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Briefing da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, Moscou, 21 de novembro de 2019

2404-21-11-2019

Da visita de Serguei Lavrov ao Japão para participar da sessão do Conselho de Ministros das Relações Exteriores do Grupo dos Vinte


Em 22-23 de novembro, o Ministro das Relações Exteriores da Federação da Rússia, Sergei Lavrov, participará em Nagóia (Japão) de um encontro com os seus colegas do Grupo dos Vinte.

O encontro faz parte do programa da presidência rotativa do Japão no G20. A agenda inclui questões do desenvolvimento de livre comércio e da gestão global, objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a parceria multilateral em prol da África.

A cúpula do G20, que teve lugar no Japão em 28-29 de junho do ano corrente e da qual participou também o Presidente russo, Vladimir Putin, confirmou a importância e a solidez deste formato nas condições da crescente ameaça de fragmentação do espaço econômico global. Isso é especialmente importante se levarmos em conta a fraqueza de outros formatos interestatais. Na declaração final da cúpula, os líderes dos respectivos países manifestaram a sua disponibilidade para guardar e fortalecer o sistema de gestão econômica global, a modernização das instituições que dela fazem parte, a saber: a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Foi feita, no âmbito da cúpula, uma declaração especial sobre a prevenção e a luta contra o terrorismo na Internet e nas redes sociais.

Hoje em dia, o Grupo dos Vinte é uma estrutura de gestão global de ampla escala, onde os interesses de todos os atores principais são representados e as decisões são tomadas por consenso comum. A sua importância vai ganhando vulto à luz de contradições geopolíticas e do auge do protecionismo. O Grupo dos Vinte já fez grandes progressos, entre os quais figura a reforma profunda do sistema fiscal internacional, controle bancário e, claro, dos mecanismos de cooperação entre os países na luta contra corrupção. Esta plataforma considera também as questões relacionadas à economia digital, ao fortalecimento do potencial humano, investimentos na infraestrutura, à energia, ao comércio, ao clima e à proteção do médio ambiente.

O G20 representa dois terços da população global e cerca de 80-85% de toda a produção mundial. As suas decisões dizem respeito ao funcionamento dos mercados globais, são capazes de atribuir-lhes dinâmica crescente. Além disso, a plataforma traduz as mudanças atuais na distribuição das forças na economia mundial. Nos últimos 25 anos, a paridade do poder de compra dos países desenvolvidos no PIB global reduziu-se dos 58% a 40%. Quem está crescendo é o peso dos países em desenvolvimento.

A partir de 1 de dezembro, é a Arábia Saudita que assume a presidência pro tempore no G20. A parte russa está pronta para cooperar com os parceiros sauditas para garantir a continuidade nos assuntos comuns.

No âmbito do encontro multilateral, o chanceler russo, Serguei Lavrov, manterá uma série de encontros bilaterais com os seus homólogos. O primeiro deles, com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, terá lugar amanhã, em 22 de novembro. Em 23 de novembro, terão lugar negociações bilaterais com os nossos parceiros chineses e todo um leque de outros encontros sobre os quais não deixaremos de informar.


Das negociações de Serguei Lavrov com o Ministro das Relações Exteriores do Nepal, Pradeep Kumar Gyawali


Em 25 de novembro, o Ministro das Relações Exteriores do Nepal, Pradeep Kumar Gyawali, realizará uma visita de trabalho a Moscou, a convite respectivo do seu homólogo russo, Serguei Lavrov.

A agenda das negociações inclui os assuntos atuais das relações russo-nepalesas, inclusive o aprofundamento do diálogo político, o fortalecimento da cooperação nas áreas comercial, econômica, humanitária e outras, nomeadamente a do turismo, e o aperfeiçoamento da base jurídica das relações bilaterais.

A respeito da agenda internacional e regional, prevê-se prestar atenção especial ao aprofundamento da cooperação no âmbito dos organismos internacionais, como a ONU e as suas instituições especializadas.


Da visita de trabalho à Rússia do primeiro vice-chanceler da República Popular da China, Le Yucheng


Em 25 de novembro, o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, receberá o primeiro vice-ministro das Relações Exteriores da China, Le Yucheng. Também neste dia, o vice-chanceler chinês terá um encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Titov. Além disso, haverá encontros entre Le Yucheng com os vice-chanceleres russos Igor Morgulov e Andrei Rudenko.

Durante estes contatos, as partes trocarão opiniões sobre o estado atual das relações bilaterais e o ulterior aprofundamento da coordenação da política externa da Rússia e da China. Os encontros, as negociações e os contatos serão muito ricos de conteúdo.


Da visita à Rússia do Ministro das Relações Exteriores da Islândia, Gudlaugur Thor Thordarson


Em 26 de novembro, o Ministro das Relações Exteriores da Islândia, Gudlaugur Thor Thordarson, deslocar-se-á a Moscou em visita de trabalho.

Nas negociações entre os chanceleres dos nossos países serão discutidos assuntos relativos ao estado atual e às perspectivas de desenvolvimento das relações bilaterais, as possibilidades de dinamização da cooperação nas áreas comercial, econômica, humanitária e cultural. Além disso, planeja-se discutir a agenda internacional.

O destaque especial do encontro será dado à cooperação no âmbito do Conselho Árctico, que tanto a Rússia, como a Islândia, encaram como plataforma essencial para a tomada de decisões coletivas em prol do desenvolvimento sustentável do Árctico.

Esperamos que a visita de Gudlaugur Thor Thordarson favoreça o progresso da cooperação russo-islandesa, o aprofundamento do diálogo dos nossos países sobre problemas regionais e internacionais. Na véspera da visita, publicaremos informações mais detalhadas sobre as relações bilaterais.


Da visita de Serguei Lavrov a Bishkek nos marcos da sessão conjunta do Conselho de Ministros das Relações Exteriores, Conselho de Ministros da Defesa e do Comitê dos Secretários dos Conselhos de Segurança da OTSC


Em 27 de novembro, o Ministro das Relações Exteriores da Federação da Rússia, Serguei Lavrov, participará da sessão conjunta do Conselho de Ministros das Relações Exteriores, do Conselho de Ministros da Defesa e do Comitê dos Secretários dos Conselhos de Segurança da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC). O evento terá lugar em Bichkek na véspera da sessão do Conselho de Segurança Coletiva da OTSC, calendarizada para o dia 28 de novembro.

Na sessão que será presidida pelo chanceler do Quirguistão, serão examinados e apurados os resultados do trabalho da OTSC em 2018-2019. Está prevista uma troca de opiniões sobre a situação político-militar nas regiões de segurança coletiva da Organização. Também serão debatidas iniciativas lançadas pelo Conselho de Segurança Coletiva da OTSC, inclusive a Declaração sobre Aperfeiçoamento da Interação e Cooperação para Fortalecimento da Segurança Internacional e Global e o Plano de Atividades com motivo do 75o aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica de 1941-1945.

Os chanceleres da OTSC discutirão ainda um projeto de declaração conjunta sobre os esforços a empreender para normalizar a situação no Oriente Médio e no Norte da África e planejam também adoptar o Programa de Tópicos de Declarações Conjuntas para 2020.

