou daquele país, deste ou daquele representante. Compreendemos que, por detrás da política, estão os interesses dos nossos povos e que, de facto, os interesses nacionais dos países podem ser diferentes. Ao mesmo tempo, porém, não devemos esquecer os interesses das populações dos nossos países. Sempre procedemos a partir desta lógica. Posso não fazer o trabalho deles? Peça comentários a representantes do país que sempre se orgulhou da "liberdade de expressão" e afirmou respeitar os meios de comunicação e os jornalistas. Há quanto tempo os EUA diziam ao mundo quais jornalistas eram "certos" e quais eram "errados", quais meios de comunicação social eram "bons" e quais eram "propagandísticos". Que provem agora como encaram na verdade a liberdade de expressão e mostrem a sua atitude para com os jornalistas. Que deixem de fugir às suas perguntas e comentem tudo o que aí acontece. Penso que será muito útil para eles.

Há um bom provérbio russo que diz (não acho que seja fácil traduzi-lo para o inglês): "Se te chamaste cogumelo, entra na cesta". O vosso trabalho para casa é traduzi-lo para as vossas línguas nacionais.

Pergunta: Permitam-me que transmita as felicitações dos nossos leitores búlgaros pelo aniversário da reunificação da Crimeia com a Rússia.

A minha primeira questão é sobre o bloqueio de conteúdos russos e outros conteúdos inconvenientes nas redes sociais e outras plataformas. Durante uma reunião com os chefes dos meios de comunicação russos, a 10 de fevereiro de 2021, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que, caso as empresas gigantes da Internet pratiquem ações hostis contra a Rússia, as suas operações no país serão limitadas. 

Em caso de ações hostis contra a Rússia (bloqueio, remoção de conteúdo russo, etc.), serão aplicadas medidas restritivas contra serviços e plataformas ocidentais individualmente? A Rússia está pronta para começar a trabalhar na criação de alternativas a esses sítios que possam ser acessíveis aos utilizadores da Internet de todo o mundo com vista a defender a liberdade de expressão e o direito de acesso à informação?

Porta-voz: Em primeiro lugar, deixe-me responder à sua segunda pergunta. A Rússia já tem as suas próprias plataformas, que são muito populares não só no nosso país, mas também no estrangeiro: o VKontakte e outros. Há alguns que se estão a desenvolver neste momento. Penso que, a partir de agora, começarão a desenvolver-se ainda mais rapidamente.

Quanto à sua primeira pergunta. Podemos ver um "retrocesso" das empresas monopolistas da Internet e, portanto, dos EUA nos seus compromissos internacionais. O retrocesso nos seus compromissos de proteger a liberdade de expressão, respeitar o pluralismo de opinião e muitos outros. O bloqueio maciço que a rede Twitter se permite é já uma coisa da história. Milhares de utilizadores têm as suas contas bloqueadas ou removidas. Isso acontece tanto com utilizadores comuns como com personalidades públicas e estadistas. Com isso, a própria empresa e os EUA acusam a Rússia, em particular o Serviço Federal de Supervisão em matéria de Proteção dos Direitos do Consumidor e Bem-Estar Humano na Rússia (Rospotrebnadzor) de atentar contra a liberdade de expressão.

A resposta oficial da rede Twitter aos avisos emitidos pelo Roskomnadzor foi a seguinte: "Continuamos a defender uma Internet aberta em todo o mundo e estamos muito preocupados com as crescentes tentativas de bloquear e restringir o diálogo público on-line". Quem disse isso, uma estrutura que bloqueou a conta do seu próprio Presidente e centenas de materiais dos meios de comunicação social? Não estamos a confundir nada? Como é que isso poderia ter acontecido?

O Departamento de Estado dos EUA também se declara preocupado: "Estamos preocupados com os crescentes esforços da Rússia para controlar a Internet e o conteúdo on-line. A expressão de opiniões, divergências via, inclusive, Internet fortalece a sociedade, e não a ameaça. A liberdade de expressão desempenha um papel importante na criação de uma sociedade mais tolerante e mais inclusiva". Esta declaração é do Departamento de Estado dos EUA, país que bloqueou a conta do seu próprio Presidente em todas as plataformas e tentou justificar as suas ações. A diferença é que, se as empresas gigantes da Internet americanas bloqueiam as contas do seu próprio Presidente, de utilizadores nacionais e dos de outros países por motivos políticos, as nossas reclamações endereçadas, em particular, à rede Twitter têm por base a legislação russa. Por isso, os nossos argumentos contrastam fortemente com as declarações infundadas do lado americano (tanto das empresas privadas de que estamos a falar como das autoridades oficiais).