Na sessão do Conselho de Segurança Coletiva, a Federação da Rússia assumirá a presidência rotativa da OTSC. Serguei Lavrov deverá informar seus colegas sobre as prioridades da OTSC no período da presidência russa.


Da situação na Síria


Lemos um artigo no jornal norte-americano The New York Times (NYT) publicado em 14 de novembro, intitulado “Inquérito da ONU sobre ataques a hospitais sírios pode ser posto em causa devido à pressão limitada russa”. Esta ideia está na manchete e também constitui a tónica do texto.

Resumindo: as pessoas que redigiram o artigo, já tentaram “provar”, com informações recolhidas na Internet e nas redes sociais, que a Rússia teria algo a ver com o bombardeio de instalações médicas no Noroeste da Síria. Neste caso, destaca-se uma presumível pressão russa sobre a comissão criada pelo Secretário-geral da ONU, António Guterres, para investigar os ataques. A Rússia estaria contra a divulgação dos resultados do trabalho desta comissão.

Vocês próprios podem avaliar esta notícia falsa, a prevaricação e trabalho desleal de jornalistas. Claro que não é a primeira vez que vemos investigações politizadas e não profissionais publicadas na mídia ocidental. Via de regra, se baseiam no jogo com os fatos, acusações, publicações que carecem de dados das “fontes de informação fidedignas e seguras”. Esta publicação do NYT não faz exceção da regra.

O que os autores do artigo deviam saber antes de iniciar a investigação? A comissão interna foi criada pelo Secretário-geral da ONU em 1 de agosto não para procurar culpados (compreendemos que os jornalistas queriam que fosse assim). O seu objetivo é aperfeiçoar critérios de exame e identificação de elementos da infraestrutura civil nas zonas de conflitos armados que se aplicam por diferentes agências da ONU – ou seja, o deconflicting (gestão de conflitos). Este mecanismo, com efeito, ainda não é perfeito. A Rússia tem manifestado repetidas vezes os seus argumentos a este respeito nas sessões do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicadas à situação na Síria e também em contatos diretos com os jornalistas. Não existe nenhuma pressão secreta, nem tentativas de desnortear os especialistas: o que existe é a postura patente de um Estado que se baseia na argumentação correspondente. Em coletiva de imprensa que teve lugar em 16 de setembro do ano corrente (e o artigo do NYT foi publicado em 14 de novembro, ou seja, quase dois meses depois), o Representante Permanente da Rússia junto à ONU, Vasily Nebenzya, mais uma vez deu a conhecer a nossa atitude crítica para com a gestão de conflitos nesta região.

Lamentamos que o NYT tenha ignorado e não investigado os ataques que os grupos terroristas e radicais, como Hayat Tahrir al-Sham e os seus aliados perpetram quase diariamente, matando civis e desestabilizando a situação na região mediante ataques a escolas, hospitais, campos de refugiados e outras instalações da infraestrutura civil. Parece que isso não interessa ninguém na redação. É um fato lamentável. 

No entanto, a população civil nos territórios não controlados pelo governo legítimo da Síria, inclusive no Noroeste, sofre de crimes dos terroristas, que, graças ao apoio dos patrocinadores estrangeiros (seria ótimo saber se os jornalistas do NYT os conhecem), tentam se fazer passar por “oposição moderada” e “administração local”. No entanto, eles esmagam de maneira violenta os protestos locais. Por exemplo, os moradores de Kafr Taharim que se manifestam contra a impunidade das autoridades autoproclamadas, têm permanecido assediados pelos militantes durante dias, sem qualquer conexão ao mundo exterior.

São fatos, mas não são interessantes, porque não correspondem ao tom exigido pelo establishment político em Washington. Só ouvimos falar de notícias falsas e propaganda, e este é um exemplo concreto. Se tiverem algo a replicar, cá estamos para ouvir. Mas já nos acostumamos ao fato de não sermos ouvidos. Continuaremos falando que nos fazerem caso. 

Da situação na Venezuela

Apesar da tensão que persiste, há sinais na situação venezuelana que incutem esperança. Recentemente, houve conflitos de rua entre as partes em confronto, mas felizmente, não houve incidentes sérios. Observamos uma redução importante do número de manifestantes do lado da oposição. Ao mesmo tempo, apesar das sanções e da pressão de Washington, mantém-se o diálogo entre o Governo e a oposição. Agrada-nos que estes esforços têm tido apoio na região.

Em 18 de novembro, teve lugar um encontro no âmbito do Mecanismo de Montevidéu. Este formato foi criado pelo México, Uruguai e os países da Comunidade do Caribe (CARICOM) para apoiar o processo de normalização na Venezuela. Na declaração final se aponta a necessidade de encontrar uma solução pacífica e democrática nesta situação complicada, crítica, realçando-se ainda que são os venezuelanos que irão construir o futuro do seu país. São saudados os passos coordenados entre o Governo e a oposição, a saber: o retorno de deputados socialistas à Assembleia Nacional, o fim dos inquéritos intentados contra oposicionistas, o início de remodelações do elenco do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). 

Merece uma atenção especial a rejeição categórica da ativação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio), que foi criado para prevenir agressões entre países e não regular crises humanitárias.

Avaliamos positivamente a atitude equilibrada dos países integrantes do Mecanismo de Montevidéu, que respeitam os princípios da Carta da ONU e as normas do direito internacional. Dissemos reiteradas vezes que somente uma solução política inclusiva que poderá ser encontrada pelo povo venezuelano através do diálogo, sem imposição de condições prévias e sem ingerência externa, pode levar à solução pacífica das divergências internas.

A atitude responsável deste grupo de Estudos contrasta com o comportamento de Washington, que não deixa de ignorar mudanças positivas que se têm observado nas negociações entre o Governo e a oposição da Venezuela. Violando o princípio de não intervenção nos assuntos internos de Estados soberanos, os colegas estadunidenses continuam apelando à demissão do Presidente legítimo. Falamos disso regularmente e vou repetir agora: a tarefa da comunidade internacional é favorecer a compreensão mútua entre várias forças políticas na Venezuela e não apoiar uma das partes em conflito.

Vemos aqui uma tentativa de desestabilizar a situação na Venezuela no âmbito de uma política geral de reformatar a América Latina no sentido da reanimação da “doutrina Monroe”. Devido à falta de ideias novas, as ferramentas de derrube do governo legítimo são as mesmas: o fortalecimento das medidas unilaterais ilegítimas, o apoio incessante a Juan Guaidó, que vai perdendo a popularidade, a continuação da campanha propagandística contra Maduro e as ações visando abalar a situação no país que são coordenadas a partir do exterior.

É especialmente preocupante a falta de objetividade de certas publicações na mídia que aplicam padrões duplos na cobertura da situação nos países latino-americanos. Então, a respeito da Venezuela, vemos acusações infundadas lançadas contra as autoridades enquanto as ações ilegítimas da oposição radical são ignoradas. A maioria das publicações a cargo dos países ocidentais continuam publicando histórias de manifestações antigovernamentais de grande escala, sem mencionar o progresso nas negociações entre o Governo e a oposição. Ao mesmo tempo, nem o uso excessivo de força contra os manifestantes, nem a violação da Constituição não provocam nenhuma preocupação. Deste modo, são postos em causa os princípios do jornalismo livre, independente. Eu gostaria de ver uma maior preocupação pelas pessoas reais e mais objectividade na avaliação da situação regional. São os cidadãos comuns e a sociedade em geral quem sofrem da cobertura de acontecimento não objetiva, conjuntural, sob a influência externa.


Da situação em torno da Bolívia


O Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, expôs claramente a nossa posição em relação aos acontecimentos recentes na Bolívia durante a coletiva de imprensa em Brasília em 14 de novembro do ano corrente, e os seus aspectos jurídicos foram comentados pela liderança diplomática da Rússia: pelo ministro das RE Serguei Lavrov, e pelo vice-ministro, Serguei Ryabkov. Na resposta à pergunta da agência de notícias Prensa Latina que foi publicada no site da chancelaria russa, as avaliações se mantêm atuais. Temos feito isso várias vezes, e faço isso mais uma vez agora.

Lamentavelmente, se-mantém a tensão na situação política e social neste país. O potencial desestabilizador se deve ao problema não resolvido da legitimidade das novas autoridades que chegaram ao poder no resultado de ações que se tinham associado a um golpe de Estado. Trata-se não só de confrontos entre os partidários e opositores de Evo Morales, mas também de uma possível confrontação étnica e social.

Não esquecemos um fator muito importante: a Bolívia tem estatuto de um Estado Multiétnico. Imaginamos muito bem as consequências de eventual conflito interétnico quando existem estímulos vindos do exterior. É um assunto muito delicado, uma matéria muito complexa. Pode vir a ser destruída num instante, sendo muito difícil fazer restauros. A Bolívia é um Estado multiétnico com dominação da população indígena. Tem 37 idiomas estatais (com 10,5 milhões de pessoas).

A este respeito, preocupam ainda as declarações de certos políticos bolivianos que agora estão em primeiro plano e que são famosos pelos seus ânimos de extrema-direita. Apelam abertamente ao confronto racial e de classes. Ao mesmo tempo, o decreto da Presidente interina, Jeanine Áñez, isentou os militares e os policiais da responsabilidade pela dispersão de manifestações. Esta decisão levou ao crescimento do número de vítimas e foi condenada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por “ignorar os padrões internacionais” de direitos humanos e atentar contra o direito, liberdade, justiça e normas internacionais.

Opinamos ser importante ouvir a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Michelle Bachelet, ex-Presidente do Chile, que tem muito bom conhecimento desta região e dos seus problemas), quem alertou para perigo de uma “divisão da Bolívia” dizendo que “as ações repressivas das autoridades terão alimentado ainda mais a raiva e provavelmente colocarão em risco qualquer via possível para o diálogo”, o que ameaça com a perda de controle da situação.

Apelamos às autoridades interinas da Bolívia a promoverem uma agenda de união, favorecendo a consolidação da sociedade e a não se focarem na instigação do conflito. É o único modo para este país superar esta difícil prova.

Volto a confirmar: a Rússia está interessada em uma América Latina estável e sustentável do ponto de vista político e econômico, inclusive a Bolívia, com a qual estamos ligados por relações de amizade e de cooperação mútua.

Por que torno a repetir a mesma frase sobre os interesses da Rússia? Por uma razão bastante concreta. É que, por vezes, surgem informações nos países da região (procedentes, às vezes de fora, às vezes, de fontes internas), as informações falsas sobre a posição russa e os interesses do nosso país em um Estado concreto ou na região em geral. Publicam-se matérias e artigos com citações falsas, com supostos fatos que não existem na realidade. Estas informações são várias. Somos capazes de seguir e examinar algumas delas, denunciá-las e apresentar provas do contrário, algumas nem podem ser verificadas devido à velocidade da sua divulgação. Vocês têm a possibilidade de ouvir notícias da fonte de informação oficial – do Ministério das Relações Exteriores da Rússia – e de ver confirmado o nosso interesse nas relações que queremos manter na região em geral e nos seus países concretos. É a América Latina estável e sustentável do ponto de vista político e econômico, com que estamos unidos pela amizade histórica. Queremos desenvolver com esta região relações de vantagem e respeito mútuos em diferentes áreas.

Da conferência sobre a zona livre de armas de destruição em massa e meios de seu fornecimento no Oriente Médio


Em 18-22 de novembro, teve lugar em Nova York a Conferência sobre a Zona Livre de Armas de Destruição em Massa e seus vetores no Oriente Médio.

A criação desta zona é prevista pela Resolução da Conferência de Exame e Prolongação do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares de 1995. A Rússia, os EUA e o Reino Unido, sendo depositários deste Tratado, foram os co-autores da resolução.

A zona livre de armas de destruição em massa permanece uma prioridade no processo de exame do Tratado. A sua formação teria feito uma contribuição importante para o regime de não proliferação nuclear.

Lamentavelmente, a Resolução de 1995 não se concretizou devido à posição assumidas outrora por certos Estados importantes para a criação de tal zona.

A Conferência de Exame do Tratado de Não Proliferação de 2010 encarregou o Secretário-Geral das Nações Unidas, com a ajuda da Rússia, EUA e do Reino Unido, de convocar uma Conferência dedicada a este assunto. Porém, por causa da falta de disponibilidade de Israel e devido às mudanças que se seguiram na postura dos EUA e do Reino Unido, não foi possível fazê-lo. Tampouco foi possível alcançar o consenso no âmbito da Conferência de Exame do Tratado em 2015, devido à falta de posição construtiva dos EUA, Reino Unido e Canadá, países que, por chamar as coisas pelo seu nome, fizeram fracassar a adopção do documento final.

A Conferência de hoje estava prevista pela Resolução da Assembleia Geral da ONU em dezembro de 2018 por iniciativa dos Estados árabes. A Rússia apoiou esta decisão.

Esperamos que esta Conferência vire um ponto de partida para o cumprimento da Resolução de 1995 e seja um passo essencial na regulação da situação e na consolidação da segurança no Oriente Médio, o que, estamos convencidos, deve servir interesses de todos os países da região.

Esperamos que o número de participantes deste processo se amplie e que o processo seja levado a um bom termo através de aprovação de respetivos tratados sobre a criação de zona livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio. Da nossa parte, vamos prestar apoio a esse processo.

A cerimónia de abertura da Conferência contou com a participação do chefe da delegação russa, Representante Permanente da Rússia junto às organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulianov. O texto do seu discurso está publicado nas contas oficiais da chancelaria russa e da Representação Permanente da Rússia junto à ONU em Viena.


Da pressão de Washington sobre o Cairo face aos planos do Egito de comprar caças Su-35 à Rússia


Observamos as ameaças diretas por parte de representantes oficiais dos EUA de aplicar sanções ao Egito por estar considerando a possibilidade de comprar caças russos Su-35. É mais um exemplo de conduta agressiva. Lamentavelmente tal é o estilo de Washington que temos notado durante vários anos. Dezenas de países da Europa, Asia, África e América Latina – de todas as regiões do mundo – vão enfrentando este estilo de trabalho norte-americano.