Gostaria de lembrar que, desde 2017 até à data, a rede social Twitter não removeu o conteúdo que induz menores de idade a suicídio, contém pornografia infantil e informações sobre o consumo de drogas. Segundo os dados disponíveis até ao dia 10 de março, 3.168 materiais com informações proibidas, dos quais 2.569 a incitar a suicídio menores de idade, 450 a conter pornografia infantil, e 149 a divulgar informações sobre o consumo de drogas) continuam por remover.

No total, o Roskomnadzor enviou mais de 28.000 pedidos, inclusive repetidos, para remover links e publicações ilegais.

Outro exemplo eloquente é o desatendimento dos pedidos de remover matérias que incitava menores de idade a suicídio coletivo no dia 3 de março. Nesse dia, segundo a polícia, a polícia preveniu várias tentativas de suicídio de menores de idade. Em vez de lidar com problemas prementes e combater manifestações criminosas nos seus serviços, a rede Twitter e outras plataformas eletrónicas continuam a realizar "ações punitivas" e a introduzir a censura política contra cidadãos e organizações russas.

Hoje conversámos com os nossos colegas do Roskomnadzor. Interessa salientar que a rede Twitter remove um conteúdo semelhante no seu segmento ocidental e não o remove no segmento russo. Que maravilha! Eles protegem o seu segmento, submetendo os menores de idade russos às ações ilegais das pessoas que utilizam redes sociais para fins ilegais.

E quando perguntamos porque é que o conteúdo legal está a ser removido e o conteúdo ilegal não está a ser removido, eles continuam a mentir-nos. Primeiro, alegam falhas técnicas, depois erros de moderadores. Depois, os moderadores alegam novamente falhas técnicas, alguns algoritmos misteriosos. Tudo isto é ridículo. Segundo a declaração da administração da rede Twitter, de 26 de fevereiro deste ano, "100 contas russas, alegadamente ligadas à Agência de Investigação da Internet, minam supostamente a confiança na NATO e tentam influenciar os EUA". Uma pergunta a fazer para a empresa: porque não bloqueou a conta do Presidente francês, Emmanuel Macron, quando este disse que a NATO estava "cerebralmente morta"? 

No dia 13 de fevereiro deste ano, foi temporariamente bloqueada a conta oficial da delegação russa nas negociações sobre a segurança e controlo de armas em Viena. Foi-nos dito que se tratava de uma "falha técnica".

No dia 14 de janeiro, havia sido bloqueada temporariamente a conta da Sputnik V. Disseram que foi um acidente.

No dia 9 de maio de 2020, o Facebook bloqueara por três dias a conta do jornalista da agência noticiosa Rossiya Segodnya Leonid Sviridov, após ter colocado na sua página uma fotografia em que aparecia a Bandeira da Vitória sobre o Reichstag. Foi uma "ação punitiva" maciça por parte das redes sociais. Há muitos exemplos.

Ao mesmo tempo, as ameaças diretas, incluindo contra os diplomatas russos e o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, não são bloqueadas (embora chamemos a atenção das redes para estes incidentes) ou são bloqueadas após meses do nosso trabalho meticuloso nesta área. Citámos exemplos concretos. 

Infelizmente, as redes sociais americanas, as empresas gigantes da Internet, criaram esta situação através das suas ações ilegais.

Pergunta: Hoje o Primeiro-Ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, anunciou que, em junho próximo, o país terá eleições parlamentares antecipadas. Como a senhora avalia esta afirmação? Como a senhora acha que estas eleições impactarão a situação na região?

Porta-voz: Encaramos a decisão de realizar eleições parlamentares antecipadas em 2021 como assunto interno da Arménia. Notámos que as partes conseguiram chegar a acordo sobre a data das eleições. Esperamos que o período antecedente à votação seja marcado por um ambiente de construtividade e vise o alcance de um resultado a longo prazo.


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