Há provas de que os EUA fazem os possíveis para obstaculizar o desenvolvimento das relações da Rússia com outros Estados. Ao ver o fracasso da ideia e de tentativas de isolar a Rússia, os EUA passaram ao “Plano B”, usando todas as ferramentas e mecanismos diversos. Isso se estende à cooperação técnico-militar. Foram introduzidas sanções contra a Rússia e agora vão surgindo ameaças em relação aos nossos parceiros que optam por armamentos russos.

Acreditamos que os ideólogos e autores deste conceito em Washington tentam obter dupla vantagem ao prejudicar-nos com o fracasso de certos negócios e fazendo com que os compradores estrangeiros comprem armamentos norte-americanos. Se querem vender as suas armas, poderiam lembrar-se da concorrência livre, baseada em princípios da economia de mercado e nas vantagens de concorrência. Ao esquecerem os princípios da economia de mercado, põem em causa mercadorias que se esforçam por promover. A pressão política e a retórica agressiva só prejudicam a quem as promove.

Por que é assim? É possível que os seus armamentos, muito mais caros, não saiam vencedores sem poderem resistir à concorrência, porque frequentemente resultam obsoletos. Ou seja, o que vemos é uma combinação da promoção dos próprios interesses geopolíticos com uma tentativa de impor soluções feitas em vez de basear-se nos princípios de livre concorrência com o intuito de obter vantagem comercial.

Vai diminuindo o número dos países que permitam a Washington decidir a quem e o que se deveria comprar e que estariam dispostos a conceder uma parte da sua soberania a favor dos EUA. Como os nossos amigos egípcios, a maioria dos parceiros da Rússia no mundo preferem tomar decisões independentes, guiando-se pela relação preço-qualidade. Vocês se lembram bem que até os membros da OTAN, inclusive a Turquia, escolheram o sistema antiaéreo russo, apesar das ameaças estadunidenses.

O método de ameaças já ficou completamente desacreditado e isso se deve ao nível de trabalho preconizado pelos EUA. Ao tentarem pressionar certos países, os EUA minam a sua confiança para com si próprios, fazendo o mundo voltar a examinar a eventual renúncia ao dólar como moeda do comércio internacional, porque esta moeda deixou de ser uma ferramenta de relações e trocas comerciais normais. O dólar se converteu em uma alavanca da política externa de Washington. Quando predomina a política e a economia de mercado com os seus princípios de livre comércio não se leva em conta como fator, isso é impossível.


Do reconhecimento do espaço cósmico como área de operações da OTAN


Ontem em Bruxelas, os chanceleres da OTAN declararam que o espaço será mais uma área de operações, como a terra, o ar, a água e o espeço cibernético.

Estas declarações são preocupantes. O planejamento militar da Aliança visa alcançar superioridade em todas as áreas, com as consequências dai decorrentes, ou seja, a militarização e a escalada da tensão. Agora, a Aliança chegou ao espaço sideral.

Vamos acompanhar atentamente como serão concretizadas as palavras do secretário- geral da OTAN, Jens Stoltenberg, sobre a suposta ausência de planos de colocar armamentos no espaço. Apelamos aos países da OTAN a apoiarem os nossos esforços no sentido de impedir a expansão da corrida armamentista no espaço cósmico, o que teria consequências negativas para a segurança internacional e a segurança estratégica.

Estamos convencidos que fazer do espaço um palco de confrontação armada não seria do interesse de nenhum país do mundo, inclusive dos países da OTAN.


Da resolução da Assembleia Geral da ONU a respeito do relatório do Comitê de Relações com o País Anfitrião


Em 20 de novembro do ano corrente, a Sexta Comissão da Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução sobre o relatório do Comitê de Relações com o País Anfitrião.

Esta resolução foi uma resposta à crise inédita ligada ao não cumprimento pelos EUA das suas obrigações no âmbito do Tratado sobre Estabelecimentos Centrais da ONU em 1947. Nunca as autoridades estadunidenses abusaram tão abertamente da sua situação de um país anfitrião das Nações Unidas. Os 18 membros da delegação russa e vários membros de delegações de outros países ficaram sem vistos. Os diplomatas de representações permanentes junto à ONU e representantes do Irã e de Cuba viram os seus movimentos brutalmente restritos. As instalações da Representação Permanente da Rússia, bloqueadas pelos EUA em 2016, ainda não foram devolvidas.

A Assembleia Geral manifestou uma séria preocupação pela falta dos vistos e mandou um sinal claro a Washington para emitirem vistos de entrada a todos os delegados sem exceção dos países membros da Organização que chegam a Nova York para participar de eventos das Nações Unidas e também para cancelar a restrição dos movimentos dos funcionários das representações permanentes. O uso do princípio de reciprocidade em relação às delegações acreditadas junto à ONU foi reconhecido como inaceitável.

A resolução exige de Washington resolver todos os problemas dentro de prazos razoáveis e curtos. Indica-se que, caso contrário, a Assembleia Geral vai considerar a aplicação de medidas previstas pelo capítulo 21 do Tratado de Estabelecimentos Centrais da ONU (possibilidade de ação de arbitragem com os EUA).

A Resolução exorta o Secretário-Geral, António Guterres, a intervir na situação para garantir o funcionamento normal do Secretariado da ONU e das representações permanentes, fazendo uso dos mecanismos jurídicos aos que tem acesso.

Esperamos que todas as recomendações do Comitê de Relações com o País Anfitrião, presentes no relatório e na Resolução, sejam cumpridos imediatamente.

Queremos fazer lembrar às autoridades dos EUA que a escolha do seu país como a sede da ONU foi um privilégio dado ao Governo norte-americano sob garantia de cumprimento das obrigações assumidas perante a Organização e os seus membros. Vamos exigir o seu cumprimento total.


Da situação da mídia russa na Letônia


Há notícias nada otimistas a respeito da liberdade de expressão na Letônia. Têm a ver com a política de repressões contra a mídia, cometidas pelas autoridades do país.

Em 20 de novembro, o Conselho Nacional de Mídia Eletrônica da Letônia tomou a decisão de bloquear a divulgação de nove canais de TV em língua russa no território do país. Entre os canais proibidos figuram Peterburg  5º  Canal, o Dom Kino, o Dom Kino Premium, o Vremya Dalyokoe i Blizkoe, o Muzyka Pervogo etc. A decisão foi justificada pelo fato de o beneficiário final destes canais ser Yuri Kovalchuk, um dos objetos das sanções da União Europeia.

Desta maneira, Riga encontrou mais uma justificação de continuar a sua política ilegítima, que visa restringir o acesso dos cidadãos de língua russa a fontes alternativas de informação. Vou lembrar: antes, o órgão regulador letão já proibiu a retransmissão de canais televisivos russos, incluindo o Rossia-RTR, e em meados do ano corrente, foi bloqueado o acesso ao site Baltnews.lv, cujo proprietário é a agência Rossiya Segodnya (Sputnik). Esta decisão não foi ligada a pessoas concretas. As razões são diferentes, mas o resultado é o mesmo: o bloqueio da mídia.  Não se trata de condições impossíveis de realizar, senão da criação de situações em que é fisicamente impossível para a mídia fazer o seu trabalho.

Tal discriminação por parte das autoridades letãs contra a mídia russa e tentativas abertas de excluir do espaço informativo os pontos de vista alternativos (e até, pode ser, incômodos) é uma grave violação do direito internacional no que toca à liberdade de expressão e ao acesso livre à informação.

Apelamos às estruturas internacionais e a ONGs a reagirem. Já encaminhámos materiais para as estruturas correspondentes, antes de tudo, à OSCE, e agora vamos dar a conhecer novos fatos. Aguardamos por uma reação adequada. Vamos acompanhar este assunto.


Do assentamento da primeira pedra no monumento aos defensores de Leningrado durante o cerco


Em 12 de novembro, teve lugar em Jerusalém a cerimônia solene de colocação da primeira pedra do monumento “Vela da Memória”. É um complexo memorial dedicado à façanha dos defensores e moradores de Leningrado durante o cerco na época da Grande Guerra Patriótica de 1941-1945. Participaram do evento o Embaixador da Rússia em Israel, Anatoly Viktorov, uma delegação da prefeitura de São Petersburgo, os deputados do Knesset, o prefeito de Jerusalém, representantes da chancelaria de Israel, de organizações sociais, religiosos e de veteranos de Israel e da Rússia, filantropos e mecenas. A abertura do monumento está prevista no decurso da próxima visita do Presidente russo, Vladimir Putin, a Israel.

Atualmente, em Israel moram 1.308 pessoas que sobreviveram ao cerco de Leningrado e cerca de 7.000 veteranos que prestam homenagem dos acontecimentos dramáticos da Grande Guerra Patriótica. No cemitério memorial de Piskarevskoe, se encontram os restos mortais de 40 mil judeus, por isso, o monumento emblemático aos defensores de Leningrado irá simbolizar uma vez mais o período trágico da história do nosso país e ajudar os jovens e as gerações vindouras a compreender melhor o heroísmo e a verdade sobre a tragédia da guerra e do cerco.

Este monumento deverá reflectir páginas da história da Rússia e de Israel, porque no período da Grande Guerra Patriótica, nas fileiras do Exército Vermelho combatiam representantes de todos os povos e nações da União Soviética. Os guerreiros do Exército Vermelho fizeram a contribuição decisiva para a derrota do nazismo e para a libertação da Europa da “peste castanha”, salvaram o povo judeu e outros povos europeus.

A cerimônia de colocação da primeira pedra é simbólica já que vem reforçando as relações russo-israelenses, as relações entre pessoas. Temos em alto valor uma digna atitude dos nossos países para com a Grande Guerra Patriótica. As pessoas defendem a verdade histórica e estão prontas para fazer frente às ameaças de reescrever a história e os resultados da Segunda Guerra Mundial.

Da participação de refugiados azeris na regulação da situação em Nagorno-Karabakh


Perguntaram-nos sobre a possibilidade da participação de refugiados azeris, juntamente o com os armênios de Nagorno-Karabakh, no processo de regularização da situação na região e também do seu regresso aos territórios para morarem com a população armênia, como era antes do conflito.

Em suas declarações, os representantes dos países que co-presidem o Grupo de Minsk da OSCE indicaram várias vezes que o plano de pacificação do conflito em Nagorno-Karabakh deve prever o direito de todos os refugiados e pessoas forçadas a abandonar os seus locais de voltarem aos territórios ocupados antes.

No que toca ao formato de negociações, esta pergunta deve ser dirigida às partes, porque são elas quem deve definir e aprovar a composição dos participantes. Agora, as negociações estão a ser mantidas entre as autoridades do Azerbaijão e da Armênia. Apoiaremos todos os acordos entre os dois países.


Respostas a perguntas:

Pergunta: O ex-Presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu intermediação internacional para poder voltar à Bolívia do México, onde ele está em asilo político. Ele disse que a Rússia poderia ser tal intermediador. O que a senhora pode dizer a este respeito?

Resposta: Como é sabido, estamos abertos à atividade pacificadora na escala global. Há muitos exemplos de nossa participação pacificadora ativa, tanto política, quanto diplomática. Estas ações são bem conhecidas. Isso caracteriza a diplomacia e a política externa russas. Mas devem haver razões para isso, há procedimentos correspondentes. Guiamo-nos pelo direito internacional e pelas leis e mecanismos diplomáticos. O direito internacional é o nosso fundamento imprescindível neste caso.

Primeiro, a própria política da Rússia nesta região é baseada no respeito mútuo, no direito internacional, na vantagem mútua e em todos os princípios da Carta Magna da ONU, o que por si constitui um fator importante tanto na estabilização da situação, quanto na prevenção de conflitos potenciais. Quando a Rússia começou a desenvolver ativamente as suas relações com a América Latina em todas as vertentes: no plano bilateral, nos contatos com as organizações regionais, isso foi um exemplo muito importante, uma referência de tais relações. A Rússia não faz fronteiras com esta região, mas mantém relações muito boas nas áreas econômica, política e humanitária. Segundo, há muitos exemplos de nossos esforços de intermediação, mas eles devem ser empreendidos com base no direito internacional. Do ponto de vista global, estamos sempre abertos para o assunto e as funções de intermediação.

Eu já falei de notícias falsas, mas hoje se deu um caso inédito. Não se trata da América Latina, é uma outra região que também se vê repleta de notícias falsas. Na mídia líbia apareceu hoje uma publicação com captura de tela supostamente da primeira página do jornal Izvestia. Lamentavelmente, já foi bastante divulgada no segmento líbio da internet. A informação sobre eventuais negociações secretas entre Fayez Sarraj e Khalifa Haftar foi apresentada em forma de um suposto artigo de um jornal russo. Esta é a publicação líbia. Mas veja-se o jornal Izvestia de hoje. Procuramos especialmente. As publicações não têm nada em comum. Recebemos telefonema dos representantes do jornal, revoltados com esta notícia falsa descarada e evidentemente feita por encargo. Eis aqui mais um exemplo concreto do uso da mídia na guerra mediática global e terrível. Será um exemplo de referência para a nossa galeria de desinformação; mas, lamentavelmente, trata-se de uma prática cotidiana. De notar que esta não foi uma citação falsa. Escolheram um periódico russo que faz parte do Top 5 e usaram-no como uma suposta “fonte” de desinformação. É um fake sobre outro fake. Não podia se não mostrar isso a vocês.

Pergunta: A senhora poderia comentar a publicação pela mídia sérvia de um vídeo mostrando um agente ou diplomata russo dando dinheiro a um oficial sérvio?

Resolução: Pois é isso de que estamos falando. É o uso propositado de tecnologias com certos objetivos. Dentro de pouco haverá contatos em mais alto nível entre os nossos países. Já estamos acostumados a publicações “sensacionalistas” na véspera de tais contatos. Mas o tempo passa e isso tudo prova não ter fundamento ou ser uma provocação. Todas as questões que provocam tais preocupações entre os Estados, são resolvidas através de respectivas vias. Mas este deve ser qualificado como uma provocação. Quem deve analisar este vídeo são os especialistas. No que toca à população, os autores deste “filme” queriam fazer provocação e criar atmosfera correspondente antes das negociações, encontros e visitas. Acontece com regularidade. É uma questão da mídia: como vamos compreender que se trata de provocações e em que casos poderão considerar notícias como uma pura provocação. Pode ser que nunca, por serem sempre “interessantes”.

Até posso dizer uma dezena de exemplos no ano anterior em que na véspera de visitas, negociações, cúpulas ou imediatamente depois de tais contatos houve tais histórias, híbridos, notícias falsas etc.

Se em tais áreas há questões ou provocações, cada Estado possui ferramentas correspondentes para a solução civilizada de tais questões. Tais provocações perseguem um efeito diferente. Somos todos adultos e compreendemos bem.

Pergunta: Recentemente, a mídia divulgou informações sobre os problemas dos cidadãos russos com os vistos britânicos. Tratava-se de nossos colegas, jornalistas. O comentário da Embaixada do Reino Unido era no sentido de que não eram jornalistas de verdade, por isso não lhes deram os vistos. Como a senhora comenta esta situação? Haverá uma resposta da Rússia?

Resposta: Pois claro, os jornalistas de verdade devem ser aqueles que fazem notícias falsas. Eu não vi aquele comentário, que eles não são jornalistas de verdade. Vi um comentário do Governo britânico que declarou que não ia comentar porque nunca comenta tais casos, que gostam de jornalistas de verdade e os apoiam, e que em 99,9% dos casos dão vistos a jornalistas. É brilhante. Ou você comenta, ou não comenta. E se indica a percentagem, indique também, por favor, o número. Então vamos compreender quanto seria um cêntimo de um por cento, podendo fazer medições em meia-pessoa, quinze pessoas ou vinte cinco pessoas. É um truque clássico. Não precisamos de percentagem. Queremos números vivos. Qual é o número real? Então compreenderemos tudo: quantos jornalistas (mas depois, terão que explicar de que países) o sistema britânico deixou sem vistos. Números reais são precisos.

Segundo. Confirmarmos, com efeito, que as autoridades britânicas não deram vistos a jornalistas russos. Um deles é correspondente permanente, que trabalhava em Londres. Não prolongaram o visto dele e ele ficou sem possibilidade de trabalhar. O segundo ficou sem visto de entrada, e ele não conseguiu chegar a Londres na qualidade de correspondente para trabalhar lá durante um determinado período estendido. Por que a parte britânica não comenta este fato, comentando tudo o que tem a ver com o jornalista, a liberdade de expressão, essa é uma questão que se coloca. Eu acredito que se você comenta tudo o que tem a ver com a proteção dos direitos dos jornalistas, então organize na sua capital uma conferência sobre a liberdade de expressão, a segurança de jornalistas, já que faz disso a capitânia da sua política externa, comente este caso concreto: por que não dão vistos? Por que este problema é sistemático?

Perguntaram-nos ainda sobre a nossa resposta. Vocês compreendem perfeitamente que este princípio continua em vigor. Não vale a pena comentar depois que a Rússia deixou sem visto ou anulou o visto a jornalistas britânicos, começou a criar obstáculos. Ninguém cria obstáculos aos jornalistas britânicos, nem tenciona fazê-lo. Mas ninguém anulou o princípio de reciprocidade. Se a Embaixada britânica ou os jornalistas britânicos tiverem perguntas, responderemos a elas.

Pergunta: Em 13 de novembro do ano corrente, o oligarca ucraniano Igor Kolomoisky concedeu uma entrevista ao jornal The New York Times. Disse umas frases importantes. Afirma que os EUA teriam traído a Ucrânia, fazendo-a entrar em guerra contra a Rússia, mas nem deu dinheiro para o efeito. De acordo com ele, a Ucrânia não será admitida na OTAN e na UE, então terá que pedir um empréstimo num valor de $100 bilhões à Rússia e assim resolverá seus problemas. Além disso, há quem diga que a Ucrânia está caindo no poço da dívida sendo um bom exemplo de gestão estatal fracassada.

Resposta: É muito interessante. O tema da Federação da Rússia está constantemente presente na mídia estadunidense – nos seus canais de TV, emissoras de rádio, na Internet, redes sociais e, claro, na imprensa. E quando os representantes oficiais da Rússia se dispõem a comentar certos temas que possam provocar interesse dos norte-americanos, o NYT presume não ter possibilidades de publicar seus materiais. Argumentam não haver espaço suficiente para publicação. E agora, você abre um jornal e tem aí informações sobre a vida de um oligarca. Claro que ninguém protesta contra negócios, contra a partilha de visões e ideias expostas por representantes do mundo de negócios. É muito interessante. Ao mesmo tempo, podem existir duplos padrões: como é que a Rússia pode ser mencionada dezenas e centenas de vezes e vocês dizem que não haver espaço para respostas dos representantes oficiais, diplomatas russos às perguntas importantes para a sociedade norte-americana. É um fato. E sempre há proposta de colocar um material de caráter comercial. É uma tendência muito interessante. É um absurdo. Eu não podia deixar de partilhar com vocês esta tendência interessante, já que o senhor mencionou o NYT.

A respeito da dívida da Ucrânia. Sabe a dívida dos EUA?

Pergunta: Ultrapassou os $22 trilhões.

Resposta: Não são números inventados, são números reais. Vivemos num mundo de clichés, no mundo de teses estereotipadas que repetimos sem pensar muito. Quero perguntar: quem realmente está no poço da dívida e cujo poço é mais profundo?

Pergunta: Será que podemos supor que se tal tendência continuar um pouco mais, o regime ucraniano, sob tal pressão interna, estará disponível não só de aceitar os Acordos de Minsk, mas também sentar-se à mesa de negociações com os líderes das Repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk?

Resposta: Não encaramos os Acordos de Minsk sob o prisma econômico e financeiro. Consideramo-los como uma oportunidade de fazer a reintegração (embora esta palavra não seja fácil para os habitantes da região de Donbass provocando-lhes sintomas alérgicos), ou seja, de voltar a um Estado real, sem histerias políticas infinitas e jogos políticos baratos, à plataforma, aos fundamentos da gestão política real. Acho ser muito mais importante considerar os Acordos de Minsk e todo o leque de assuntos ligados à sua realização precisamente deste ponto de vista.

Outro aspecto não é menos importante. É a dimensão humana, as vidas humanas. Porque a gestão estatal é também uma questão da vida de cidadãos concretos. Por isso temos visto os Acordos de Minsk como uma via de voltar à normalidade da situação quanto à vida humana. Não me refiro à sobrevivência, ou à existência, mas sim me refiro à vida humana.

A respeito da situação financeira e econômica, é também um assunto importante, mas acho que a prioridade tem de ser dada aos dois aspectos que acabo de mencionar. Temos defendido este ponto de vista não só para considerar os Acordos de Minsk, mas também para elaborá-los: tanto o primeiro pacote, quanto o segundo.

Pergunta: Recentemente, a mídia informou que a Fundação Russa de Paz convidou à Rússia três representantes importantes dos “coletes amarelos”. Certos mass média deduzem que o governo russo estaria ligado aos “coletes amarelos”. Quer comentar?

Resposta: A Fundação Russa de Paz é uma entidade não governamental. É uma das nossas ONGs mais antigas. Os seus representantes participam ativamente das atividades nos marcos de plataformas diversas e fóruns que unem as ONGs de todo o mundo. Por exemplo, há muitos eventos no âmbito da ONU dos quais esta ONG participa. Participam como representante de eventos na Europa e em outros lugares do mundo. Não compreendo como a atividade de uma ONG poderia ser ligada à posição oficial de um Estado. Acho que se trata de uma interpretação errada de acontecimentos e da realidade. Não vi mensagens que o senhor acaba de mencionar, mas se realmente são do género, são completamente errados. A Rússia tem uma grande quantidade de ONGs, de representantes da comunidade civil. Todos eles assumem posturas diferentes. Muitas vezes temos que comentar ações políticas de certas organizações, mas sublinhamos cada vez que não se trata de estruturas públicas.

Pergunta: Os serviços de segurança sérvios confirmaram a autenticidade do vídeo em que aparece G. Kleban, que, durante algum tempo, havia sido  assistente do adido militar da Embaixada da Rússia na Sérvia. O governo sérvio afirmou que a situação é grave e que uma investigação será realizada.

Resposta: Os serviços de segurança sérvios confirmaram a identidade de todas as pessoas  que aparecem no vídeo?

Pergunta: Nossos serviços de segurança só confirmaram a identidade de um nacional russo. Ainda não há informações sobre a segunda personagem.

Resposta: Por que não confirmaram sua identidade? Penso que é preciso que sejam verificados todos os fatos: quando esse vídeo surgiu, quem o protagoniza, quem o editou e quando tudo isso foi feito. Depois disso vou comentá-lo. Não posso comentar todos os vídeos que surgem. Não estou fugindo da pergunta. Voltarei, certamente, a esse assunto quando tiver fatos. Por enquanto, não tenho nada a dizer a esse respeito, pois nem eu nem você como, acabamos de ver, dispomos de tais fatos. Esses fatos são cruciais para comentários. Em primeiro lugar, precisamos perguntar aos especialistas responsáveis por lidar com materiais como esses. Se começarmos a fazer comentários agora, tentando confirmar ou desmentir, viraremos uma fonte de informação não verificada. Não quero fazer isso.

Pergunta: Como pode comentar a declaração do governo sérvio de que a situação é grave? Qual impacto isso pode ter sobre as relações russo-sérvias?

Resposta: Já dei uma resposta detalhada a essa pergunta. Quer ouvir declarações políticas? As declarações políticas devem ser feitas com base em fatos. Eu lhe fiz uma pergunta: você, como jornalista, tem informação adicional que nos deixe claro o que vimos? Você disse que não. Se a tivesse, eu tê-la-ia comentado. Eu não a tenho. Não é minha função inventá-la. Minha função é comentar os fatos. Diferentemente de muitos outros países, voltamos sempre a casos como esse quando tivermos fatos verificados. Não vou comentar coisas que são obviamente provocatórias. Não vou fazer o jogo daqueles que decidiram levar à prática essa provocação. Quantas vezes vimos que os vídeos tornados públicos a título de sensacionalistas acabaram sendo imagens filmadas havia, digamos, 15 anos? Quantas vezes vimos que fotografias alegadamente tiradas em um país acabaram sendo imagens tiradas em outro continente? Quantas vezes vimos que os vídeos apresentados continham informações que não tinham a ver com as pessoas, países ou um período histórico abordados? Constantemente. Nunca nos recusamos a comentar tais assuntos. Comentarei isso quando dispuser da respectiva informação. Neste momento, não a tenho. Não sou especialista, nem criminologista, trabalho com os fatos e comento os fatos. Já expus minhas suposições sobre a origem de tais cosias. 

Pergunta: Como comentaria a declaração do governo sérvio de que a situação é grave?

Resposta: Essa declaração é muito séria que diz que a situação é grave. Não posso acrescentar nada aqui. Essa é uma das mais sérias declarações de que a situação é grave. De resto, não estamos lidando com coisas não sérias? Comentaremos esse assunto à medida que formos recebendo informações fatuais. Há coisas primárias que as pessoas e, em primeiro lugar você, devem entender e saber. 

Pergunta: O ministro dos negócios estrangeiros da Islândia, Gudlaugur Thor Thordarson, que não vem à Rússia há muito tempo, deve chegar, em breve, em visita a Moscou. A importância da Islândia aumentará com a abertura da Rota do Mar do Norte. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, esteve em Reykjavik em meados de setembro e disse à imprensa islandesa que estava grato a Gudlaugur Thor Thordarson pelo fato de a Islândia ter rejeitado o projeto chinês "Uma Faixa, Uma Rota" e ter se recusado a comprar produtos da empresa "Huawei". O embaixador chinês na Islândia se manifestou indignado com o fato de Mike Pence comentar as relações da Islândia com um país terceiro, a China, no caso. Como comentaria essas ações da diplomacia americana?

Resposta: Quer que um quarto país se indigne, juntamente com o país terceiro, com o fato de o segundo país comentar suas relações com o primeiro país?

Pergunta: O que tem a dizer sobre relações russo-islandesas?

Resposta: Como eu já disse, temos uma extensa lista de tópicos a discutir com nossos parceiros. Em cima da mesa estarão questões da política mundial e da agenda regional, com destaque para as relações entre nossos dois países. Dado o grande número de crises e conflitos mundiais e a situação instável no cenário internacional, as relações com  países terceiros também serão abordadas. Todavia, a agenda bilateral terá prioridade. Nossos contatos são regulares, mas não são tão frequentes que nos neguemos o direito de nos dedicar, em primeiro lugar, às relações bilaterais.

Pergunta: O que a Islândia está fazendo para levantar as sanções anti-russas?

Resposta: Você conhece nossa posição. Nada fizemos para levantar a questão de seu cancelamento porque não fomos nós que as impusemos. Mais do          que isso, a iniciativa das sanções não foi da UE nem dos países que a apoiaram, mas dos EUA, sob pressão direta da administração Obama e do ex-vice-presidente Joe Biden. Uma combinação foi concretizada. Como resultado, a União Europeia aplicou sanções que foram apoiadas por toda uma série de países que, sendo europeus, não fazem parte da UE. Por isso, não discutimos nem levantamos a questão das sanções. Isso foi dito pela liderança russa, pelo ministro dos negócios estrangeiros da Federação da Rússia, Sergey Lavrov. Se um país interessado quiser abordar esse assunto, estamos prontos a ouvi-lo. Também conhece nossa posição em relação à política de sanções. Consideramos que as sanções estão fora do quadro jurídico e são um instrumento ineficaz. Citamos dados estatísticos e avaliações de peritos a esse respeito. Verificou-se que a União Europeia e os países que a ela se aliaram nessa questão perderam enormes montantes de dinheiro com a aplicação de sanções e contramedidas anti-russas. Repito, se nossos parceiros levantarem essa questão por iniciativa própria, estaremos dispostos a ouvi-los. Conhece nossa posição de princípio a esse respeito.

Pergunta: O ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação da Rússia se rege pela lei federal "Da Proibição da Propaganda do Fascismo na Federação da Rússia" para qualificar a glorificação dos hitleristas de origem armênia e azeri, G.Nje e M.Rasulzade, respectivamente?

Resposta: Nós nos norteamos, certamente, pela legislação russa, inclusive no que diz respeito a essas questões, a nossos contatos internacionais e à elaboração de nossas posições no âmbito de organismos internacionais. Essa é uma resposta geral à sua pergunta geral. Ao que se refere exatamente?

Pergunta: Na Armênia e no Azerbaidjão se registram atividades para a glorificação das figuras acima citadas. As respectivas campanhas de informação atingem os veículos de comunicação russos e as comunidades armênias e azeri. Como é que o MNE russo encara essas campanhas de informação?

Resposta: Campanhas de informação de quem? Por favor, especifique o que tem em vista e terei o grande prazer de responder a você e a sua publicação. Gostaria de chamar sua atenção para os relatórios elaborados pelos especialistas na problemática dos direitos humanos relacionada às questões da prevenção de todas e quaisquer práticas de louvor e reencarnação de tudo o que esteve ligado ao fascismo e ao nazismo. Foram publicados os respectivos relatórios que qualificam, através do prisma do direito internacional, as tendências observadas em toda uma série de países. Essa foi uma avaliação jurídica internacional da situação nessa área em vários países, inclusive aqueles que mencionou. Os relatórios em causa estão disponíveis no site do ministério dos negócios estrangeiros.

Pergunta: Lembre, por favor, a posição da Rússia sobre o que está acontecendo no Líbano e no Iraque?

Resposta: Fiz uma análise muito detalhada da situação no Iraque e no Líbano no briefing mais recente. O vídeo e o texto estão disponíveis no site oficial do ministério dos negócios estrangeiros russo. Há dias, o ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergey Lavrov, fez extensos comentários sobre a situação no Iraque.

Pergunta: Como a Rússia encara a situação no Irã? No contexto daquilo que aconteceu no período de sexta a segunda-feira?

Resposta: Estamos acompanhando a situação naquele país. Compreendemos que essa não é fácil, dada a situação internacional. Vemos quantos atores externos estão tentando influenciar a situação no Irã. Prestamos atenção à declaração do Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em que o governante norte-americano  expressou seu apoio ao povo iraniano. Isso nos deixou perplexos. Muito daquilo que causa atualmente o descontentamento e esteve na origem dos processos operados no país foi causado pelas ações dos Estados Unidos. Acho que vocês, como canal regional, sabem disso. Depois que o governo iraniano tomou a decisão de aumentar os preços da gasolina no país, uma onda de protestos começou no Irã. No entanto, esse evoluir dos acontecimentos foi provocado por uma pressão sancionatória maciça e ilegal dos EUA sobre esse país. Devido às ações de Washington, os direitos humanos fundamentais e os legítimos interesses da população iraniana em receber livremente alimentos, medicamentos e toda a gama de produtos necessários estão sendo violados. Esses foram os objetivos dos Estados Unidos quando começaram a concretizar sua política de forte pressão sancionatória em relação ao Irã. Por um lado, Washington está apoiando, alegadamente, as aspirações do povo iraniano, pelo menos em palavras. Ao mesmo tempo, faz o possível para que a população desse país sofra e se sinta em uma situação desconfortável, o mais possível, falando em bons termos. Essa é uma posição hipócrita, um esquema amplamente utilizado pelos norte-americanos em todos os continentes. A atual situação no Irã surgiu precisamente depois que Washington havia torpedeado o "acordo nuclear". Compreendemos como os acontecimentos se desenrolaram, comentando-os de forma regular.  Falamos sobre a ilegitimidade de tal atitude dos EUA em relação ao acordo que não só apresenta a assinaturas dos EUA mas também encerra anos de trabalho de uma delegação norte-americana de alto escalão. O acordo foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU e obteve a legitimidade jurídica internacional. Tomamos igualmente nota da situação com nossos colegas europeus, que, infelizmente, em nossa opinião, não são muito ativos nessa matéria. No contexto da situação no Irã, o papel dos veículos de comunicação social ocidentais também pode ser qualificada, em muitos casos,  como pouco decorosa.  Eles tentam usar todas as oportunidades para interferir nos assuntos internos do país. É o caso para se lembrar da mídia britânica que ali desempenha um papel especial. Pedem-nos que comentemos a situação no Irã no contexto dos nacionais russos que lá se encontram. Registramos que a situação geral no país está voltando à normalidade. Até a data de hoje, não recebemos notícias de feridos de nacionalidade russa.

Pergunta: O presidente do parlamento da Estônia, H. Põlluaas, escreveu no Facebook que a Rússia deveria devolver a seu país 5% do território estoniano  anexado. Acha que se trata das tentativas de alguns políticos estonianos de bloquear os sinais positivos registrados nas relações russo-estonianas?

Resposta: Não tenho dúvidas sobre isso. Prestamos atenção a isso, citamos tendências semelhantes às que mencionou quando respondíamos a duas perguntas relacionadas à Sérvia. Logo que uma tendência positiva se patenteia nas relações bilaterais (processo de negociação, encontros de cúpula, conclusão de grandes contratos e acordos, fim de uma longa pausa diplomática nas relações, iniciativas humanitárias e  culturais interessantes, etc.), vemos imediatamente ações em contraste: provocações ou declarações que deixam a impressão de terem sido especialmente concebidas para vibrar um golpe sobre essas tendências. Não temos dúvida de que essa declaração, que não tem razão histórica nem jurídica de ser, teve fins provocatórios. Acho que não é preciso ser-se um grande especialista para vê-lo. A questão é: para que? Por que agora? Por que razão? Só existe uma única resposta: para provocar. Infelizmente, isso não é uma novidade. Verificamos isso não só em nossas relações com os países costeiros ao Mar Báltico como também em nossas relações com uma série de outros países. Hoje citei o exemplo do jornal Izvestia, as falsificações que envolveram um veículo de comunicação russo.  Isso acontece todos os dias, já é uma rotina. Depois, com o passar do tempo, a verdade vem à tona. Todos o compreendem,  mas chega a hora e a mosca cai na sopa.

Pergunta: O comandante da Marinha ucraniana, Igor Voronenko, e o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, afirmaram que a Rússia teria levado vasos sanitários dos navios ucranianos. O Serviço Federal de Segurança da Rússia mostra um vídeo dizendo que todo o equipamento sanitário está em seu lugar. Acontece que as autoridades ucranianas inventaram essas acusações para provocar um outro conflito com a Rússia? Não resistiram à prova de boa vontade russa? Como é que isso caracteriza o presidente Zelensky pessoalmente?

Resposta: Não sei lhe responder em um formato tão alto. Não compreendo apenas uma coisa: como é que o poder combativo dos navios de guerra ucranianos depende da presença a bordo de equipamento sanitário?

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